Hospital focado em lucro em vez de cuidado com o paciente, com cobranças indevidas e conduta antiética.

Reclamação não respondida

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Ribeirão Pires - SP

12/06/2026 às 13:09

ID: 251227849

Minha filha esteve internada na UTI Neonatal deste hospital e o que presenciamos diariamente foi a transformação de um ambiente hospitalar em um centro de lucro, onde pacientes são tratados como 'minas de dinheiro'. Após semanas de angústia, só conseguimos a alta dela depois de muita insistência, aparentando de que ela foi retida na unidade muito além do que era clinicamente necessário, visando apenas o faturamento da instituição.

1. Abuso comercial e ganância institucional:
O hospital não preza pelo cuidado, mas pelo faturamento. Pagamos R$ *******,00 pelo Teste do Pezinho completo. Quando o item 'valina' deu alteração, fomos informados de que, por ser prematura, o resultado seria alterado ou seja, eles sabiam da condição da bebê. ao informar que seria necessária uma nova coleta, foi exigido que pagássemos novamente R$ *******,00 para refazer o exame, ficou claro que a lógica aqui não é médica, é comercial. Ninguém nos avisou desse custo, configurando uma conduta predatória em um momento de extrema vulnerabilidade familiar.

2. Retenção deliberada e desrespeito:
Minha filha esteve clinicamente estável por dias, mas vivenciamos um ciclo incessante de promessas de alta seguidas de entraves súbitos. A alta só veio após exaurirmos nossa paciência com a insistência constante, evidenciando que o critério clínico foi ignorado em prol da manutenção da internação. Para completar, minha esposa foi alvo de críticas desrespeitosas pela fonoaudióloga, que a expôs negativamente perante outros funcionários pela escolha de dar mamadeira. Isso não é humanização, é assédio moral.

3. Falhas graves na segurança e biossegurança:
A segurança é uma fachada. O controle de acesso é falho: qualquer pessoa circula livremente apenas com um adesivo. Na porta da UTI, falta paramentação básica (máscaras e aventais) e equipamentos necessários. É inadmissível que um ambiente de prematuros negligencie protocolos básicos de higiene, tratando o setor de UTI como uma área comum de circulação.

4. Conduta profissional e deboche:
Fomos surpreendidos por procedimentos invasivos, como uma transfusão de sangue, sem qualquer explicação prévia. A falta de coerência técnica é absurda: realizaram um exame de sangue apenas após o início de um protocolo de ganho de peso, forçando um jejum desnecessário e causando retrocesso na sucção da minha filha. Enquanto isso, equipes (especialmente no período noturno) ocupavam o tempo fofocando medicas que ficaram debochando de mães nos corredores, tratando o sofrimento alheio com desdém.

Nota importante: Ressalto que existem profissionais excelentes e enfermeiros maravilhosos que, apesar de inseridos nessa cultura de 'empresa', mantêm o profissionalismo. Contudo, a cultura organizacional do hospital é podre e voltada unicamente para a arrecadação.

Diante de tudo isso, informo que estou formalizando reclamações junto à Ouvidoria do hospital e reportando todas estas falhas éticas, duvidas procedimentais, comerciais e de segurança ao Conselho Regional de Medicina (CREMESP). Exijo que esta denúncia sirva de alerta para outras famílias: o lucro aqui é a prioridade, e o bem-estar do paciente é, infelizmente, secundário

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