Atendimento pessimo

Não respondida
Guarulhos - SP
05/02/2025 às 15:16
ID: 209160423
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesMeu nome é Jonathan Henrique da Conceição da Silva, beneficiário do plano de saúde Unimed, e venho por meio desta formalizar uma denúncia referente ao atendimento prestado pelo Hospital Iamada, localizado na cidade de Presidente Prudente SP, onde fui submetido a um procedimento cirúrgico no dia 04 de fevereiro de *******.
Desde a minha chegada ao hospital, constatei diversas falhas graves no atendimento, que vão desde atrasos injustificados, negligência no pós-operatório, falta de estrutura adequada para os pacientes, possíveis irregularidades na disponibilização de leitos, além de descumprimento de normas básicas de higiene e segurança hospitalar.
1. Atraso na Triagem e na Cirurgia
O primeiro problema enfrentado foi um possível atraso no processo de triagem e preparação para a cirurgia. O procedimento estava agendado para as 14h30, mas não ocorreu no horário previsto, sem que me dessem qualquer justificativa plausível para o atraso. Esse tipo de desorganização compromete a experiência do paciente e demonstra falta de planejamento por parte da instituição.
2. Negligência no Pós-Operatório
Após o procedimento cirúrgico, despertei na sala de recuperação às 19h10 e fui informado de que, em poucos instantes, eu seria encaminhado ao quarto, pois os pacientes estavam sendo transferidos de acordo com uma ordem de prioridade. Entretanto, todos os outros pacientes ao meu redor foram levados primeiro, restando apenas eu e uma pessoa que ainda se encontrava sedada.
Após cerca de 45 minutos de espera, questionei a equipe sobre o motivo da minha permanência na sala de recuperação. A resposta da enfermeira foi alarmante: "estou tentando encontrar algum funcionário para fazer esse serviço, mas no momento não tem ninguém". Essa declaração evidencia uma grave falha operacional e uma possível insuficiência de profissionais no hospital, o que compromete seriamente o atendimento e a segurança dos pacientes.
Esperei mais 30 minutos e, ao perguntar novamente, fui informado de que estavam finalizando a higienização do quarto. No entanto, mais 30 minutos se passaram, e a justificativa mudou novamente: agora, fui informado de que todos os funcionários estavam ocupados com outra ocorrência.
No total, permaneci por aproximadamente 2 horas e 30 minutos na sala de recuperação sem qualquer assistência adequada, sem acesso a água ou alimentação, mesmo após um período de jejum de quase 24 horas. Além disso, não me foi disponibilizado qualquer recipiente para urinar, e a equipe afirmou que essa necessidade só poderia ser atendida no quarto. Tal negligência é inadmissível, considerando que eu ainda estava sob efeito da anestesia e necessitava de cuidados específicos.
3. Problemas com Leitos e Falhas de Comunicação
Quando finalmente fui transferido para o quarto, por volta das 21h30, a enfermeira responsável pelo meu deslocamento afirmou que a demora ocorreu porque não havia leito disponível no momento em que despertei da cirurgia. Se minha cirurgia era eletiva, por que o hospital não garantiu um leito previamente?
Ao chegar ao quarto, constatei mais uma irregularidade: uma das camas estava visivelmente bagunçada, indicando que um paciente havia saído recentemente, e na outra cama havia uma pessoa sentada na poltrona ao lado, que precisou se retirar para que eu pudesse ser acomodado. Isso contradiz a justificativa inicial sobre a higienização do quarto e levanta um questionamento grave: se o quarto estava sendo higienizado, por que ainda havia sinais de ocupação? Essa situação representa um risco sanitário significativo, expondo pacientes a possíveis contaminações.
4. Tentativa de Contenção de Crise e Tratamento Diferenciado
Diante de tantas irregularidades, fiz um vídeo denunciando a situação e publiquei em minhas redes sociais, onde possuo cerca de 20 mil seguidores. A partir do momento em que o vídeo começou a viralizar, o setor de marketing do hospital entrou em contato, afirmando que providências seriam tomadas, pois aquele não era o padrão da instituição. No entanto, pouco tempo depois, fui informado de que o vídeo estava circulando entre os funcionários do hospital e, repentinamente, o tratamento em relação a mim mudou drasticamente.
Fui tratado com prioridade e extrema atenção, deixando evidente que o hospital só agiu após a repercussão negativa, o que reforça a impressão de que o bom atendimento não é um padrão da instituição, mas sim uma medida reativa diante da exposição pública de suas falhas.
5. Falta de Planejamento Nutricional
Outro ponto crítico foi a ausência de qualquer orientação nutricional antes da cirurgia. Nenhum nutricionista foi enviado para explicar minha dieta no pós-operatório. Como resultado, quando a refeição chegou, me trouxeram sopa, um alimento que eu não consumo. Ao questionar a possibilidade de uma alternativa, a copeira me informou que poderia oferecer apenas bolachas, chá e suco, o que não foi suficiente após tantas horas de jejum.
Diante da fome extrema, precisei solicitar à cozinha do hospital dois mistos quentes e dois copos de suco de laranja, que só foram entregues por volta das 23h20, muito depois do horário adequado para um paciente recém-operado.
Conclusão e Pedido de Providências
Os fatos relatados demonstram uma série de irregularidades graves no atendimento do Hospital Iamada, incluindo:
Atraso na cirurgia sem justificativa adequada
Negligência no pós-operatório, com demora excessiva para a transferência ao quarto
Falta de assistência básica, como fornecimento de água, alimentação e suporte para necessidades fisiológicas
Desorganização e contradições na liberação de leitos
Risco de contaminação devido a falhas na higienização e na ocupação dos quartos
Tratamento diferenciado apenas após a repercussão pública do caso
Falta de orientação nutricional e alimentação inadequada no pós-operatório
Diante dessas circunstâncias, solicito que a entidade se justifique diante de seus erros.
Aguardo um posicionamento
Atenciosamente,
Jonathan Henrique da Conceição da Silva