Se dependesse do atendimento prestado, eu teria me suicidado

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
03/10/2023 às 10:22
ID: 173219443
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesCheguei ao Hospital das Clínicas de Jacarepaguá para uma consulta com a psiquiatra Thayssa, que me atendeu com rapidez em seu uniforme multicolorido. Comecei a relatar minha grande dificuldade em conseguir uma consulta de psiquiatria, e a médica afirmou que os hospitais estão limitando a quantidade de atendimentos prestados pelo plano de saúde. Thayssa me ouviu falar por vinte minutos sobre questões pessoais, dolorosas, e que estavam e ainda estão ativamente influenciando na minha vida, incluindo ideação e impulsos suicidas. Sofri abuso durante minha infância, saí de casa praticamente adolescente, perdi meu marido para uma leucemia extremamente agressiva, e fui afastada pelo INSS por luto patológico e depressão profunda, tendo tentado suicídio antes. A médica interrompeu minha fala ao eu mencionar que gostaria de ser investigada para TDAH por conta de minha desregulação emocional, e afirmou que a prioridade era que eu não me matasse, me prescrevendo Lítio e um antidepressivo que eu já havia utilizado e não tinha me adaptado. Expliquei à medica que estava sofrendo ainda com estresse pós traumático complexo por conta da perda traumática do meu marido, e explicitei diversas formas nas quais havia considerado me suicidar, inclusive batendo com meu carro em alta velocidade. Também explicitei que não tenho sistema de suporte e que sofro com questões de dismorfia, e passei por uma jornada de perda de peso de dois anos que foi muito dura, pedindo à médica que me prescrevesse uma medicação que não fosse o Lítio. A médica não prestou atenção aos meus pedidos, não administrou nenhuma medicação para me acalmar, e me mandou de volta para o trabalho com um atestado que dizia que eu estava apta a retornar às minhas funções imediatamente. Por sorte, tenho uma psicóloga maravilhosa (privada) que conseguiu me acalmar e me impedir que eu me suicidasse saindo do hospital, mas o atendimento médico definitivamente não ajudou, só piorou minha crise. Por fim, a médica pediu retorno em 30 dias, disse que o hospital não realizaria a marcação e eu só conseguiria se entrasse em contato diretamente com a Amil, o que tentei fazer sem sucesso. Pago quase ******* reais em um plano de saúde com apenas 29 anos de idade e sou atendida por uma psiquiatra que não considerou meu histórico, me prestou uma consulta de menos de uma hora, não alterou minha medicação e não considerou minhas múltiplas questões, afirmando querer concentrar meu tratamento em uma intervenção anti-suicida, mas me liberando na rua, sem acompanhante, com acesso a medicação controlada e um veículo, com todas as ferramentas para me matar. Se de fato eu chegar a cometer suicídio, quero que o Hospital das Clínicas de Jacarepaguá e a Amil com seu atendimento porco e desumanizado sintam-se e assumam a responsabilidade de tratar pessoas com doenças e traumas que influenciam o funcionamento de seus cérebro em nível fisiológico com tanto descaso. Se eu ceder aos meus impulsos suicidas, a dra. Thayssa, o hospital das clínicas e a Amil devem considerar-se responsáveis e culpabilizados por contribuírem para o aumento da minha dor emocional, angústia e isolamento.