Falha na orientação médica sobre vacina Beyfortus resultou na perda do direito de vacinação pelo SUS para o filho da reclamante

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Bernardo do Campo - SP

27/05/2026 às 11:30

ID: 249821001

Venho formalizar uma reclamação referente ao atendimento prestado pela pediatra *****, no Hospital Brasil, onde meu filho realiza acompanhamento pediátrico desde 16/12/2025.

Na consulta realizada em 11/05/2026, durante acompanhamento mensal, a médica informou que meu filho deveria tomar a vacina contra bronquiolite (Beyfortus), mencionando inclusive que se tratava de uma vacina carinha, afirmando expressamente que ela não era disponibilizada pelo SUS e que somente poderia ser aplicada na rede particular. Na ocasião, foi entregue inclusive pedido médico e voucher de desconto para aplicação em clínica indicada.

Confiando na informação passada pela profissional responsável pelo acompanhamento do meu filho, não questionei inicialmente. Contudo, posteriormente resolvi pesquisar sobre o tema e constatei que o SUS disponibiliza sim a vacina Beyfortus para crianças prematuras nascidas até 36 semanas e 6 dias, exatamente o caso do meu filho, que nasceu prematuro de 36 semanas e 6 dias.

Diante disso, procurei imediatamente a UBS para solicitar a vacinação, porém fui informada de que meu filho não poderia mais receber a dose pela rede pública, pois o protocolo exige abertura do processo antes dos 6 meses de vida, sendo a aplicação permitida apenas até 5 meses e 29 dias. A informação foi posteriormente confirmada pela Vigilância Sanitária de Imunização.

Ou seja, meu filho perdeu o direito à vacinação pelo SUS exclusivamente em razão da informação incorreta e da ausência de transparência fornecida pela médica responsável pelo acompanhamento dele.

Ressalto ainda que possuo meios de comprovar integralmente os fatos relatados, tanto pelo pedido médico entregue na consulta quanto por testemunha presencial, já que minha mãe estava comigo no atendimento e ouviu todas as orientações prestadas pela médica.

Importante destacar que o Código de Defesa do Consumidor garante ao paciente o direito à informação adequada, clara e correta sobre tratamentos e possibilidades terapêuticas (art. 6, III, CDC), bem como prevê responsabilidade pela falha na prestação do serviço (art. 14, CDC). Além disso, o dever de informação faz parte da boa prática médica e do princípio da boa-fé objetiva.

Neste momento, não possuo condições financeiras para arcar com o custo aproximado de R$ 3.600,00 da vacina particular. Dessa forma, solicito que a vacina Beyfortus seja disponibilizada pela rede de vocês ou custeada integralmente, considerando que a perda do prazo na rede pública ocorreu por falha de orientação médica.

Caso não haja uma solução adequada, tomarei as medidas cabíveis, incluindo formalização de reclamação junto à ANS, Procon e eventual medida judicial para resguardar os direitos do meu filho.

Ressalto que estamos em período crítico de circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), deixando meu filho exposto a riscos desnecessários em razão dessa falha.

Aguardo retorno urgente e resolução positiva do caso.

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Resposta da empresa

08/06/2026 às 12:20

Prezada Sra. Erica, Boa Tarde!

Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.

Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.


Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr .

Consideração final do consumidor

08/06/2026 às 12:51

Não assumiram o erro, mesmo diante as provas apresentadas.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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