Medicação que já havia causado mal-estar foi administrada novamente e minha mãe retornou à UTI

Respondida
Arujá - SP
11/08/2026 às 10:38
ID: 256152927
Minha mãe está internada neste hospital há mais de 20 dias devido a uma embolia pulmonar. Durante esse período, permaneceu cerca de 10 dias em coma induzido, apresentou evolução, foi extubada e, após alguns dias na UTI, foi transferida para a ala de internação.
Na minha avaliação como filha e acompanhante, essa transferência ocorreu antes do momento adequado, pois ela ainda demandava um nível de atenção e cuidados que, infelizmente, não encontrei na ala de internação. Minha mãe vinha de uma internação grave e prolongada, apresentava anemia e estava bastante debilitada.
No dia 04/08, ao visitá-la, encontrei minha mãe em um quarto com seis leitos, separados apenas por cortinas. Pelo que pude observar, parecia ser um quarto destinado a pacientes de pós-operatório, que permanecem ali para observação. Minha mãe estava no fundo do quarto, com o leito completamente fechado pela cortina, de forma que sequer era possível visualizar que havia uma paciente ali.
Considerando seu quadro clínico e o fato de ter acabado de sair da UTI, fiquei muito preocupada com o nível de assistência que aquele local oferecia.
Naquele momento, minha mãe estava recebendo uma medicação pela veia e me informou que já havia dito aos profissionais que estavam no local que não estava se sentindo bem com aquela medicação, mas, mesmo assim, continuavam administrando-a.
Poucos minutos depois, ela começou a apresentar calafrios e tremores intensos. Imediatamente, acionei a enfermagem. A pressão arterial foi aferida e estava em 16/9. A temperatura também foi verificada e, segundo a enfermeira, naquele momento ela não apresentava febre.
A enfermeira informou que a pressão da minha mãe já vinha apresentando alterações desde o plantão anterior e saiu do quarto. Acreditei que fosse buscar alguma medicação ou tomar alguma providência, mas ela não retornava.
Fui até a porta para tentar localizá-la ou encontrar alguém que pudesse me informar qual seria a conduta. Encontrei outra enfermeira no quarto, atendendo uma paciente de outro leito, e perguntei sobre a situação da minha mãe.
Ela me perguntou se fulana já havia ido vê-la. Expliquei que não sabia o nome das pessoas que trabalhavam naquele setor, mas que precisava saber o que seria feito, pois minha mãe estava passando mal.
Em seguida, essa profissional comentou com a paciente que atendia que, em relação às pacientes sob seus cuidados, ela sabia de tudo, mas que minha mãe não estava sob sua responsabilidade. Diante da postura, respondi OBRIGADA, demonstrando minha indignação.
Ela novamente perguntou sobre fulana e ciclana. Repeti que não sabia o nome de ninguém dali e que minha única preocupação era que minha mãe estava passando mal. Ela então me pediu calma.
Alguns minutos depois, a enfermeira que havia aferido a pressão voltou e perguntou se minha mãe não havia melhorado. Questionei, pois até aquele momento não havia sido feita nenhuma intervenção além da verificação dos sinais vitais. Respondi que ela continuava passando mal.
A enfermeira perguntou se minha mãe tomava medicamento para controlar a pressão. Respondi que sim e ela perguntou se eu havia levado o medicamento para o hospital.
Precisei explicar que minha mãe estava internada naquele hospital havia quase 20 dias, que havia passado cerca de 10 dias em coma induzido e posteriormente pela UTI, e que eram os próprios profissionais do hospital que deveriam estar responsáveis pela medicação dela. Só então ela informou que chamaria o médico.
Quando o médico chegou e verificou novamente a temperatura, minha mãe estava com 39C de febre.
Como se não bastasse, quando precisaram realizar uma coleta de sangue, foram feitas diversas tentativas sem sucesso. Furaram o braço inteiro da minha mãe sem conseguir coletar adequadamente e, depois de várias tentativas, precisaram tentar realizar a coleta na perna.
Minha mãe já estava extremamente fragilizada por uma internação prolongada, pela embolia pulmonar, pelos dias em coma induzido, pela passagem pela UTI e pela anemia. Eu estava ali assistindo a tudo enquanto ela passava mal.
E o que considero ainda mais grave aconteceu no dia seguinte.
