Despreparo da Maternidade Mogi Mater na aplicação de vacinas em recém-nascidos e falta de informação aos pais.

Reclamação em réplica

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São Paulo - SP

12/04/2026 às 18:20

ID: 245849715

Despreparo da Maternidade Mogi Mater na aplicação de vacinas em recém-nascidos e falta de informação aos pais.

Reclamação: Meu filho nasceu na maternidade Mogi Mater,ao nascer aplicaram as vacinas, não foi apresentado quais vacinas iriam ser aplicado,apenas falaram que foi foi administrado. Não apresentou a marca característica da vacina BCG no braço do bebê,gerando uma grande dúvida e angústia em toda família. Ligamos no hospital a gerente falou para não se preocupar. Um total despreparo para lidar com recém nascido,não faz uso de protocolos estipulado pelas normas internacionais que existem justamente para tirar o paciente de risco e dúvidas como estas.

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Resposta da empresa

29/04/2026 às 10:09

Prezada Sra. Ana Paula, bom dia.
Inicialmente, lamentamos que sua experiência não tenha atendido plenamente às suas expectativas.
Conforme já esclarecido anteriormente por nossos canais oficiais de atendimento, a vacina BCG foi devidamente administrada em seu bebê, seguindo rigorosamente os protocolos do Ministério da Saúde e as normas institucionais de segurança assistencial.
Para sua tranquilidade, foram encaminhados os registros formais que comprovam a aplicação, incluindo: a anotação de enfermagem realizada no momento do procedimento, a prescrição médica com os devidos registros e a comprovação no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (Si-PNI).
Em relação à ausência de cicatriz, esclarecemos que a resposta à vacina BCG pode variar entre os indivíduos, sendo possível que não haja formação da cicatriz característica, sem que isso represente falha na aplicação ou ausência de imunização. Inclusive, conforme diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde, não há recomendação de revacinação nesses casos.
Reforçamos que todas as informações foram prestadas de forma individualizada por nossa equipe, tendo o hospital disponibilizado todo o suporte cabível para esclarecimento da situação, com o devido encaminhamento dos registros comprobatórios, sempre em conformidade com protocolos assistenciais atualizados e alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde.
Diante disso, consideramos a demanda devidamente esclarecida, permanecendo o hospital comprometido com a segurança, qualidade assistencial e transparência nas informações prestadas.
Atenciosamente, Hospital Cirúrgico e Maternidade Mogi Mater.

Réplica do consumidor

01/05/2026 às 09:02

A resposta apresentada pelo hospital é insuficiente e não enfrenta o ponto central da reclamação.

Não se discute apenas o fato de as medicações/vacinas terem sido administradas, mas sim a grave falha na condução do atendimento, que desrespeitou princípios básicos de segurança do paciente e direitos dos responsáveis legais.

A própria instituição admite que realizou o procedimento, porém não comprova a aplicação das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, o que evidencia uma falha assistencial relevante. Destaco:

- Meta 1 Identificação correta do paciente: não houve validação ativa junto aos responsáveis legais, especialmente considerando tratar-se de menor de idade;
- Meta 2 Comunicação efetiva: não fui informada previamente, tampouco consultada ou orientada sobre o procedimento;
- Meta 3 Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos: a administração de vacinas exige consentimento informado, o que claramente não ocorreu;
- Meta 4 Procedimentos seguros: não houve qualquer confirmação prévia com os responsáveis antes da execução do procedimento;
- Meta 5 Higienização das mãos: ainda que seja protocolo básico, não substitui as falhas graves de comunicação e segurança assistencial;
- Meta 6 Redução do risco de danos ao paciente: houve exposição desnecessária a risco, justamente pela ausência de informação e autorização.

A resposta enviada é genérica, evasiva e não esclarece pontos essenciais:

- Quem autorizou a administração?
- Por que os responsáveis não foram comunicados?
- Onde está o registro do consentimento?
- Quais protocolos foram, de fato, seguidos?
- Quais medidas corretivas serão adotadas?

Ressalto que a administração de qualquer medicação ou vacina em menor sem consentimento dos responsáveis configura uma falha grave, com possíveis implicações éticas e legais.

Diante disso, reitero que aguardo:

1. Apuração formal e detalhada do ocorrido;
2. Identificação dos responsáveis pelo procedimento;
3. Apresentação dos registros que justifiquem a conduta;
4. Plano de ação com medidas corretivas concretas;
5. Retorno formal compatível com a gravidade do caso.

Réplica da empresa

18/05/2026 às 09:13

Prezada Sra. Ana Paula.
O Hospital e Maternidade Mogi Mater reitera que o caso foi devidamente analisado pela equipe técnica responsável, inclusive com a revisão de todos os registros assistenciais relacionados ao atendimento prestado ao recém-nascido.
Conforme já esclarecido anteriormente, consta em prontuário registro da prescrição médica e da administração das vacinas BCG e Hepatite B, bem como a anotação de enfermagem identificando a profissional responsável pelo procedimento, documentos estes que já foram encaminhados. Da mesma forma, há registro da aplicação no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (Si-PNI), incluindo dados de lote, fabricante e data de administração, além do respectivo lançamento também constar na carteira de vacinação entregue aos responsáveis.
Esclarecemos ainda que a administração das vacinas neonatais segue protocolos assistenciais institucionais atualizados e alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, sendo procedimento rotineiramente realizado em recém-nascidos clinicamente estáveis, no ambiente assistencial e na presença dos responsáveis.
Quanto às Metas Internacionais de Segurança do Paciente mencionadas, esclarecemos que os protocolos institucionais aplicáveis ao caso foram observados, incluindo identificação segura do paciente por pulseira e conferência assistencial multiprofissional. Ressaltamos, ainda, que algumas das metas citadas em sua manifestação referem-se a contextos assistenciais específicos que não se aplicam ao procedimento vacinal neonatal realizado.
Importante destacar que não houve, antes ou durante a internação, manifestação formal de recusa à administração das vacinas disponibilizadas pelo hospital, tampouco registro de contraindicação clínica para sua realização.
Após apuração interna e revisão dos registros pertinentes, não foram identificadas inconsistências ou evidências de falha na assistência prestada relacionada à administração das vacinas mencionadas.
Por fim, reafirmamos que o hospital permanece comprometido com a segurança assistencial, rastreabilidade dos procedimentos, observância das normas técnicas vigentes e melhoria contínua dos seus processos internos.
Atenciosamente,
Hospital e Maternidade Mogi Mater