Relato de internação em hospital psiquiátrico com condições desumanas e maus-tratos

Em réplica
Contagem - MG
08/07/2026 às 02:49
ID: 253365145
Gostaria de relatar uma experiência a todos que buscam esse Hospital para tratamento. Alguns serviços são de qualidade, a fachada é bem arrumada e a recepção também. Mas eles ocultam uma verdade [Editado pelo Reclame Aqui]. É um hospital com práticas manicomiais. Na recepção, há um portão de aço. Após ele, o hospital desce por vários andares até chegar em um subsolo. Caso você não esteja em estado de delírio ou não precise ser internado, basta que um familiar omita informações e te deixe internado. O psiquiátrica não respeita o sigilo médico-paciente.
Narrarei exatamente o processo de internação. Caso você esteja calmo, e não espera ser internado, mas acaba sendo, eles colocam uma pulseira branca e homens e mulheres formam um círculo em volta de você, por mais calmo que você tente contornar. Eles te carregam no ar de maneira forte, machucando. Te colocam em uma maca e tentam te obrigar a entrar em um quarto para tirar a roupa e averiguar se você guarda algo. Após isso, eles te amarram em uma maca, os braços e as mãos, e colocam um sedativo na sua perna até você acordar em um quarto no subsolo do hospital.
o quarto é tenebroso. Você divide com outros três pacientes. Não há janelas para luz do sol. Tudo é decrépito, decadente. Antes de te internarem, se você tenta se contorcer, eles até batem em você. Existe alguns minutos que abrem um pátio, depois fecham. Os banheiros não têm trancas. Diversos pacientes gritam a noite toda, alguns falando que vão te matar, outros amarrados e defecando na calça para o enfermeiro limpar. E os infermeiros, não se engane, são do pior tipo. Eles ficam atrás de uma grade, como uma jaula, nos vendo como animais de um zoológico. Eles retiram sem desmame muito dos seus medicamentos. Eles não entram em acesso com seu psiquiatra. Cada um têm cinco minutos por dia para usar o telefone. Se você não sabe o número do parente, não pode ligar. Há visitas uma vez na semana. Os enfermeiros enxergam pacientes que estão com demência, nada agressivos, e não os acolhem. Uma vez um bando de jovens começou a chutar e socar ele por cima da minha cama. De noite, tinha pacientes que levantavam e começavam a chupar seus dedos dos pés. A gritaria era a noite toda. Os comprimidos que eles davam, vários, umas três ou quatro vezes ao dia, não eram explicados e conferiam se você os engoliu.
Nunca, no momento que estive lá, um medico apareceu. Eram apenas os enfermeiros atrás das grades. O lugar era um corredor todo descascado e escuro, com quarto aos lados. Apenas podia-se ir ao banheiro 5 ou 6 horas. Caso você tivesse uma necessidade, não podia ir. Tive uma série infecção lá, pedi por um médico ,não apareceu algum, e pedi apenas um dipirona e falaram que não podiam dar sem médicos. Um dos enfermeiros, pasme, durante à noite, fazia uma troca de algum tipo com os pacientes, dando cocaína ou pó para eles. Me lembro exatamente do rosto dele. E quando tive a infecção, eu vomitava a comida, e eles me obrigavam a comer, pois, caso contrário, eu não sairia da ala. Um dos enfermeiros ria com os garotos que agrediram o demente, fazendo músicas sobre fuzilamento e mortes. Quando você sai do lugar, você percebe quão fundo era, pois há inúmeras rampas subindo, até sair de lá, com uma pessoa com um molho de chaves. Por fim, usam da sua desorientação e falta de saúde, para assinar um termo em que uma das clausuras era que, caso você saísse do Hospital pior do que entrou, não podia processar eles.
Várias clausulas foram quebradas: Clausula Nona 9.6 (os enfermeiros deixavam livremente os pacientes adentrarem ao quarto que quisessem, usassem drogas e se agredissem).
CLAUSULA TERCEIRA 3.1 (os pacientes não tiveram assistência médica diária) .
3.3 O psiquiatra não olhou o CID realmente para justificar a internação.
3.5 - Eu necessitava de tratamento cirúrgico odontológico, e o enfermeiro não permitiu.
