Negligência médica e tratamento inadequado no Hospital da Criança

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Fortaleza - CE

30/07/2025 às 22:46

ID: 223400303

No dia 26 de junho de 2025, levei minha filha menor de idade ao Hospital da Criança, em Fortaleza, com sintomas preocupantes: febre persistente há três dias, tosse produtiva com secreção amarelada, coriza intensa e fraqueza acentuada. O atendimento foi realizado pela médica Dra. ***** (*****).
Durante a consulta, além de não ter sido solicitada qualquer investigação complementar, como exames laboratoriais ou de imagem,o que considerei incompatível com a gravidade dos sintomas, fui surpreendido por uma reação extremamente rigorosa da profissional diante do uso discreto do meu celular, que utilizei apenas para atualizar a mãe da criança (que acompanhava à distância) sobre o andamento do atendimento.
A médica interrompeu a consulta e, de forma incisiva e constrangedora, determinou que eu guardasse imediatamente o aparelho, em tom que me causou desconforto e claramente afetou ainda mais o estado emocional da minha filha. Não houve qualquer gravação, exposição inadequada ou desrespeito da minha parte. A postura adotada não me pareceu proporcional nem condizente com o ambiente pediátrico, onde a comunicação entre os responsáveis é fundamental, especialmente em situações de ansiedade e fragilidade emocional da criança.
Sentindo-me inseguro com a avaliação clínica,que resultou apenas na prescrição de medicamentos paliativos,busquei, ainda no mesmo dia, uma segunda opinião em outra unidade de saúde, onde o atendimento foi conduzido com maior aprofundamento. Após a realização de exames de imagem e de sangue, minha filha foi diagnosticada com broncopneumonia, sendo imediatamente iniciada a terapia com antibióticos, corticóides e antialérgicos.
Diante dos fatos, formalizei uma denúncia junto ao Conselho Regional de Medicina do Ceará (CREMEC). Em paralelo, levei pessoalmente um relato por escrito ao Hospital da Criança, exigindo o protocolo de recebimento assinado, o que foi feito. Contudo, até hoje, 31 de julho de 2025, o hospital não apresentou qualquer resposta ou posicionamento oficial.
Ao tentar relatar o caso à direção da unidade, fui impedido de conversar com qualquer gestor. Após insistência, fui redirecionado para falar com uma profissional da enfermagem da unidade de internação, o que considerei inadequado, já que a recepção havia confirmado que a direção encontrava-se presente no local.
A ausência de resposta da instituição é, por si só, preocupante. O silêncio diante de um relato formal, que envolve aspectos clínicos e de conduta profissional, transmite desinteresse e falta de compromisso com a escuta ativa das famílias. Em se tratando de uma unidade voltada ao atendimento infantil, espera-se não apenas competência técnica, mas também acolhimento, diálogo e respeito com os responsáveis.
Dessa forma, solicito esclarecimentos urgentes por parte do Hospital da Criança, bem como informações sobre quais providências foram ou serão tomadas para apurar adequadamente os fatos narrados.
Permaneço à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

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Responsável legal da paciente
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