Reclamação sobre atendimento médico e conduta no Hospital Casa São Bernardo

Reclamação não respondida

Não respondida

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Rio de Janeiro - RJ

13/06/2026 às 22:17

ID: 251323743

Gostaria de registrar uma reclamação referente ao atendimento prestado pelo médico *****, que estava de plantão no período diurno do dia *****, no Hospital Casa São Bernardo.

Há aproximadamente uma semana fui atendida por outro médico da instituição com diagnóstico de pneumonia. Na ocasião, recebi prescrição de azitromicina por 5 dias e Clavulin por 10 dias, sendo orientada a retornar para nova avaliação caso não apresentasse melhora após alguns dias de tratamento.

Apesar de seguir corretamente as orientações médicas, permaneci sintomática e voltei a apresentar febre. No dia anterior ao atendimento em questão, registrei temperatura de 38,5C e, na manhã do dia 13/06, apresentei febre de 39C. Diante da persistência dos sintomas após sete dias de antibioticoterapia, retornei ao hospital em busca de reavaliação.

Durante a consulta, informei que outros médicos que me atenderam ao longo da semana haviam sugerido a realização de uma tomografia de tórax para investigação complementar. Expliquei também que não consegui realizar o exame anteriormente porque o aparelho da unidade onde fui atendida estava inoperante, motivo pelo qual fui orientada a procurar atendimento no Hospital Casa São Bernardo.

O médico ***** afirmou de forma arrogante que não havia a necessidade de realizar a tomografia e que, através do exame físico e apenas da ausculta pulmonar ele era capaz de me diagnosticar, pois segundo ele, seu estetoscópio era uma ferramenta maravilhosa, e assim, era possível descartar a presença de derrame pleural. Embora eu não estivesse com febre no momento da consulta, esclareci que havia tomado 1 g de dipirona cerca de 40 minutos antes do atendimento. Ainda assim, foi prescrita nova dose da mesma medicação na unidade, a qual recusei por já tê-la utilizado recentemente.

Mesmo diante da persistência da febre após sete dias de tratamento, da ausência de melhora clínica significativa e do meu histórico de Doença de Crohn em uso de imunossupressores informação comunicada desde a abertura da ficha e durante a consulta fui orientada apenas a manter a medicação já prescrita até completar os 10 dias de tratamento, sem solicitação de exames complementares e sem discussão sobre outras hipóteses diagnósticas ou possibilidades terapêuticas.

Minha preocupação se baseia não apenas na persistência dos sintomas, mas também no fato de que diretrizes nacionais e internacionais para o tratamento da pneumonia adquirida na comunidade recomendam reavaliação clínica quando há manutenção da febre e ausência de melhora após vários dias de antibioticoterapia. Nesses casos, costuma-se considerar a possibilidade de complicações, falha terapêutica, necessidade de exames complementares ou revisão da conduta adotada.

As diretrizes da American Thoracic Society (ATS) e da Infectious Diseases Society of America (IDSA) destacam que a maioria dos pacientes com pneumonia apresenta melhora clínica nas primeiras 48 a 72 horas após o início de um tratamento eficaz. A persistência de febre e sintomas após esse período deve motivar uma investigação mais cuidadosa da evolução do quadro.

Diante disso, senti que minhas queixas e preocupações não foram devidamente consideradas durante o atendimento. Saí da consulta sem uma nova estratégia de investigação e permanecendo com o diagnóstico de pneumonia associado à febre persistente.

Solicito, portanto, que a conduta adotada nesse atendimento seja analisada pela instituição, bem como a forma como minhas queixas foram recebidas e conduzidas, para que situações semelhantes possam ser avaliadas com maior atenção no futuro.

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