Negativa de acompanhante e falta de humanização no atendimento a criança no Hospital São Camilo

Não respondida
Belo Horizonte - MG
18/12/2025 às 21:18
ID: 235281465
Venho, por meio desta, registrar reclamação formal contra o Hospital São Camilo, em razão da aplicação rígida e desproporcional de sua política interna de acompanhantes, durante o atendimento do meu filho, criança de 4 anos de idade.
Esclareço que entrei sozinha com meu filho no hospital, sem qualquer questionamento inicial. No decorrer do atendimento, diante da sobrecarga física evidente, enviei uma mensagem ao pai da criança, solicitando apenas que entrasse no hospital para me acompanhar, com o objetivo exclusivo de me auxiliar a carregar a criança ou a bolsa, que estava excessivamente pesada.
O pedido foi negado, sob a alegação de que a política do hospital não permite mais de um acompanhante, mesmo diante de uma necessidade concreta, pontual e plenamente justificável.
Ressalto que, para embasar a negativa, foi mencionado que havia verificação por câmeras de monitoramento, apenas para constatar a situação da criança, informação que registro como parte do ocorrido, sem prejuízo do foco principal desta reclamação, que é a falta de razoabilidade e de humanização na aplicação da norma.
Destaco os fatos objetivos:
Trata-se de uma criança de 4 anos, e não de um bebê;
A criança pesa aproximadamente 16 kg;
Eu estava carregando simultaneamente a criança e uma bolsa pesada;
A solicitação foi feita durante o atendimento, por necessidade real;
Ao final do atendimento, meu filho recebeu atendimento necessário,porém saí do hospital com dores intensas na coluna , caracterizando dano físico ao acompanhante.
Na prática, o hospital prestou atendimento adequado à criança, mas não considerou a integridade física e a dignidade do acompanhante, transferindo integralmente à mãe o ônus do cuidado, sem qualquer avaliação individualizada da situação.
Tal conduta contraria princípios fundamentais, especialmente:
A dignidade da pessoa humana;
O direito à proteção integral da criança;
As diretrizes da Política Nacional de Humanização, que orientam a flexibilização de normas quando estas geram sofrimento ou risco;
A necessidade de humanização no atendimento pediátrico.
Políticas internas não podem ser aplicadas de forma automática e inflexível, sobretudo quando geram sofrimento e dano evitável. Cuidar de uma criança implica cuidar também de quem a acompanha.
Diante disso, requeiro:
1. Revisão da política de acompanhantes, com previsão expressa de avaliação individualizada em situações como a relatada;
2. Esclarecimento formal sobre os critérios utilizados na negativa;
3. Orientação e capacitação da equipe quanto aos princípios de humanização e razoabilidade;
4. Resposta formal a esta reclamação, com indicação das providências adotadas.
Aguardo posicionamento e providências.