Gestante relata horas de espera, desorganização e falhas graves em atendimento obstétrico no Hospital São Luís, gerando insegurança e desconfiança.

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Osasco - SP
03/06/2026 às 16:13
ID: 250466659
Gestante enfrenta horas de espera, desorganização, falhas na condução dos exames e insegurança durante atendimento
Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento recebido no Hospital São Luís.
Cheguei à unidade por volta das 10h da manhã, gestante, em busca de atendimento médico. Logo no início, fui encaminhada para uma primeira médica que, ao me avaliar, decidiu me direcionar para o setor obstétrico. O primeiro exame foi coletado às 12h40, já após esse redirecionamento.
A partir desse momento, começou uma sequência de acontecimentos que me causou extremo desgaste físico e emocional. Realizei exames, passei por atendimento médico e permaneci aguardando por horas sem receber informações claras sobre o andamento do meu caso, sem previsão de alta e sem qualquer acompanhamento adequado.
Ao longo da espera, procurei diversas vezes informações sobre meus exames e recebi respostas contraditórias. Em determinado momento, fui informada de que os exames não haviam sido coletados. Posteriormente, outro profissional apresentou uma versão diferente da situação. Depois de horas aguardando, descobriram que o exame de urina não havia sido coletado, algo que ninguém havia percebido durante todo o fluxo do atendimento. A situação só foi identificada porque uma funcionária resolveu verificar o laboratório. Até então, eu permanecia aguardando sem qualquer esclarecimento.
O que mais me preocupou foi a insegurança gerada pela própria desorganização do atendimento. Em determinado momento, a médica informou que havia uma alteração nos exames relacionada ao fígado e chegou a cogitar a possibilidade de internação. Diante de toda a confusão ocorrida ao longo do dia, com informações desencontradas, falhas no controle dos exames e erros de comunicação, não consegui deixar de me questionar: como ter certeza de que os resultados analisados correspondiam realmente aos meus exames? Quando o próprio hospital demonstra não saber quais exames foram coletados e quais não foram, a confiança do paciente fica completamente comprometida.
Outro episódio grave aconteceu na enfermaria. Havia medicamentos prescritos para serem administrados, porém, se eu mesma não tivesse informado à equipe que ainda existiam medicações pendentes, elas não teriam sido aplicadas. Mais uma vez, precisei alertar os profissionais sobre algo que deveria estar sob total controle da equipe assistencial.
Além disso, permaneci no hospital por mais de cinco horas após a coleta inicial dos exames, aguardando definições e resultados, sem informações claras e com um acesso venoso mantido no braço durante todo esse período. Não permaneci na unidade por escolha, mas porque dependia da conclusão do atendimento e das decisões da equipe médica.
O mais grave não foi apenas a demora. O problema foi a soma de falhas: encaminhamento inicial inadequado, demora excessiva, falta de comunicação, informações contraditórias, falha na identificação da ausência de um exame, insegurança em relação aos resultados analisados e falhas na administração das medicações.
É inadmissível que uma gestante passe por uma situação como essa em um hospital particular. Pagamos um plano de saúde esperando atendimento seguro, organizado e humanizado. O que encontrei foi desorganização, falta de comunicação e uma experiência que gerou insegurança em um momento que deveria ser tratado com o máximo de cuidado.
Espero que o Hospital São Luís apure rigorosamente os fatos, esclareça o ocorrido e adote medidas concretas para evitar que outras pacientes, especialmente gestantes, sejam submetidas ao mesmo tipo de situação.