Falha no atendimento pediátrico ortopédico e recusa de atendimento

Em réplica
Guarulhos - SP
12/08/2026 às 23:02
ID: 256335089
Venho registrar minha profunda indignação com a forma como minha filha, de apenas 2 anos, foi atendida e conduzida por este serviço de saúde.
Minha filha sofreu uma queda em casa e, após o ocorrido, ficou sem conseguir movimentar o braço. Inicialmente suspeitamos de uma luxação. Chegamos ao hospital por volta das 21h, relatamos detalhadamente o que havia acontecido e, felizmente, recebemos prioridade no atendimento.
O primeiro médico que nos atendeu foi muito atencioso e solicito. Ele pediu um raio-X do braço inteiro e, após observar uma alteração na região do cotovelo, solicitou uma avaliação da ortopedia. Fomos informados de que o ortopedista não estava presencialmente naquele horário e que a avaliação seria feita por WhatsApp. Até então, entendemos a situação e aguardamos a orientação.
Após a avaliação à distância, foi solicitado outro raio-X específico do cotovelo. Depois do exame, a orientação passada ao médico foi simplesmente que minha filha fosse mandada para casa, tomando apenas dipirona.
O que me causa indignação é que minha filha tinha apenas 2 anos, estava com dor e não movimentava o braço. Ela passou praticamente todo o tempo deitada, justamente porque não conseguia sustentar ou movimentar o membro. Mesmo assim, não colocaram nenhum tipo de imobilização adequada. Eu, como mãe, precisei improvisar uma forma de manter o braço dela protegido, amarrando uma blusa para tentar deixá-lo seguro.
Passamos a noite dessa forma e, no dia seguinte, percebendo que minha filha continuava sem movimentar o braço e que a dor não havia passado, retornamos ao hospital.
E foi aí que começaram ainda mais situações que considero extremamente preocupantes.
Chegamos durante o dia, por volta do meio-dia/uma hora da tarde, e novamente fomos informados de que não havia ortopedista disponível. Recebemos informações contraditórias sobre a existência ou não de ortopedista e sobre o atendimento de crianças naquele local.
Foi solicitado novamente um raio-X. Também pedimos uma avaliação presencial com um ortopedista, pois eu, como mãe, não aceitava que uma criança de apenas 2 anos, que não conseguia movimentar o braço, tivesse sua situação resolvida exclusivamente através de uma avaliação por WhatsApp.
Em determinado momento, foi solicitada uma imobilização para o braço. Inicialmente disseram que não havia o material necessário. Depois, após solicitação médica, o material apareceu. São situações que, para quem está ali com uma criança sentindo dor, geram insegurança e demonstram uma falta de organização que não deveria acontecer dentro de um serviço de saúde.
Disseram então que deveríamos ir até a unidade da Rua Brás Cubas, onde haveria um ortopedista e seria feito um encaixe para que minha filha fosse avaliada presencialmente.
Fomos até lá acreditando que finalmente conseguiríamos o atendimento necessário.
Infelizmente, novamente fomos surpreendidos.
Chegamos por volta das 17h40 e o ortopedista se recusou a atender minha filha, alegando que já estava próximo do horário de encerramento e que ainda havia outros pacientes. Fomos informados de que deveríamos procurar o pronto-socorro adulto da própria unidade para conseguir atendimento com um ortopedista.
O que mais me revolta é que estávamos falando de uma criança de apenas 2 anos, que havia sofrido uma queda, estava com o braço sem movimentação e sentindo dor. Não estávamos procurando atendimento por algo simples ou por conveniência. Estávamos tentando conseguir uma avaliação adequada para uma criança que precisava de atendimento.
Chegando ao pronto-socorro adulto, fomos informados inicialmente de que crianças não eram atendidas naquele local. Explicamos novamente toda a situação e, depois de muita insistência, uma funcionária nos levou até o ortopedista que estava atendendo.
E foi nesse momento que, finalmente, encontramos um profissional que olhou para minha filha e realmente a avaliou.
O médico chegou a considerar solicitar um novo raio-X, mas, ao examinar minha filha presencialmente, identificou o problema e nos explicou que se tratava de uma luxação do cotovelo, conhecida como cotovelo de babá. Ele realizou uma manobra que durou aproximadamente três segundos.
Três segundos.
Após a manobra, minha filha imediatamente voltou a movimentar o braço. Ela conseguiu se levantar da maca apoiando-se normalmente com o braço que, até então, estava sem movimento.
É impossível para mim, como mãe, não pensar em tudo o que poderia ter acontecido se não tivéssemos insistido.
Minha filha passou horas com dor, tomou dipirona sem que o problema fosse efetivamente resolvido e foi mandada para casa sem que a situação fosse solucionada. Precisamos retornar ao hospital, procurar atendimento em outros locais, ouvir informações contraditórias e insistir repetidamente para que uma criança de apenas 2 anos fosse examinada presencialmente por um ortopedista.
Faço questão de destacar que sou muito grata ao primeiro médico que nos recebeu e foi atencioso conosco, e principalmente ao ortopedista que finalmente examinou minha filha e resolveu o problema. Foi um profissional extremamente humano, que não simplesmente recusou nosso atendimento e decidiu olhar para a criança que estava na sua frente.
Agradeço primeiramente a Deus e também a esse médico, porque naquele momento estávamos ouvindo não de todos os lados.
Minha reclamação não é contra todos os profissionais, mas contra a forma como todo o caso foi conduzido e contra o descaso que sentimos durante todo esse processo.
Gostaria de saber como uma criança de apenas 2 anos, com um braço sem movimentação após uma queda, pôde receber uma orientação de alta sem uma avaliação presencial adequada da ortopedia e sem uma imobilização apropriada, tendo o problema sido posteriormente resolvido em poucos segundos por um ortopedista.
Espero que o hospital apure seriamente o ocorrido, reveja seus protocolos de atendimento pediátrico e esclareça por que recebemos informações tão contraditórias e por que minha filha precisou passar por todo esse sofrimento até conseguir o atendimento adequado.
Como mãe, o mínimo que espero de um serviço de saúde é que, diante de uma criança com dor e sem conseguir movimentar um membro, exista cuidado, responsabilidade, comunicação clara e, principalmente, uma avaliação adequada.
Minha filha não deveria ter precisado passar por tudo isso para que alguém finalmente olhasse para ela e resolvesse o problema.
Compartilhe
Resposta da empresa
17/08/2026 às 15:19
O Hospital 12 de Outubro lamenta a experiência relatada e compreende a preocupação gerada em um momento tão delicado, informamos que as informações já foram enviadas para os setores pertinentes e o caso já está sendo apurado.
Ainda assim, lamentamos qualquer falha de comunicação percebida durante o processo e reforçamos que estamos à disposição para apurar os fatos e avaliar internamente o ocorrido. O Hospital 12 de Outubro segue comprometido com a melhoria contínua de seus processos, com a segurança assistencial e com o atendimento humanizado a todos os pacientes.
Orientamos ainda, qualquer dificuldade, encmainhar reclamação para [email protected]
Atenciosamente
Hospital 12 de Outubro
Réplica do consumidor
17/08/2026 às 15:26
Eu gostaria que vcs conseguisse dar atenção para o hospital. Tem várias reclamações. E nunca melhora.
Nós pagamos convênio não é atoa. Queremos atenção. Não só um pedido de desculpa. São CRIANÇAS.