Descaso no atendimento pediátrico Só na terceira ida meu filho recebeu o atendimento adequado

Em réplica
São João de Meriti - RJ
06/07/2026 às 16:48
ID: 253219175
Venho registrar minha indignação com o atendimento prestado no Hospital Mário Lioni.
Na terça-feira, levei meu filho, um bebê de menos de 2 anos, à emergência por conta de vômitos intensos. Foi aplicada apenas uma medicação intramuscular para enjoo e ele recebeu alta. Na receita médica, foram prescritos apenas medicamentos para casa, sem qualquer orientação ou medida para hidratação, mesmo sendo um bebê pequeno que já apresentava dificuldade para se alimentar.
Na sexta-feira à noite, retornei ao hospital porque ele já estava há três dias com febre. Novamente, a conduta foi apenas prescrever medicamentos e um antibiótico, sob a justificativa de que deveria ser tratado como uma infecção bacteriana. O mais absurdo é que nenhum exame de sangue foi solicitado para confirmar essa suspeita. Também foi prescrito soro de reidratação oral, mas meu filho continuava vomitando e não conseguia ingerir líquidos, o que tornava essa orientação praticamente inviável.
Passei toda a madrugada de sexta para sábado, logo após voltar do hospital, vendo meu filho continuar vomitando. Não consegui dormir um minuto sequer, tomada pela aflição e pelo medo de que ele vomitasse enquanto dormia.
No domingo à noite, fui obrigada a retornar pela terceira vez, porque meu filho já apresentava sinais claros de desidratação. Somente nessa terceira consulta fomos realmente atendidos de forma adequada. A Dra. Milena da Costa Araújo foi extremamente atenciosa e competente. Ela solicitou exame de sangue, explicou toda a situação com clareza, iniciou hidratação venosa e administrou a medicação para enjoo por via intravenosa, conduta que deveria ter sido considerada muito antes diante do quadro apresentado.
Fica aqui o meu agradecimento à Dra. Milena da Costa Araújo pelo excelente atendimento e pelo cuidado com meu filho. Infelizmente, isso apenas evidencia a diferença entre um atendimento comprometido e os anteriores, que deixaram muito a desejar.
É um enorme descaso que uma família precise ir três vezes à emergência com um bebê de colo para finalmente receber o atendimento adequado. A sensação que fica é de que o objetivo é apenas liberar os pacientes o mais rápido possível, entregando uma receita cheia de medicamentos e mandando todos para casa, sem uma investigação adequada do quadro clínico.
Pagamos um plano de saúde caro esperando, no mínimo, dignidade e segurança em um atendimento de emergência. Infelizmente, a experiência que tivemos foi decepcionante e angustiante. Espero que essa reclamação seja levada a sério para que outras famílias não precisem passar pelo mesmo sofrimento que nós passamos.
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Resposta da empresa
14/07/2026 às 09:42
Bom dia , Sra. Izabelly.
Lamentamos sinceramente o ocorrido e todo o transtorno vivenciado.
Conforme análise realizada pela Direção do Hospital, verificou-se que o paciente manteve o quadro de gastroenterite durante o atendimento realizado pela Dra., sendo a assistência prestada de acordo com a avaliação clínica apresentada naquele momento.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais ou eventual necessidade que possa surgir.
Agradecemos a oportunidade de prestar os devidos esclarecimentos e reforçamos nosso compromisso com a qualidade, a segurança e a excelência da assistência prestada aos nossos pacientes.
Atenciosamente,
Sandra
Réplica do consumidor
14/07/2026 às 09:52
Bom dia.
Respeito o posicionamento da instituição, mas não concordo com a conclusão apresentada.
Não realizar um exame de sangue para verificar se havia uma infecção bacteriana e sequer prescrever soro de reidratação para uma criança que apresentava cerca de cinco episódios diários de vômitos e diarreia realmente é considerado uma conduta compatível com a avaliação clínica? Se essa foi a avaliação, sinceramente me preocupa a qualidade dela.
Além disso, precisei retornar três vezes à emergência por conta da evolução do quadro do meu filho. Felizmente, fomos atendidos pela Dra. Milena, que teve uma postura completamente diferente, muito mais atenciosa e criteriosa. Ela, sim, me transmitiu segurança e demonstrou o cuidado que eu esperava desde o primeiro atendimento.
Inclusive, hoje meu filho está novamente doente. Depois de tantas idas à emergência, acabou contraindo outra virose e agora está com febre, muita tosse e dificuldade para respirar.
Continuo sem concordar que a conduta adotada no primeiro atendimento tenha sido adequada diante do quadro que ele apresentava. A sensação que fica é que o problema foi subestimado, prolongando o sofrimento dele e expondo meu filho a novos riscos com sucessivas idas ao pronto atendimento.
Espero, sinceramente, que essa situação seja analisada com a seriedade que merece. Meu objetivo com essa reclamação nunca foi buscar um culpado, mas evitar que outras crianças e famílias passem pela mesma experiência que nós passamos.