Preocupação com a segurança na saída de crianças do hospital sem procedimentos formais de controle.

Respondida
São Paulo - SP
02/09/2026 às 17:50
ID: 258070531
Gostaria de registrar uma reclamação formal e solicitar uma apuração sobre o procedimento adotado pelo hospital em situações em que um responsável decide deixar a unidade com uma criança antes da conclusão do atendimento.
Recentemente, eu estava acompanhado do meu filho na unidade e, diante da decisão de deixar o hospital, perguntei expressamente à equipe qual seria o procedimento para realizar a saída.
Fui informado de que não havia nenhuma formalidade. Inclusive, questionei especificamente se seria necessário assinar algum documento, preencher algum termo ou realizar algum procedimento antes de sair. A resposta que recebi foi de que não havia nada a ser feito: era simplesmente pegar os pertences e ir embora.
Essa informação me causou uma preocupação muito grande.
Não estou questionando o meu direito, como responsável, de decidir interromper um atendimento. O que me preocupa é o fato de, segundo a orientação que recebi no próprio hospital, não existir aparentemente nenhum procedimento formal ou fiscalização específica para controlar a saída de uma criança acompanhada por um adulto.
Isso levanta uma questão de segurança extremamente séria:
O que impediria uma pessoa que não é o responsável legal de simplesmente pegar uma criança e sair da unidade, caso ela conseguisse ter acesso à criança?
Se, em uma situação de evasão, basta pegar os pertences e sair, sem identificação, assinatura, autorização ou qualquer outra formalidade, considero que existe uma possível vulnerabilidade no sistema de segurança do hospital.
Estamos falando de crianças e bebês, que são pacientes particularmente vulneráveis e que não têm autonomia para decidir deixar a instituição.
Gostaria que a Ouvidoria esclarecesse formalmente:
1. É realmente esse o procedimento oficial do hospital: simplesmente pegar os pertences e sair?
2. Em caso de evasão de uma criança, é exigida a identificação do adulto que está deixando a unidade?
3. É conferido se esse adulto é efetivamente o responsável legal pela criança?
4. É necessária assinatura de algum termo de evasão ou interrupção do atendimento?
5. A equipe médica ou de enfermagem é comunicada antes da saída?
6. A equipe de segurança é acionada?
7. Existe algum controle na saída que permita impedir que uma pessoa não autorizada retire uma criança da instituição?
8. Como o hospital garante que uma criança não seja retirada por alguém que não possui autorização do responsável legal?
9. Caso não exista nenhum desses procedimentos, qual é a justificativa para a ausência de um controle específico?
Minha preocupação não é apenas com o episódio que vivenciei. Estou questionando uma possível falha sistêmica de segurança.
Eu estava com meu próprio filho e, por isso, pude perceber a facilidade com que a saída poderia ocorrer. Mas justamente por ter passado por essa situação, fiquei pensando em um cenário muito mais grave: se um adulto que não fosse o responsável legal tivesse acesso a uma criança, haveria algum mecanismo efetivo no hospital capaz de impedir que essa pessoa simplesmente saísse da unidade com a criança?
Considero que essa pergunta precisa ser respondida pela instituição.
Uma criança não deveria poder deixar uma unidade hospitalar simplesmente porque um adulto decidiu sair com ela, sem que o hospital tenha mecanismos claros para confirmar quem é o adulto, qual é sua relação com a criança e se ele possui autorização legal para retirá-la.
Solicito que esta manifestação seja encaminhada à Ouvidoria, à direção da unidade e aos responsáveis pela segurança institucional e assistência pediátrica, para que o procedimento seja devidamente apurado.
Peço também um retorno formal por escrito, esclarecendo qual é o protocolo oficial para saída ou evasão de pacientes pediátricos e quais mecanismos existem para impedir a retirada de uma criança por pessoa não autorizada.
Minha intenção é contribuir para que uma eventual vulnerabilidade seja identificada e corrigida antes que ocorra uma situação de consequências muito mais graves.
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Resposta da empresa
04/09/2026 às 10:03
Prezado Sr.(a) Sandro, bom dia!
Informamos que foi realizado contato telefônico no dia 03/09/2026, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.
Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr