Negligência e Falta de Acolhimento no Atendimento de Emergência em Hospital Estadual de Diadema

Não resolvido
Diadema - SP
12/01/2026 às 09:23
ID: 237362191
Pronto Atendimento Que Não Existe
No dia 11 de janeiro de 2025, compareci ao Hospital Estadual de Diadema em razão de sangramento durante minha gravidez de 6 semanas, buscando atendimento médico de urgência. Encontrei, contudo, uma situação de negligência, falta de acolhimento e possível violação de direitos, especialmente no contexto da saúde da mulher e da gestação.
Aguardei mais de duas horas por atendimento. Durante esse período, na sala de espera, ouvi relatos de diversas pacientes sobre atendimentos desumanizados e situações caracterizadas como violência obstétrica, o que gerou um ambiente de medo e insegurança. Muitas afirmavam permanecer no local por não terem outra alternativa de assistência.
Quando finalmente fui atendida, o atendimento foi precário, sem empatia ou esclarecimentos adequados. O profissional que se apresentou como médico informou que não seria administrado qualquer medicamento com o objetivo de evitar o aborto, apesar do sangramento ativo. Em seguida, foi sugerida minha internação apenas para realização de um ultrassom, sem qualquer garantia de que o exame seria efetivamente realizado, o que demonstra falta de transparência e planejamento assistencial.
Destaco que, no Brasil, o aborto é tipificado como [Editado pelo Reclame Aqui], salvo exceções legais. Diante disso, causa profunda preocupação o fato de não haver qualquer tentativa terapêutica para preservar a gestação, especialmente sem justificativa clínica clara ou registro de contraindicação médica. Tal conduta suscita questionamentos relevantes: a omissão de tratamento destinado a evitar a perda gestacional não pode configurar negligência médica? A ausência deliberada de intervenção não poderia, na prática, contribuir para a interrupção da gravidez?
Essa postura, se adotada de forma sistemática, levanta ainda uma preocupação maior, pois pode ser interpretada como uma prática velada de controle de natalidade, incompatível com os princípios do Sistema Único de Saúde, que preza pela universalidade, integralidade, equidade e respeito à dignidade da pessoa humana.
Ressalto que me encontrava em situação de extrema vulnerabilidade física e emocional e me senti desamparada, desrespeitada e sem orientação adequada, o que caracteriza falha grave na prestação do serviço público de saúde.
Diante do exposto, solicito que os fatos sejam apurados, que a conduta dos profissionais envolvidos seja avaliada, e que sejam adotadas as medidas cabíveis para garantir que outras mulheres não passem pela mesma situação.
Compartilhe
Resposta da empresa
22/01/2026 às 07:19
Sobre a demanda em pauta, conforme descrito em prontuário, a paciente J. S. V. D., com gestação em 1 trimestre, foi atendida no HED no dia 11/01/2026.
Devido ao quadro apresentado, o médico assistente indicou a necessidade de um exame de ultrassonografia, que não estava disponível no fim de semana.
Diante disso, foi orientada a internação da paciente para realização do exame no dia seguinte, mas a família não quis aguardar e optou por deixar o Hospital.
Atenciosamente,
Hospital Estadual de Diadema - SPDM
Consideração final do consumidor
22/01/2026 às 08:37
Ocorre a reclamação, mas a preguiça e tanta que não investiga a conduta do profissional. Continua com o atendimento sem empatia tratando pessoas pior que [Editado pelo Reclame Aqui].
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0