3.7 - não fazem desmame de medicamento. Apenas é usada a do Hospital e SUS. A falta de desmame pode causar consequências gravíssimas, como convulção.
3.10 - o processo de vistoria pode ser íntima. No meu caso, não houve, pois gritei para não fazer, mas não sei o que podem ter feito após me sedar.
3.11 - só apareceu uma vez a terapeuta. Mesmo assim, houve agressões visíveis, as que ocorriam no quarto e não houve auxílio psicológico.
CLAUSULA 8 - 8.8 - o pedido por médicos não foi atendido.Logo, não havia possibilidade de atestar a própria lucidez.
claúsula 9 9.9 - há um paradoxo, pois colocam que pode não haver médico e ter um Diretor Técnico, que também não havia.
CLAUSULA 9. 9 - não houve averiguação de bem-estar e segurança. Um idoso foi espancado na minha frente.
CLAUSULA 9 -9.7 não houve em nenhum momento haviso prévio da internação. Foi compulsória, com indivíduo não agressivo.
CLAUSULA 0.11 Houve omissão.
CLAUSULA - 10.3 - o hospital usou do uso de ligação de um paciente para restringir dele a subir de ala.
CLAUSULA 8 - 8.8 parecer: a retirada voluntária da internação foi feita com um indivíduo com infecção, fraco. Entregou o contrato, e mal conseguia ler para assinar.
CLAUSULA 3 -3.3 não havia banheiro independente ou algo do tipo.
CLAUSULA 3.4 -necessidade de cirurgiaa dentária.
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Resposta da empresa
14/07/2026 às 16:41
Prezada,
Em atenção à sua manifestação, esclarecemos que as alegações apresentadas não correspondem aos procedimentos assistenciais, às práticas institucionais ou à infraestrutura desta instituição.
O Hospital atua em estrita observância à legislação vigente, aos princípios éticos e aos protocolos técnicos aplicáveis à assistência em saúde mental, contando com equipe médica e multiprofissional qualificada para prestar atendimento seguro e humanizado. Ressalta-se, ainda, que a instituição está sujeita à fiscalização periódica pelos órgãos competentes, responsáveis por verificar e certificar o cumprimento das normas legais, sanitárias e das condições de assistência e internação.
Por dever legal e ético, não é possível discutir publicamente informações relativas ao atendimento de pacientes ou ao conteúdo de seus prontuários. Contudo, os registros assistenciais da instituição documentam de forma detalhada a assistência prestada e não corroboram as alegações constantes de sua manifestação.
A instituição reafirma seu compromisso com a prestação de assistência ética, segura e pautada na legislação vigente, resguardando, em todas as circunstâncias, a dignidade e os direitos de seus pacientes.
Equipe da Central de Atendimento do HEAL.
Réplica do consumidor
17/07/2026 às 18:16
Prezado(a)s
É alegado que a minha proposição não corresponde ao hospital. Em quais premissas vocês afirmam coisas do tipo? Se, como citado: "o Hospital atua em estrita observância à legislação vigente, aos princípios éticos e aos protocolos técnicos aplicáveis à assistência em saúde mental, contando com equipe médica e multiprofissional qualificada para prestar atendimento seguro e humanizado." Quais são esses órgãos competentes, além da alegação genérica de haver eles e a sua fiscalização?
Além disso, caso, publicamente, essas questões não possam ser discutidas, mas que todos os registros são salvos, o paciente pode, particularmente, ter acesso ao seus prontuários, presumo. E dizem que tudo está exímiamente documentado.
Outrossim, o hospital pode alegar, mediante a esta pergunta, que não comete, de maneira alguma, práticas manicomiais? E, somado meu comentário e as vastas confissões da internet, ala dele, a "Harmonia", onde basicamente o indivíduo fica em um subsolo, está dentro do respeito dos direitos humanos e da ética vigente pelo hospital? Se sim, pode-se seguir provas alegando o contrário, mas caso não haja, realmente acho que o silêncio responde por si mesmo.
Observação: muita gente não reclama do hospital, pois não foram para ala mais hedionda, a "harmonia". A última "camada" de internação. Creio que seja Harmonia 2. Enfim, é a mais precária.