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São Paulo - SP

23/07/2026 às 21:00

ID: 254703899

Estou em atendimento no Hospital São Luiz Osasco/SP desde a noite do dia 22/07, tendo sido admitida em razão de um quadro de dor intensa e infecção abdominal, permanecendo até o presente momento sem que meu atendimento seja concluído de forma adequada.
Já registrei reclamação na Ouvidoria (Protocolo *****), porém fui informada de que o protocolo seria encerrado sem que os problemas efetivamente tivessem sido solucionados.

A situação é extremamente grave.
Embora eu tenha sido encaminhada ao quarto após longa espera (desde às 02h da manhã aguardando, entrei no quarto apenas às 16h), continuo enfrentando sucessivas falhas assistenciais.

1. Demora excessiva na avaliação médica especializada
Desde minha entrada no hospital, permaneci por horas com dores intensas aguardando avaliação dos especialistas (Cirurgiões). Somente por volta das 19h do dia 23/07 o cirurgião compareceu ao quarto e informou que meu caso não seria cirúrgico naquele momento, seria eletiva, tratando-se de indicação para acompanhamento com a Gastroenterologia em razão do quadro infeccioso.
Entretanto, até o momento, continuo aguardando a avaliação do especialista responsável e permaneço apenas com tratamento paliativo para dor, sem definição da conduta definitiva.

2. Falha grave na assistência nutricional
A situação da alimentação ultrapassa qualquer razoabilidade.
Minha última refeição adequada ocorreu às 08h15 do dia 23/07.
Durante todo o dia informei diversas vezes à equipe médica e de enfermagem, sobre minhas dores, decorrentes de doenças gastrointestinais, incluindo dilatação gástrica, hérnia e alimentos que agravam meu quadro clínico.

Apesar disso:
o café da manhã foi enviado incompatível com minha dieta, contendo pão francês, café, leite;
em razão disso, praticamente não consegui me alimentar;
o almoço também não pôde ser consumido pois passei mal, com o pouco de café da manhã que consumi 08:15;
o lanche da tarde novamente veio em desacordo com a dieta necessária ao meu quadro clínico;
após minha transferência para o quarto, por volta das 16h, nenhuma alimentação substitutiva foi fornecida.

Mesmo informando reiteradamente à médica responsável, às equipes de enfermagem dos dois plantões e à própria Ouvidoria que eu permanecia sem me alimentar, nenhuma providência efetiva foi tomada.

A situação somente foi parcialmente resolvida quase agora às 20h47, quando meu marido precisou se deslocar pessoalmente até o posto de nutrição para retirar minha refeição diretamente com a enfermeira do plantão, já que ela sequer havia sido entregue espontaneamente ao quarto.

Ou seja, somente consegui receber a janta porque um familiar precisou intervir diretamente junto à equipe assistencial. Se isso não tivesse ocorrido, eu provavelmente permaneceria sem alimentação.

É inadmissível que um paciente internado, com restrições alimentares previamente informadas, permaneça praticamente o dia inteiro sem alimentação adequada e ainda dependa da iniciativa de um acompanhante para receber uma refeição básica.

3. Dor persistente e ausência de resolução
Além da privação alimentar, permaneço há horas com dor intensa, recebendo apenas medidas paliativas enquanto aguardo atendimento especializado.

Não se trata apenas de desconforto.
Trata-se de um paciente internado que depende integralmente da assistência hospitalar para alimentação, controle da dor e definição da conduta médica adequada.

As falhas relatadas evidenciam possível descumprimento do dever de prestação adequada dos serviços hospitalares, bem como afrontam direitos básicos do paciente previstos no Código de Defesa do Consumidor e nas normas que regem a assistência em saúde, especialmente quanto à dignidade, segurança, continuidade do tratamento e adequada assistência durante a internação.

Caso essa situação não seja imediatamente regularizada, adotarei as medidas cabíveis perante a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Vigilância Sanitária, Procon, Conselho Regional de Medicina (CRM) e demais órgãos competentes, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais cabíveis para apuração das falhas na prestação do serviço e da responsabilização pelos danos materiais e morais eventualmente suportados.

Meu objetivo é receber aquilo que qualquer paciente internado tem direito de esperar de um hospital desta estrutura: atendimento digno, alimentação compatível com sua condição clínica, controle efetivo da dor, assistência contínua e tratamento médico em tempo adequado.

Espero que esta manifestação seja tratada com a seriedade que o caso exige e que as providências sejam adotadas imediatamente.

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Resposta da empresa

27/07/2026 às 17:09

Prezada Sra. Sabrina, boa tarde!

Informamos que foi realizado contato telefônico, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.

Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.


Cordialmente,

Ouvidoria Rede DOr.