À Direção do Hospital Alameda Niterói - EMERGENCIA 4H ESPERANDO E NADA

Respondida
Niterói - RJ
25/06/2026 às 15:50
ID: 252349641
RECLAMAÇÃO FORMAL E PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS
À Direção do Hospital Alameda Niterói
**Com cópia ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ), ao Conselho Regional de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro (Coren-RJ), à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), à Vigilância Sanitária Municipal de Niterói, ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e ao Procon-RJ.**
Venho registrar formal reclamação acerca do atendimento prestado à paciente *****, ocorrido em 25 de junho de 2026, nas dependências do Hospital Alameda Niterói - PÉSSIMO HOSPITAL
A paciente retornou ao hospital após atendimento realizado no dia anterior, permanecendo diagnosticada com **infecção urinária**, apresentando persistência do quadro clínico, com **náuseas intensas, dor lombar, ausência de apetite e intenso mal-estar**, circunstâncias que justificaram novo comparecimento ao serviço de emergência.
Todavia, embora tenha dado entrada aproximadamente às 12h40 e às 16h00 ainda permanecia sem atendimento médico, suportando fortes dores e evidente agravamento do seu estado de saúde.
Diante da demora excessiva e da inexistência de qualquer previsão concreta de atendimento, a paciente foi obrigada a deixar a unidade e retornar para casa ainda enferma, sem receber a assistência médica necessária.
É evidente que pacientes classificados como emergência absoluta possuem prioridade. Entretanto, isso não autoriza que pacientes também classificados como urgentes permaneçam por horas aguardando atendimento, sobretudo quando acometidos por quadro infeccioso potencialmente evolutivo.
O que se verificou foi uma situação de aparente deficiência estrutural e de gestão da emergência, com número insuficiente de profissionais para atender a demanda existente, sendo informado que apenas **dois médicos** realizavam os atendimentos naquele período.
A situação desperta séria preocupação quanto à efetividade dos programas de **governança clínica, compliance, gestão de riscos assistenciais, segurança do paciente e dimensionamento das equipes**, pilares indispensáveis para qualquer instituição hospitalar.
Nesse contexto, requer sejam esclarecidos:
* Qual a classificação de risco atribuída à paciente;
* Qual o tempo máximo previsto pelo protocolo interno para atendimento dessa classificação;
* Quantos médicos e profissionais de enfermagem encontravam-se em escala no período;
* Qual o número de pacientes aguardando atendimento no momento;
* Quais medidas de contingência são adotadas quando a demanda supera a capacidade operacional da unidade.
**Diante dos fatos, requer:**
1. A imediata apuração dos fatos narrados;
2. O encaminhamento desta reclamação aos setores de Qualidade, Compliance, Governança Clínica e Segurança do Paciente do Hospital;
3. O fornecimento de resposta formal indicando as providências adotadas;
4. A preservação dos registros de atendimento, classificação de risco, escalas médicas e de enfermagem e demais documentos relacionados ao ocorrido.
**Comunica-se, ainda, que os fatos serão formalmente levados ao conhecimento dos órgãos competentes, para apuração das respectivas responsabilidades administrativas, éticas e regulatórias, dentre eles:**
* Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro CREMERJ;
* Conselho Regional de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro Coren-RJ;
* Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS;
* Vigilância Sanitária Municipal de Niterói;
* Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro;
* Procon-RJ.
Espera-se que os órgãos competentes verifiquem especialmente:
* eventual insuficiência de médicos e profissionais de enfermagem;
* o cumprimento dos protocolos de classificação de risco;
* o adequado dimensionamento das equipes;
* as condições de funcionamento do serviço de emergência;
* a observância das normas de segurança do paciente e da qualidade assistencial.
A saúde suplementar deve assegurar atendimento digno, seguro e tempestivo. Não é razoável que um paciente com quadro infeccioso permaneça por aproximadamente três horas sem atendimento, suportando dor e risco de agravamento clínico em razão da insuficiência estrutural da unidade.
Niterói, 25 de junho de 2026.
*****
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Resposta da empresa
29/06/2026 às 11:51
Olá, Sra. Cauane
Confirmamos o recebimento desta manifestação e ratificamos que o mesmo conteúdo foi recepcionado também através do nosso canal formal de comunicação da Ouvidoria, onde o atendimento já foi iniciado, com encaminhamento às áreas responsáveis para apuração e devida conclusão.
Pedimos que acompanhe o retorno pelo e-mail informado em nosso canal, verificando inclusive a caixa de spam.
Atenciosamente,
Ouvidoria | Hospital de Clínicas Alameda