Hospital Ipiranga de Arujá expõe mãe em recuperação de cesárea e recém-nascida a paciente com gripe

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Guarulhos - SP

11/07/2026 às 23:54

ID: 253687157

No dia 04/07 (sábado), minha esposa, grávida, deu entrada no Hospital Ipiranga de Arujá para a realização da cesárea previamente agendada para o nascimento da nossa filha. Felizmente, o parto ocorreu bem e, após o procedimento, fomos acomodados em um quarto compartilhado para a recuperação.

No entanto, no domingo (05/07), o hospital admitiu no mesmo quarto que o nosso, outra mãe, juntamente com sua filha recém-nascida. O problema é que essa paciente apresentava sintomas evidentes de gripe, com tosse e espirros constantes, permanecendo no mesmo ambiente fechado, pequeno e com pouca ventilação que nós.

O mais grave é que a própria equipe de enfermagem tinha conhecimento da situação. A paciente reclamava diversas vezes que estava com dores de tanto tossir, deixando evidente seu quadro respiratório. Mesmo assim, nenhuma medida foi adotada para evitar que ela permanecesse no mesmo quarto que uma mãe recém-operada de cesárea, uma recém-nascida e seus acompanhantes.

É inadmissível que um hospital coloque no mesmo quarto uma mãe recém-operada de cesárea, um bebê recém-nascido e seus acompanhantes junto de uma paciente visivelmente doente. Além disso, o próprio hospital realiza uma triagem na admissão, questionando os pacientes sobre sintomas gripais. Ou seja, tinha plenas condições de identificar essa situação e adotar medidas para evitar a exposição de outras famílias.

Infelizmente, o resultado foi exatamente o que se esperava: eu e minha esposa contraímos a gripe. Além do sofrimento que isso nos causou, acabamos transmitindo a doença ao nosso outro filho, de apenas 2 anos de idade, que apresentou febre hoje à noite e precisou ser medicado. E, além disso, vivemos o medo constante de que nossa filha recém-nascida, que esteve exposta desde os primeiros dias de vida, também contraia a doença.

Como se isso não bastasse, minha esposa está em recuperação de uma cirurgia de cesárea e agora sofre com crises de tosse. Cada episódio provoca dor intensa na região da cirurgia, dificultando sua recuperação e aumentando seu sofrimento em um momento que deveria ser dedicado exclusivamente aos cuidados com nossa filha recém-nascida.

Considero que houve uma grave falha por parte do Hospital Ipiranga de Arujá ao não separar pacientes com sintomas respiratórios de mães e bebês recém-nascidos. Essa conduta expôs desnecessariamente nossa família ao risco de contaminação e trouxe consequências diretas para a nossa saúde.

Espero que o hospital apure o ocorrido, reveja seus protocolos de internação e isolamento de pacientes com sintomas respiratórios e adote medidas para que nenhuma outra família passe pela mesma situação.

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Resposta da empresa

20/07/2026 às 15:32

Boa tarde, Sr. Mateus,

Lamentamos o ocorrido.

O Hospital Ipiranga de Arujá informa que tentou contato com o senhor e sua esposa por meio do telefone informado, porém sem sucesso até o momento.

Esclarecemos que a paciente internada no leito ao lado foi avaliada por nossa equipe médica e diagnosticada com rinite alérgica, tendo recebido o tratamento adequado conforme sua condição clínica.

Reforçamos que o hospital segue rigorosamente os protocolos de prevenção e controle de infecções, em conformidade com as diretrizes da ANVISA, incluindo medidas de higiene das mãos, etiqueta respiratória e definição de isolamento conforme critérios clínicos e epidemiológicos.

Lamentamos o desconforto relatado e permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos.

Atenciosamente,
Rede Total Care / Hospital Ipiranga Arujá

Réplica do consumidor

20/07/2026 às 16:01

Agradeço o retorno do Hospital Ipiranga de Arujá, porém a resposta apresentada não esclarece os principais pontos da minha reclamação.

Segundo informado pelo hospital, a paciente do leito ao lado foi diagnosticada com rinite alérgica. Entretanto, durante a internação, essa informação jamais foi compartilhada conosco. O que presenciamos foi uma paciente com tosse intensa e espirros constantes, chegando inclusive a relatar à equipe de enfermagem dores de tanto tossir.

Também presenciamos a administração de Polaramine para essa paciente. No entanto, mesmo após a medicação, ela permaneceu tossindo e espirrando constantemente, sem qualquer melhora perceptível durante o período em que dividiu o quarto conosco. Não cabe a mim questionar o diagnóstico médico, mas, diante da persistência dos sintomas, era dever do hospital esclarecer e tranquilizar a família que compartilhava o mesmo ambiente com uma puérpera recém-operada e uma recém-nascida.

A resposta do hospital limita-se a citar protocolos da ANVISA, mas não explica quais medidas concretas foram adotadas para garantir a segurança da nossa família nem por que não fomos informados de que, segundo a avaliação médica, não havia risco de transmissão.

Infelizmente, após essa internação, eu e minha esposa desenvolvemos sintomas respiratórios, nosso filho de 2 anos também adoeceu com febre e precisou ser medicado, e seguimos apreensivos com a saúde da nossa filha recém-nascida.

Meu objetivo com esta reclamação nunca foi contestar o diagnóstico da outra paciente, mas demonstrar que houve uma falha na comunicação e na condução da situação.

Quando uma família presencia uma paciente tossindo e espirrando de forma intensa dentro de um quarto compartilhado com uma mãe recém-operada e um bebê recém-nascido, é natural que haja preocupação.

Cabia ao hospital adotar uma postura que transmitisse segurança e esclarecesse a situação, o que infelizmente não ocorreu.

Consideração final do consumidor

23/07/2026 às 12:02

Sem comentários sobre a posição do hospital sobre o ocorrido. Não recomendo.

O problema foi resolvido?

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Não resolvido

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Nota do atendimento

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