Reclamação sobre atendimento pediátrico de emergência com quadro respiratório

Reclamação respondida

Respondida

Reclamar dessa empresa

São João de Meriti - RJ

07/09/2026 às 15:10

ID: 258395903

RECLAMAÇÃO FORMAL ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA

Venho, por meio desta, registrar uma reclamação formal referente ao atendimento prestado ao meu filho no Hospital Mário Leoni, no último domingo.

Por volta das 07h00 da manhã, dei entrada na unidade acompanhando meu filho, que apresentava um quadro respiratório que me causava grande preocupação. Durante o atendimento, expliquei ao médico detalhadamente o ocorrido e informei que aquela era a segunda crise de bronquite aguda apresentada por meu filho em apenas dois meses.

Também informei que, antes de chegarmos ao hospital, meu filho havia apresentado dificuldade para respirar e precisou receber, ainda em casa, uma rodada de Aerolin, com 6 puffs da medicação, administrados com intervalo de aproximadamente 10 segundos entre eles. Após a medicação, ele apresentou uma melhora momentânea, o que permitiu que conseguíssemos chegar à emergência.

Deixei claro ao médico que essa melhora não me tranquilizava, justamente porque eu já conhecia o histórico do meu filho e sabia que a medicação proporcionava um alívio imediato, podendo os sintomas retornar posteriormente. Minha preocupação, portanto, era que ele fosse devidamente avaliado para que se pudesse verificar a real condição respiratória naquele momento.

Apesar de todas essas informações, considero que a avaliação realizada pelo médico foi superficial e insuficiente diante do quadro relatado.

Não foram solicitados exames, não foi administrada nenhuma medicação na unidade e fomos liberados para retornar para casa. Além disso, durante o atendimento, o médico sequer levantou a blusa do meu filho para verificar visualmente se havia sinais de esforço respiratório. Também fiquei com a impressão de que não houve uma avaliação adequada da frequência respiratória e de outros sinais clínicos importantes para um quadro dessa natureza.

Considerando que se tratava de uma criança com crises respiratórias recorrentes, que havia acabado de necessitar de seis puffs de Aerolin para conseguir chegar à emergência, entendo que deveria ter havido uma investigação mais cuidadosa. Ao menos, esperava que fossem avaliadas de forma criteriosa a frequência respiratória, a saturação, a presença de esforço respiratório e, conforme o entendimento médico, a necessidade de exames complementares, como um raio-X de tórax.

Pouco tempo após retornarmos para casa, meu filho voltou a apresentar queda na saturação e muita dificuldade para respirar. Diante da piora, precisei levá-lo imediatamente a outra unidade de emergência.

Nesse segundo atendimento, foram realizados os exames necessários, que confirmaram o quadro de bronquite, e meu filho precisou receber sete rodadas de medicação de resgate para conseguir estabilizar seu quadro respiratório. A situação foi suficientemente grave para que fosse necessário realizar várias intervenções com o objetivo de estabilizá-lo e evitar uma internação imediata no CTI.

Diante dessa sequência de acontecimentos, considero legítimo questionar a conduta adotada no primeiro atendimento. Embora meu filho tenha chegado ao Hospital Mário Leoni aparentemente mais estável após a medicação administrada em casa, essa estabilidade era posterior a uma crise respiratória e não significava, necessariamente, que o quadro estivesse resolvido.

O que considero mais grave é que a piora ocorreu pouco tempo após a liberação, exigindo novo atendimento de emergência e um tratamento significativamente mais intenso para estabilização.

Como responsável pelo meu filho, não posso deixar de me perguntar se, diante das informações fornecidas e do histórico apresentado, foram adotados todos os cuidados necessários antes de sua liberação.

Tenho plena consciência de que a evolução de um quadro clínico pode ser imprevisível e não estou afirmando que o profissional poderia necessariamente prever o que aconteceria posteriormente. Minha reclamação se refere à qualidade e à profundidade da avaliação realizada naquele momento, especialmente diante de um quadro respiratório pediátrico recorrente e da necessidade de medicação de resgate antes mesmo da chegada ao hospital.

A situação poderia ter tido consequências muito mais graves caso eu tivesse simplesmente seguido a orientação recebida, retornado para casa e não procurado uma segunda emergência quando percebi a nova queda de saturação e a dificuldade respiratória.

Por esse motivo, considero que o ocorrido merece uma apuração séria e detalhada, principalmente para esclarecer se o atendimento prestado esteve de acordo com os protocolos e cuidados esperados para uma criança que apresentava aquele quadro.

Solicitações

Diante do exposto, solicito:

A abertura de uma apuração formal sobre o atendimento prestado ao meu filho;
A análise integral do prontuário médico e dos registros referentes ao atendimento realizado naquela manhã;
O esclarecimento sobre quais avaliações clínicas foram efetivamente realizadas e registradas antes da liberação;
O esclarecimento sobre a avaliação da frequência respiratória, saturação de oxigênio e presença de sinais de esforço respiratório;
O esclarecimento sobre quais critérios foram utilizados para decidir pela liberação, considerando o histórico de crises recorrentes e a medicação administrada antes da chegada ao hospital;
O esclarecimento sobre se foi considerada a necessidade de exames complementares, inclusive exame de imagem, e por qual razão não foram realizados;
A análise da conduta adotada pelo profissional responsável pelo atendimento e sua compatibilidade com os protocolos da instituição para casos pediátricos com sintomas respiratórios;
Um posicionamento formal da direção médica/ouvidoria sobre o ocorrido e, caso sejam identificadas falhas, quais providências serão adotadas para evitar que situações semelhantes aconteçam novamente.

Reforço que esta reclamação não tem como objetivo apenas manifestar minha insatisfação, mas registrar uma situação que, na minha percepção, poderia ter colocado meu filho em risco.

Como mãe, é extremamente angustiante procurar uma emergência justamente para garantir a segurança do seu filho, receber uma orientação de retorno para casa e, pouco tempo depois, vê-lo novamente com dificuldade para respirar, queda de saturação e necessidade de atendimento intensivo para estabilização.

Espero que o Hospital Mário Leoni trate este relato com a seriedade que a situação exige, realize uma apuração efetiva e apresente uma resposta clara, detalhada e fundamentada sobre o atendimento prestado.

Atenciosamente,

*****

Paciente: *****

Data do atendimento: *****

Compartilhe

Resposta da empresa

16/09/2026 às 10:10

Olá, Esther!
Estamos tentando contato com você por meio dos canais informados na plataforma Reclame Aqui, incluindo telefone, WhatsApp e e-mail.
Nossa coordenadora também tem buscado contato para prestar os devidos esclarecimentos, porém, até o momento, não obteve retorno.
Lamentamos pela experiência que você teve durante o atendimento. A coordenadora já conversou com o médico responsável pelo atendimento do seu filho para alinhar os pontos relatados.
Reforçamos nosso compromisso com a melhoria contínua da experiência dos nossos clientes e com a oferta de um atendimento cada vez mais humanizado e acolhedor.
Pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos ou informações adicionais.

Atenciosamente
Atendimento Rede Total Care.