Falta de atendimento humanizado e demora no socorro a paciente oncológico com dor intensa

Não respondida
Curitiba - PR
06/08/2026 às 12:41
ID: 255782133
Venho, por meio desta, registrar uma reclamação referente ao atendimento prestado ao meu sogro no Hospital Erasto Gaertner, no dia 05/08/2026.
Meu sogro é paciente oncológico em cuidados paliativos, com câncer avançado e crises frequentes de dores intensas. Na data mencionada, a dor encontrava-se em nível extremamente elevado, sendo que nem mesmo a morfina injetável administrada em domicílio estava proporcionando alívio adequado.
Ao chegarmos ao hospital, fomos orientados a retirar senha e aguardar a triagem. Entretanto, não havia profissional de enfermagem realizando o atendimento naquele momento, havendo diversos pacientes debilitados aguardando assistência, alguns inclusive em condições aparentes de maior gravidade. Meu sogro permaneceu gemendo de dor durante a espera, situação que causou grande sofrimento e indignação à família.
Diante da demora no atendimento e da percepção de falta de assistência imediata a pacientes em condição vulnerável, meu esposo acionou uma viatura policial, mencionando possível omissão de socorro. Somente após esse episódio o atendimento foi iniciado.
Durante a consulta médica, relatei detalhadamente a intensidade das dores, informando que a morfina já não vinha proporcionando controle adequado dos sintomas. No entanto, tive a impressão de que a gravidade do quadro não recebeu a devida atenção. Meu sogro não foi submetido a exame físico, e a principal abordagem adotada foi questionar repetidamente se a família desejava a internação.
Em determinado momento, a médica perguntou se eu desejava interná-lo. Respondi que buscava o melhor cuidado possível para ele e que entendia que a decisão sobre a necessidade clínica de internação deveria partir da avaliação médica. Ressalto que, atualmente, não são mais realizados exames para acompanhamento da evolução da doença, e frequentemente recebemos apenas a informação de que se trata de tratamento paliativo, sem maiores esclarecimentos sobre o quadro clínico e o manejo dos sintomas.
Após a consulta, meu sogro recebeu medicação intravenosa. Ao término da infusão, ao tentar auxiliar no fechamento do acesso, fui tratada de forma ríspida por uma técnica de enfermagem. Ao questionar a forma como fui abordada, não recebi uma explicação adequada.
Posteriormente, a médica retornou rapidamente ao local e voltou a questionar sobre a internação. Novamente informei que entendia ser uma decisão que deveria estar fundamentada em critérios médicos. Diante da ausência de uma conduta mais efetiva para controle da dor e da sensação de que a internação não traria mudanças no tratamento proposto, optamos por retornar para casa.
Meu objetivo com esta manifestação não é atribuir culpa a profissionais específicos, mas solicitar que a instituição avalie os fatos ocorridos, especialmente em relação:
À demora para realização da triagem;
À assistência prestada a pacientes com dor intensa e em cuidados paliativos;
À ausência de avaliação física adequada do paciente;
À comunicação e acolhimento da equipe médica;
À postura adotada por membro da equipe de enfermagem durante o atendimento.
Pacientes oncológicos em fase avançada da doença e seus familiares vivenciam momentos extremamente difíceis e necessitam de atendimento humanizado, acolhedor e tecnicamente adequado, especialmente quando se trata do controle da dor e do alívio do sofrimento.
Solicito que esta manifestação seja analisada e que sejam prestados esclarecimentos sobre os fatos relatados.
Atenciosamente,