Insatisfação com atendimento e higiene no hospital, além de falhas na marcação de consultas pós-cirúrgicas.

Não respondida
Salvador - BA
11/06/2026 às 09:36
ID: 251101295
No dia 06/06/2026, após vários exames (sendo que o último negado, TCC, que fiz particular, detectou a urgência em fazer uma cirurgia), o neurologista particular que me atende (pois conseguir um neurologista pelo Planserv é jogar com a sorte), ao receber meu exame, mandou-me ir direto ao hospital, com a solicitação de internamento. Ao chegar, o homem na portaria, nada gentil, disse que a emergência não tinha condições de receber ninguém. Eu decidi entrar e esperar. Só depois de muito tempo, fui atendida e na madrugada, colocada na observação.
Era uma cirurgia de urgência, mas somente no dia 8 finalzinho da tarde, foi feita. Nesse interim aconteceram diversos problemas relacionados à higiene (aparedeiras debaixo da cama, com urina e uma assistente de enfermagem orientando que para usar novamente, minha acompanhante deveria jogar o conteúdo fora para que eu usasse novamente. Idem com os restos das refeições que o acompanhante seria o responsável por descartar. Ou seja, higiene zero e transferência do papel do hospital para a família. Vale ressaltar que em relação à aparadeira, antes de outro uso, teria que ser higienizada devidamente pelo hospital. Senão seria muito fácil contrair uma infecção.
Diante disso, fiz fotos do que estava vendo de errado e enviei pra ouvidoria do plano e para o sindicato que faço parte. Assim, apareceram os representantes do plano e do hospital para conversar.
Resumindo, fiz a cirurgia dois dias após o pedido de urgência, fiquei na UTI um período e desci para a enfermaria. O banheiro utilizado pelos pacientes era o mesmo dos acompanhantes. Três pessoas com problemas diferentes e 3 acompanhantes. 6 pessoas. Nesse banheiro da data que entrei à data que sai, havia uma aparadeira suja no canto.
Minha alta veio sem orientações básicas, sobre troca de curativo e como lavar a cabeça. 8 dias depois, retornei ao hospital para saber como proceder com o curativo e o cabelo. Na recepção o médico não constava no sistema do hospital. Depois de um tempo é que uma recepcionista bem solicita, descobriu que ele não era do quadro funcional. Pertencia a outra unidade. A mesma moça correu o hospital para descobrir quem me desse informações do simples procedimento de higiene do local da cirurgia. Por fim, apareceu uma das administradoras, que veio com uma enfermeira (que disse que as orientações estavam no papel, mas leigos não entenderiam. Mas além de não existir tais orientações, nenhum paciente que nào seja médico, deve ser chamado de leigo, pois a obrigação é que tudo esteja muito claro no documento de alta). Fui encaminhada para uma profissional muito boa, que orientou. Um processo desnecessário. E se eu não reclamasse?
Outro problema foi com a retirada dos pontos, marcada para uma data, em uma clínica em um shopping, onde o médico que fez a cirurgia, atendia. Dois dias antes da marcação, meu esposo resolveu ir no local, verificar que estava tudo certo. Mas nào. O médico suspendeu os atendimentos e não foi informado o motivo. Meu marido foi imediatamente ao hospital e depois de muito trabalho, foi indicado outro especialista da área, sobrecarregado, para a retirada dos pontos.
Foram muitos problemas, o hospital não possui planejamento, logística e nem pessoas com capacidade de administrar. Os que trabalham lá, muitos seres humanos bons, vivem correndo de um lado para o outro, tentando atender na medida do possível os pacientes. 1 ou 2 maçãs podres existem. Como em todos locais de trabalho.
Na minha visão, já que nenhum dos responsáveis respondem aqui, os casos desse hospitais devem ser visto por todos os órgãos do judiciário. E nós, buscarmos nos unir para fazer uma denúncia conjunta.
Em tempos onde se fala de saúde integral, quem entra doente fisicamente, sai abalado mentalmente.
Vale ressaltar que o plano recebe, sem falhas, com desconto em contracheque, o que pagamos e sào muitos beneficiários que raramente usam. Então tratem de nos respeitar. Pagamos através de impostos ao SUS (onde tirei um ponto esquecido e fui muito bem tratada), e pagamos pelo Planserv e o plano. O Planserv deve ser visto também como meio de desafogar os atendimentos e hospitais do SUS, deixando vagas no Sistema Único, para quem de fato precisa, seja na capital ou interior.