Falha no atendimento nutricional a paciente autista no Hospital São Luiz

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São Caetano do Sul - SP

03/08/2026 às 21:28

ID: 255543199

Atendimento nutricional desrespeitou paciente autista após quase 24 horas de jejum Hospital São Luiz São Caetano do Sul.

Minha filha, que é autista e tem TDAH, foi submetida a uma cirurgia no Hospital São Luiz São Caetano do Sul. Por orientação médica, permaneceu em jejum por quase 24 horas. Após todo esse período sem alimentação, era essencial que a primeira refeição fosse adequada às suas necessidades.

Antes da cirurgia, preenchemos diversas fichas informando detalhadamente quais alimentos ela não consegue consumir. Essas informações não foram registradas por preferência ou capricho, mas porque ela apresenta seletividade alimentar decorrente do autismo, uma condição amplamente reconhecida e que deve ser considerada em qualquer atendimento hospitalar.

Para nossa surpresa e indignação, praticamente nada do que foi informado foi respeitado. A refeição entregue continha justamente alimentos que ela havia informado não conseguir comer. A sensação é de que as fichas simplesmente não foram lidas ou que as informações fornecidas pelos pacientes são ignoradas pela equipe de nutrição.

Além disso, fomos informados de que não havia uma opção simples como filé de frango e que a única alternativa disponível era bisteca. Como um hospital desse porte não dispõe de uma opção básica para atender um paciente com necessidade alimentar específica? É difícil compreender que um hospital que se apresenta como referência em qualidade não consiga oferecer alternativas adequadas para pacientes internados.

É inaceitável que um hospital da estrutura e do prestígio do Hospital São Luiz apresente uma falha tão grave em um aspecto básico da assistência ao paciente. Não se trata apenas de um erro no cardápio. Trata-se da falta de respeito às necessidades de uma pessoa com deficiência e da desconsideração de informações fornecidas previamente para garantir um atendimento seguro, digno e humanizado.

Minha filha passou quase 24 horas sem comer e, quando finalmente poderia se alimentar, recebeu uma refeição incompatível com sua condição. Isso gerou mais sofrimento, frustração e prolongou um desconforto que poderia ter sido facilmente evitado se a equipe tivesse apenas seguido as informações registradas.

Se o serviço de nutrição e fornecimento das refeições é terceirizado, o Hospital São Luiz também é integralmente responsável pela qualidade do atendimento prestado aos seus pacientes. Diante da deficiência demonstrada, questiono: essa empresa é avaliada periodicamente? Como um serviço que não consegue atender adequadamente pacientes com necessidades alimentares específicas continua sendo mantido? Não seria o momento de reavaliar esse contrato e buscar um fornecedor que esteja à altura do padrão de excelência que o hospital divulga?

Também questiono qual é a finalidade de solicitar tantas fichas e informações aos pacientes e familiares se elas não são efetivamente lidas e respeitadas. É extremamente preocupante imaginar quantos outros pacientes com autismo, alergias, intolerâncias ou outras restrições alimentares podem estar enfrentando o mesmo problema.

Solicito que o Hospital São Luiz esclareça o ocorrido, apure as falhas no processo, oriente e treine adequadamente sua equipe e implemente medidas para garantir que as informações registradas pelos pacientes sejam efetivamente consideradas. Nenhuma família deveria passar por uma situação como essa dentro de um hospital que se apresenta como referência em qualidade e atendimento.

Espero uma resposta concreta, com providências reais, e não apenas um pedido de desculpas. O que aconteceu precisa servir para corrigir um problema grave que compromete a segurança, a dignidade e o bem-estar dos pacientes. O respeito às necessidades de pessoas com autismo não é um favor: é um dever legal, ético e humano.

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