Falta de clareza e omissão sobre estado clínico de paciente na UTI e dificuldade de acesso ao prontuário

Respondida
Nilópolis - RJ
12/11/2025 às 13:35
ID: 231713935
Falta de clareza e OMISSÃO sobre estado clínico do paciente internado na UTI.
Venho manifestar minha profunda insatisfação e preocupação com a falta de clareza e transparência nas informações prestadas pela equipe do Hospital HCNI em relação ao estado de saúde do meu pai, ***** que segue internado na UTI desde o dia 30/10.
Desde o início da internação, diariamente um familiar comparece ao hospital durante o horário de visitas, e em NENHUM MOMENTO fomos informados de que meu pai quase veio a óbito em decorrência de uma queda brusca na pressão arterial. Durante as visitas, sempre nos é dito que ele está sendo tratado com determinado antibiótico e que estão tentando estabilizar a pressão para que ele possa realizar a cirurgia de colocação do GTT e que ele esta estável.
Na visita da última sexta-feira, uma PACIENTE comentou que ele havia passado muito mal, mas como o médico responsável do plantão não mencionou nada a respeito, não demos importância naquele momento. Entretanto, ontem (11/11), ao questionar a medica sobre o colchão pneumático, que o hospital não me deixar levar mesmo não tendo um para oferecer, e por esse motivo meu pai ja está com uma nova escara no tornozelo, questionar sobre o pé, a mão e o antebraço esquerdo estarem extremantemente inchados e perguntar diretamente sobre os níveis de pressão que ele apresentou, fui informada de que sua PA chegou a 4, e que ele quase se foi. Fiquei indignada ao descobrir um fato tão grave por acaso.
Diante disso, solicitei acesso ao prontuário médico para compreender quando ocorreu o episódio, quem era o médico de plantão e quais medidas foram tomadas, porém fui informada de que o prontuário só é liberado após a alta do paciente, o que considero um desrespeito ao direito da família de ser informada sobre o quadro clínico do paciente.
Em seguida, tentei falar com a ouvidoria, mas fui informada de que o responsável estava realizando a ronda durante as visitas. Aguardei até o final, quando todos já haviam ido embora, e ainda assim não fui atendida. Questionei a atendente se o responsável realmente viria, e ela disse que ele poderia estar conversando com os médicos, logo depois, simplesmente saiu e me deixou sozinha, sem qualquer retorno.
Diante de todo esse descaso, pergunto: como confiar em um hospital que OMITE informações tão graves e ainda dificulta o acesso da família a esclarecimentos básicos sobre o estado de um ente querido internado em UTI?
Peço providências imediatas quanto à falha grave de comunicação família, e espero que deste dia em diante TUDO que ocorra com meu pai, que ainda se encontra na UTI desta unidade seja comunicado a família imediatamente no horarío de visita, pois somente nesse momento que temos acesso e contato com o hospital, tendo em vista que NENHUM telefone divulgado por esta unidade funciona.
Atenciosamente,
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Filha do paciente ***** internado desde 30/10 na UTI - BOX 10 do Hospital HCNI
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Resposta da empresa
13/11/2025 às 17:38
Prezada Sra. Ariene Santos, Boa tarde.
Em atenção ao seu relato referente à internação do paciente mencionado, inicialmente expressamos nossa solidariedade e compreensão diante de sua preocupação com o quadro clínico, e reafirmamos que nossa equipe médica e multiprofissional tem se empenhado em oferecer toda a assistência necessária, prezando pela ética, empatia e humanização no cuidado. Dito isto, o Hospital das Clínicas de Juscelino reafirma seu compromisso com a transparência e humanização no atendimento, no intuito de melhorar a cada dia o acolhimento aos pacientes e familiares.
Em observância as informações médicas referentes ao quadro clínico, informamos que os esclarecimentos são prestados diariamente durante o horário de visitas, diretamente pelo médico responsável ou pela equipe plantonista, conforme determina o Código de Ética Médica (Resolução CFM n 2.*******/*******), em especial os artigos 73 e 88, que preveem que as informações sobre diagnóstico, prognóstico e tratamento devem ser prestadas exclusivamente ao paciente ou a seu representante legal, de forma clara e fidedigna, observando-se o sigilo médico.
Com relação ao episódio mencionado sobre a instabilidade hemodinâmica, informamos que todas as intercorrências clínicas relevantes são devidamente registradas no prontuário médico. Sendo garantido o direito à informação por meio da equipe médica e da Ouvidoria Hospitalar o acesso parcial, por exemplo, leituras ou explicações do conteúdo com acompanhamento médico, não necessariamente cópia física imediata. Isso ocorre para evitar interpretações incorretas de anotações técnicas durante o tratamento ativo, preservando a integridade do documento.
Sobre a alegação de dificuldade de contato com a Ouvidoria, o hospital reforça que o setor mantém atendimento presencial durante os horários administrativos e que o responsável realiza rondas periódicas nas unidades assistenciais. Estamos aprimorando os canais de comunicação, incluindo manutenção das linhas telefônicas e reforço das orientações internas, a fim de garantir retorno célere a todas as demandas.
Ressaltamos que, em 12/11/******* e na presente data, foi realizado acolhimento presencial ao(a) familiar / pessoa responsável que compareceu a visita, sendo realizado entrevista médica e dialogo pautado em elucidar dúvidas, questionamentos e melhor compreensão sobre a proposta terapêutica ao paciente mencionado.
Por fim, reiteramos que o Hospital das Clínicas de Juscelino atua de acordo com as legislações vigentes, assegurando o direito à informação, ao sigilo e à segurança do paciente. Colocamo-nos à disposição para agendar uma reunião presencial com a equipe médica responsável , equipe multiprofissional e representante da Ouvidoria, a fim de prestar esclarecimentos adicionais sobre o caso, garantindo o diálogo e a transparência que norteiam nossa atuação.
Atenciosamente,
Setor de Ouvidoria - HCNI
E-mail: *******