Hospital IGESP Litoral e Trasmontano negam colonoscopia de urgência e criam risco à saúde do paciente.

Respondida
São Vicente - SP
04/09/2026 às 11:53
ID: 258220055
Venho registrar uma reclamação de extrema gravidade sobre o atendimento prestado em 04/09/2026 no Hospital IGESP Litoral (Praia Grande), sob a responsabilidade da operadora Trasmontano, que gerou um risco inaceitável à saúde do paciente e um desgaste físico desumano.
O paciente deu entrada na unidade portando um pedido legítimo de Colonoscopia em caráter de Urgência (marcado com a letra "U"). Seguindo as orientações médicas para o procedimento, o paciente realizou o agressivo preparo intestinal em domicílio no dia anterior utilizando Manitol, encontrando-se em jejum absoluto, debilitado e com o organismo fragilizado pelo esvaziamento gástrico.
A postura do hospital desde a chegada foi de evidente procrastinação e desrespeito ao estado do paciente. Fomos submetidos a um "jogo de empurra" exaustivo pelos andares: fomos encaminhados primeiro ao 7 andar, de lá nos mandaram descer para o 2 andar e, por fim, nos jogaram para o Pronto-Socorro, alegando que o paciente deveria passar por lá primeiro. Durante todo esse trajeto, a guia de exame de urgência foi completamente ignorada pela equipe de triagem e recepção.
Para tentar recusar o atendimento, a equipe do hospital chegou ao absurdo de alegar que o papel de encaminhamento do médico de fora não tinha "validade legal" simplesmente por não conter uma data impressa. Uma afirmação ultrajante, que tenta reduzir o carimbo e o CRM de um médico devidamente registrado a nada, utilizando uma desculpa puramente burocrática para negar socorro a um paciente debilitado.
No Pronto-Socorro, após a realização de exames básicos (sangue, urina e raio-X), a cirurgiã do aparelho digestivo, Dra. Marleany (CRM-SP 195.286), realizou um exame de toque retal. Às 09:50h, a médica emitiu uma alta forçada e entregou um documento por escrito negando a colonoscopia de urgência sob a justificativa de "estabilidade clínica e ausência de sinais de sangramento ativo".
As desculpas para a recusa continuaram em contradições insustentáveis. Tentaram empurrar o paciente para uma consulta com cardiologista na próxima quarta-feira, ignorando que já estávamos com o papel de liberação do cardiologista em mãos. Em seguida, alegaram que, por ser um caso "moderado", o exame exigiria o acompanhamento de um anestesista, mas afirmaram que o hospital não tinha anestesista disponível para acompanhar o procedimento no momento. Essa justificativa cai por terra diante do fato de que havia outras pessoas realizando exatamente o mesmo procedimento no hospital naquele mesmo instante. Como um hospital de pronto-atendimento afirma não ter anestesista para uma urgência enquanto realiza o mesmo exame em outros pacientes?
Para piorar a situação de má-fé, o sistema do hospital gerou um agendamento automático unilateral para o dia 12/09 marcação esta que nunca solicitei ou autorizei. Essa inserção de dados [Editado pelo Reclame Aqui] é uma tentativa nítida de mascarar a negativa do atendimento de urgência imediato, tentando simular que houve um acordo para aguardar uma data eletiva.
A legislação que rege a saúde no Brasil é muito clara: o atendimento e a realização de exames em caráter de urgência e emergência devem ser imediatos, não podendo ser condicionados a agendamentos futuros ou desculpas operacionais, principalmente quando o paciente já foi submetido ao sofrimento de um preparo com Manitol. Mandar um paciente preparado voltar para casa significa obrigá-lo a passar por todo esse risco e sofrimento de reidratação e novo preparo no futuro.
O hospital documentou o próprio erro ao assinar uma alta confirmando que tinha ciência do preparo com Manitol e, ainda assim, optou por negar o exame de urgência por critérios comerciais e justificativas contraditórias. Diante do risco de vida e do sofrimento gerados, exijo um posicionamento imediato e direto da diretoria clínica do IGESP e da Trasmontano para retratação e solução definitiva do caso, antes que as denúncias formalizadas junto à ANS e ao Conselho de Ética Médica tomem proporções administrativas.
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Resposta da empresa
09/09/2026 às 15:44
Prezado Sr. Gustavo, boa tarde!
Me chamo Viviane e faço parte da equipe da Ouvidoria do Hospital IGESP.
Identificamos que nossa ouvidoria entrou em contato para fornecer as devidas orientações e esclarecimentos.
Reiteramos nosso compromisso em prestar todo o suporte necessário, caso precise de assistência adicional no futuro.
Agradecemos a sua manifestação a qual contribui para melhoria dos processos do Hospital.
Sua avaliação é fundamental ao finalizar o atendimento. Para isso, pedimos a gentileza de acessar a sua conta (https://www.reclameaqui.com.br/login/consumidor/), clicar em Minhas Reclamações e avaliar o atendimento prestado.
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