Diagnóstico incorreto de pneumonia como gastroenterite em bebê de 1 ano e 5 meses pela Rede Casa e Klini Saúde

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Rio de Janeiro - RJ

12/06/2026 às 14:49

ID: 251238405

Sou beneficiária da Klini Saúde e venho registrar minha profunda indignação com os atendimentos prestados pela Rede Casa, especialmente no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca.
Infelizmente, esta não é a primeira experiência negativa que tenho com a rede. A mais marcante foi durante meu parto, quando enfrentei diversas situações que considero negligentes. Porém, desta vez o problema envolveu minha filha de apenas 1 ano e 5 meses, e a situação poderia ter tido consequências muito mais graves.
Há alguns meses, quando minha filha tinha cerca de 4 meses de idade, procurei atendimento porque ela apresentava dor, secreção e mau cheiro no ouvido. Para minha surpresa, o hospital pediátrico não possuía sequer equipamento infantil adequado para examinar o ouvido de um bebê. Mesmo sem uma avaliação adequada, ela recebeu diagnóstico de perfuração de tímpano e foi medicada com antibiótico.
Agora, na madrugada de 10/06/*******, minha filha deu entrada no Hospital Casa São Bernardo apresentando episódios recorrentes de vômito. Além dos vômitos, ela estava febril, congestionada, com coriza e apresentava roncos respiratórios.
Sem solicitar qualquer exame, foi diagnosticada com gastroenterite. Recebeu soro venoso por estar desidratada, medicação para enjoo e recebeu alta com orientação para usar remédios em casa. Fui informada de que, caso continuasse vomitando mesmo após a medicação, deveria retornar ao hospital.
Foi exatamente o que aconteceu.
Chegamos em casa e ela continuou vomitando. No dia seguinte, além dos vômitos persistentes, estava mais congestionada, sem querer se alimentar e com dificuldade até para mamar. Retornei ao mesmo hospital extremamente preocupada.
Ao chegar, fui recebida por uma médica que praticamente já tinha o diagnóstico pronto antes mesmo de me ouvir. A primeira coisa que ouvi foi:
"Mãezinha, não era para retornar. Tem que esperar um pouco. O caso dela é normal. Gastroenterite dura três dias."
Ela não me permitiu explicar adequadamente os motivos do retorno nem relatar todos os sintomas que minha filha vinha apresentando.
Após um exame físico superficial, afirmou que o pulmão estava limpo, que o abdômen distendido era esperado e que se tratava apenas de uma infecção gastrointestinal.
Solicitei um exame de sangue, preocupada com a evolução do quadro. A resposta foi que "o exame não mudaria a conduta médica" e que não havia necessidade de nenhum exame complementar porque ela já sabia qual era o diagnóstico.
Minha filha recebeu novamente alta, com remédios para enjoo, dor e reposição da flora intestinal.
Saí do hospital angustiada, insegura e sem respostas.
Passei mais uma noite extremamente difícil. Minha filha continuava vomitando e apresentava cada vez mais dificuldade para respirar.
Hoje decidi procurar atendimento em uma unidade do SUS.
Lá, diferentemente do que ocorreu na Rede Casa, foram solicitados exames de sangue e raio-X.
O resultado foi chocante: minha filha estava com pneumonia.
Sim, pneumonia.
A mesma criança que, poucas horas antes, teve o pulmão considerado "limpo" e cujo quadro foi tratado exclusivamente como gastroenterite.
Fico imaginando o que poderia ter acontecido se eu tivesse confiado cegamente nos diagnósticos recebidos e esperado mais três dias, conforme orientado.
Quantas crianças precisam piorar para que exames básicos sejam solicitados? Quantos pais precisam insistir para serem ouvidos? Quantos diagnósticos são fechados sem investigação adequada?
A sensação que fica é de total descaso, atendimento apressado e falta de interesse em avaliar o paciente de forma completa.
Se algo mais grave tivesse acontecido com minha filha, quem assumiria a responsabilidade?
Espero uma resposta da Rede Casa e da Klini Saúde sobre os protocolos adotados, a conduta médica realizada e a falta de investigação adequada diante de um quadro que posteriormente foi confirmado como pneumonia.
Pais procuram um hospital em busca de ajuda, segurança e confiança. O mínimo esperado é que seus relatos sejam ouvidos e que as crianças sejam avaliadas com o cuidado que merecem.

Compartilhe