Mesmo após toda a intercorrência do dia 04/08 e após minha mãe ter relatado que não estava se sentindo bem com aquela medicação, a mesma medicação foi administrada novamente no dia 05/08.
Dessa vez, a intercorrência foi ainda mais grave: minha mãe apresentou falta de ar, precisou ser levada para a emergência e posteriormente retornou à UTI.
É extremamente difícil compreender como uma medicação que, segundo o relato da própria paciente, já havia lhe causado mal-estar e uma intercorrência no dia anterior pôde ser administrada novamente no dia seguinte, especialmente em uma paciente que havia acabado de sair da UTI e ainda estava claramente debilitada.
Não estou afirmando que a medicação foi necessariamente a causa de todos os eventos posteriores, pois isso deve ser tecnicamente avaliado pela equipe médica. O que questiono é: a informação de que minha mãe estava passando mal com aquela medicação foi registrada? Foi comunicada ao plantão seguinte? Foi considerada antes que o medicamento fosse novamente administrado?
O que presenciei foi uma sequência de situações extremamente preocupantes: falta de comunicação entre profissionais, ausência de uma conduta imediata diante de uma paciente que estava passando mal, questionamento sobre a família ter levado a medicação de uma paciente internada há quase 20 dias, dificuldade para obter informações sobre quem estava responsável pela paciente, múltiplas tentativas de coleta de sangue e, posteriormente, a repetição da administração da mesma medicação, culminando em falta de ar, atendimento na emergência e retorno à UTI.
Minha mãe não estava internada por um quadro simples. Ela teve uma embolia pulmonar, permaneceu cerca de 10 dias em coma induzido, foi intubada, passou pela UTI, apresentava anemia e ainda estava debilitada quando foi transferida para a internação.
Uma paciente com esse histórico deveria estar recebendo atenção redobrada, acompanhamento contínuo e comunicação eficiente entre os profissionais e os diferentes plantões.
A família não deveria precisar fiscalizar se a equipe está observando o paciente, se as intercorrências estão sendo registradas ou se uma medicação que já havia causado problemas está sendo administrada novamente.
Por isso, solicito que o hospital apure formalmente os acontecimentos dos dias 04/08 e 05/08 e esclareça:
Qual medicação estava sendo administrada à minha mãe?
O relato de que ela estava passando mal com essa medicação foi registrado no prontuário?
A intercorrência do dia 04/08 foi comunicada ao plantão seguinte?
Por qual motivo a mesma medicação foi administrada novamente no dia 05/08?
Quais foram as avaliações e condutas médicas após as duas intercorrências?
Por que uma paciente que havia acabado de sair da UTI foi transferida para um setor que, aparentemente, não oferecia o nível de acompanhamento que seu quadro ainda exigia?
Quais providências serão tomadas para evitar que algo semelhante aconteça novamente?
Não quero uma resposta genérica dizendo que o hospital preza pela segurança dos pacientes. Quero uma explicação concreta sobre o que aconteceu com a minha mãe e sobre como uma medicação que ela já havia relatado estar lhe fazendo mal foi novamente administrada no dia seguinte.
Minha mãe está enfrentando uma internação longa e extremamente difícil. Como filha, o mínimo que espero é que ela seja ouvida, acompanhada e tratada com segurança e dignidade.
O que aconteceu nesses dois dias abalou completamente a minha confiança na assistência prestada.
Minha mãe não deveria ter precisado chegar novamente à emergência e à UTI para que sua condição fosse levada a sério.
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Resposta da empresa
13/08/2026 às 10:34
Olá, Dayse!
Conforme conversamos via WhatsApp, sua manifestação foi encaminhada à diretoria do hospital, que acompanhou cuidadosamente toda a estadia de sua mãe.
Lamentamos sinceramente o transtorno ocorrido e reforçamos que a equipe envolvida foi reorientada quanto à importância de uma comunicação clara e efetiva entre os profissionais e, principalmente, com o paciente e seus familiares, a fim de evitar dúvidas relacionadas ao tratamento e à assistência prestada.
Novamente, pedimos desculpas pelos transtornos causados e reiteramos que estamos oferecendo toda a assistência necessária. Trabalhamos continuamente para que situações como essa não voltem a acontecer.
Permanecemos à sua disposição para quaisquer esclarecimentos ou necessidades.
Atenciosamente
Atendimento Rede Total Care.