Insatisfação com atendimento no Pronto-Socorro do Hospital Cristóvão da Gama

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Santo André - SP

14/07/2026 às 17:44

ID: 253364407

Reclamação Hospital Cristóvão da Gama Atendimento no Pronto-Socorro (08/07, por volta da meia-noite)

Gostaria de registrar minha profunda insatisfação com o atendimento que recebi no Pronto-Socorro do Hospital Cristóvão da Gama, na madrugada do dia 08/07, por volta da meia-noite, durante consulta com o Dr. Antonio José Caramuru.

Sou paciente acompanhada pelo próprio hospital devido à neuralgia do trigêmeo. Todo o meu histórico está registrado em prontuário, incluindo os tratamentos já realizados, as medicações utilizadas, episódios anteriores de hidantalização e até internações para controle da dor. Atualmente, estou aguardando que o próprio hospital faça a liberação e o agendamento de um bloqueio craniano.

Nos últimos três dias, minha dor piorou muito e, no dia do atendimento, tornou-se insuportável, atingindo intensidade 10 em uma escala de 0 a 10.

Antes de procurar o Pronto-Socorro, tentei evitar ao máximo ir ao hospital. Em casa utilizei minhas medicações prescritas, fiz compressas, tomei café, energético e tentei descansar para ver se conseguia algum alívio. Nada resolveu.

Cheguei ao hospital chorando de dor, esperando receber assistência, já que todo o meu acompanhamento é realizado nessa instituição.

Durante a consulta, o médico ofereceu um medicamento que eu já havia tomado em casa e que apenas me deixou sonolenta, além de um medicamento para me acalmar, sendo que eu não estava nervosa ou ansiosa. Eu estava com uma crise intensa de dor.

Expliquei que essas medicações já haviam sido utilizadas sem qualquer resultado.

Como nenhuma alternativa foi apresentada, fui eu quem sugeriu que fosse administrada dexametasona. O medicamento foi feito, porém não trouxe melhora.

Retornei ao consultório informando que continuava com dor intensa. O médico apenas disse para eu aguardar ser chamada novamente. Permaneci esperando enquanto outras quatro pessoas eram atendidas e eu não recebia qualquer retorno.

Diante da demora, fui até a sala do médico perguntar se permaneceria aguardando indefinidamente. A resposta que recebi foi:

E você quer tomar o quê? Se você não pode tomar nada!

Essa resposta foi extremamente desrespeitosa para alguém que estava em sofrimento evidente.

Em nenhum momento solicitei um medicamento específico. O que procurei foi atendimento médico, avaliação adequada e uma tentativa de controlar uma dor incapacitante.

O que mais causa indignação é que meu histórico está todo registrado no prontuário do Hospital Cristóvão da Gama. Outros médicos da própria instituição, que conheciam meu caso, já conduziram crises anteriores de forma muito mais cuidadosa e humanizada, inclusive quando houve necessidade de hidantalização ou internação. Portanto, não se trata de um caso desconhecido ou de uma primeira consulta.

Saí do hospital exatamente como entrei: com dor intensa. Na verdade, saí ainda pior, física e emocionalmente, pela forma como fui tratada.

Fica a pergunta: uma pessoa procura um Pronto-Socorro por estar com dor intensa e simplesmente deve ir embora com a mesma dor porque o médico afirma que não há nada para fazer?

Onde está o compromisso com o alívio do sofrimento do paciente? Onde está o atendimento humanizado?

Evito procurar atendimento justamente por receio de situações como essa. Infelizmente, desta vez esse receio se confirmou. Além de continuar sofrendo, tive gastos com transporte e perdi horas no hospital sem receber uma conduta efetiva para controle da dor.

Espero que o Hospital Cristóvão da Gama analise cuidadosamente esse atendimento, apure a conduta adotada e tome as providências cabíveis, para que nenhum outro paciente em sofrimento passe pela mesma situação.

Dor é uma urgência. Merece respeito, acolhimento e tratamento adequado.

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Resposta da empresa

15/07/2026 às 13:23

Prezada Sr.(a), boa tarde!

Em atenção à sua manifestação, orientamos que tentamos contato no telefone
cadastrado, porém, não obtivemos êxito.
Para que possamos dar andamento em sua solicitação de forma assertiva, se faz
necessário alguns esclarecimentos. Desta forma, encaminhamos em seu e-mail os
nossos canais de atendimento.
Iremos permanecer com as tentativas.

Atenciosamente,

Ouvidoria Corporativa - Rede Américas

Réplica do consumidor

17/07/2026 às 09:48

Não recebi qualquer contato do Hospital. Esclarecimentos podem ser dados também pelo meu número de whatsapp e/ou e-mail. Apesar que na reclamação, acredito que não tenha deixado dúvidas e exposto bem a conduta negligente do médico plantoniosta.

Réplica da empresa

21/07/2026 às 16:12

Prezada Sr.(a), boa tarde!

Em atenção a sua manifestação, agradecemos a oportunidade em nos atender na data
de hoje (21__/_07_/2026__), ocasião na qual lhe orientamos acerca das tratativas realizadas
referente ao fato exposto.

Permanecemos a disposição.

Atenciosamente,

Ouvidoria Corporativa - Rede Américas

Consideração final do consumidor

21/07/2026 às 16:21

Fui contatada pela equipe responsável pelo atendimento ao cliente, que foi muito educada, atenciosa e demonstrou interesse em ouvir o que aconteceu. A colaboradora pediu desculpas pela experiência que tive, informou que a conduta do médico seria tratada internamente e que medidas seriam adotadas. Embora eu não tenha como confirmar quais providências foram tomadas, fiquei satisfeita por perceber que minha reclamação foi levada em consideração e que fui tratada com respeito durante o contato. Espero sinceramente que essa situação contribua para que outros pacientes em sofrimento recebam um atendimento mais acolhedor e humanizado no futuro.

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Sim

Nota do atendimento

10