Erros na condução da internação e alta de recém-nascido com bronquiolite resultam em sofrimento e risco à saúde.

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São Paulo - SP
01/06/2026 às 04:26
ID: 250194739
Boa noite!
Estou com o meu filho no hospital desde o dia 27/05. O médico informou que ele precisaria ficar internado, então aguardamos a liberação do leito, mas nos disseram que não havia quarto disponível e que teríamos que esperar. Ficamos aguardando no banco de espera e, depois de um tempo, colocaram o meu filho no isolamento, pois o médico havia diagnosticado bronquiolite.
Assinei a papelada de internação no dia 28/05, às 2h da manhã, e só na noite desse mesmo dia conseguimos subir para o quarto. Durante esse período, fui muito bem atendida pelas enfermeiras, e meu filho recebia acompanhamento, monitoramento e medicamentos corretamente tudo ocorrendo bem até hoje, dia 31/05, às 10h da manhã, quando o médico avisou que daria alta para ele.
A enfermeira responsável foi até o quarto com pressa para que eu assinasse a alta. Eu avisei que estava dando banho nele e que precisaria esperar alguém vir me buscar, mas ela insistiu para que eu assinasse logo e esperasse depois. Depois de alguns minutos veio outra enfermeira para aplicar a última medicação, eu comentei que ele estava muito cansado e não parecia bem. Agradeço muito porque ela me ajudou imediatamente, chamou outra médica e uma fisioterapeuta para avaliá-lo.
Mesmo assim, a enfermeira responsável voltou e pediu para outra profissional retirar o acesso venoso da criança. Eu avisei que a fisioterapeuta ainda iria avaliá-lo, mas mesmo assim ela retirou o acesso. Quando a fisioterapeuta fez a avaliação, constatou que a saturação do meu filho estava oscilando e ele estava muito fraco e cansado. Chamaram então a médica responsável, que disse que iria solicitar a transferência dele.
Porém, ao invés de mantê-lo no quarto onde já estava, levaram ele para o Pronto Socorro, um local onde há outras crianças, inclusive com suspeita de gripe e influenza, o que coloca ele em risco, já que ainda está se recuperando e com a imunidade baixa.
"Depois que fiz a reclamação sobre o ocorrido, eles nos colocaram em uma sala de isolamento, onde ficamos acomodados de forma muito precária: meu marido sentado apenas em uma cadeira e eu numa poltrona desconfortável. Permanecemos nessa situação até às 4h10 da manhã, tudo isso por causa do erro de uma das enfermeiras, que ordenou que outra profissional retirasse o acesso venoso do meu filho antes da avaliação médica, mesmo eu alertando que ainda não podiam fazê-lo.
Ao chegarmos no Pronto Socorro, foi necessário furar novamente o meu bebê para encontrar outra veia e colocar um novo acesso, causando muito sofrimento e dor para ele. É importante lembrar que o meu bebê tem apenas 3 meses de vida, uma criança tão pequena e frágil, que já estava doente e teve que passar por todo esse desgaste desnecessário por erro da equipe."