Tratamento desumano e cobrança abusiva.

Não respondida
Taguatinga - TO
30/07/2026 às 11:12
ID: 255210865
No dia 20 de junho, meu filho foi submetido a uma cirurgia para correção de uma fratura na mão, com colocação de pinos, realizada no Hospital Silvestre pelo *****. A cirurgia foi um sucesso e, por isso, somos gratos.
No entanto, nossa experiência com o atendimento e com a cobrança dos procedimentos foi extremamente decepcionante.
No momento do pagamento da cirurgia, não nos foi oferecida a possibilidade de escolher entre acomodação em apartamento ou enfermaria, apesar de o hospital disponibilizar ambas as opções. Como nossa prioridade era a cirurgia, não questionamos naquele momento. Recebemos um orçamento de R$ 10.940,00, que, com desconto para pagamento à vista, ficou em R$ 9.890,00.
No pós-operatório, a assistência deixou muito a desejar. O médico entrou de férias e fomos informados de que toda a orientação seria prestada pela secretária via WhatsApp. O problema é que, sempre que precisávamos de atendimento, éramos direcionados para uma inteligência artificial, o que dificultava muito a comunicação em um momento que exigia suporte humano. Ainda assim, seguimos todas as orientações.
Na consulta de retorno, em 6 de julho, o médico explicou que a retirada dos pinos seria um procedimento simples, realizado apenas com anestesia local. Segundo ele, bastaria anestesiar o local, retirar os pinos e o paciente estaria liberado. E foi exatamente isso que aconteceu.
Para nossa surpresa, recebemos um novo orçamento de R$ 4.700,00 para esse procedimento. Também nos foram enviados dois orçamentos pelo WhatsApp: um de R$ 4.700,00 e outro de R$ 2.000,00. No entanto, no dia do procedimento, ninguém soube explicar a diferença entre eles. Simplesmente informaram que apenas o orçamento de R$ 4.700,00 era válido, sem qualquer justificativa, e ainda fomos tratados com deboche.
No setor financeiro, o atendimento foi extremamente constrangedor. Não conseguiram explicar exatamente o que estava sendo cobrado. Solicitei que a acomodação fosse em enfermaria, já que meu filho não permaneceria internado e não havia necessidade de apartamento. A funcionária respondeu de forma grosseira que poderia ser enfermaria, mas que o valor seria exatamente o mesmo.
Sem alternativa, realizamos o pagamento, pois o procedimento precisava ser feito naquele momento, com aquele médico e naquela unidade.
O mais revoltante é que pagamos por itens que sequer foram utilizados. Na cobrança constavam diária em apartamento, honorários de anestesista, antibióticos, gasoterapia em centro cirúrgico e fios de sutura. Entretanto, meu filho não ficou internado, não utilizou apartamento, não houve anestesista apenas anestesia local aplicada pelo próprio médico , não houve corte, nem sutura. O procedimento consistiu apenas na retirada dos pinos e durou cerca de 15 minutos.
Após o procedimento, ele recebeu alta imediatamente, com uma receita de medicamentos e retorno agendado para o dia 7 de agosto de 2026, às 8h. Porém, por desorganização da própria equipe, posteriormente recebemos uma mensagem informando que a consulta seria no dia 29 de julho de 2026. Comparecemos nessa data e, felizmente, estava tudo bem com meu filho.
Ao longo de todo o tratamento, percebemos que aquilo que era combinado pessoalmente durante as consultas não era respeitado nos atendimentos via WhatsApp, gerando desencontros, insegurança e desgaste desnecessário.
Minha indignação não é apenas em relação aos valores cobrados, mas principalmente à falta de transparência, de atendimento humanizado, de empatia e de respeito com pacientes e familiares em um momento de extrema fragilidade. Não tivemos o suporte adequado no pós-operatório. Nem mesmo para realizar um simples curativo recebemos a assistência necessária.
O mais decepcionante é que, enquanto precisávamos de atendimento humano, éramos direcionados para uma inteligência artificial. Esse tipo de atendimento eu já tenho gratuitamente. O que esperávamos de um hospital particular era acolhimento, suporte e respeito quando realmente precisávamos.