Reclamação sobre Atendimento de Emergência no Hospital Israelita Albert Sabin - RJ

Reclamação não respondida

Não respondida

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Rio de Janeiro - RJ

27/10/2025 às 15:03

ID: 230215989

Manifestação Formal à Ouvidoria da Amil '
Atendimento no Hospital Israelita Albert Sabin (RJ)

Prezados(as),
Venho, por meio desta, registrar formalmente minha manifestação junto à Amil através da reconhecida plataforma Reclame Aqui, a respeito do atendimento de emergência que recebi no dia 23/10/2025, por volta de 12h30, no Hospital Israelita Albert Sabin, localizado na Rua Professor Gabizo, Rio de Janeiro (RJ), unidade credenciada da rede assistencial Amil Ouro. A admissão'registro na unidade foi feito sob o número *****, e a presente reclamação também consta no protocolo inicial aberto no SAC da Amil sob número *****.

Abaixo, passo a relatar os fatos de forma detalhada:

1. Falha na assepsia pessoal e ambiental: durante a colocação do acesso intravenoso, houve considerável extravasamento de sangue, que escorreu pelo meu braço, sujando também a cadeira e o chão. O procedimento não foi finalizado com a limpeza adequada, e permaneci visivelmente sujo durante toda minha permanencia no hospital, até o momento da retirada do acesso, e alta médica. Não houve qualquer iniciativa da equipe em realizar a assepsia, apesar de minha condição ser claramente visível. Na sequência, me dirigir à saída buscando informações sobre como registrar uma reclamação. Já próximo à recepção, estavam por perto duas funcionárias que se aproximaram ao me ver mostrando o braço sujo de sangue, e se apresentaram como parte da coordenação da enfermagem, e perguntaram se poderiam me ajudar. Depois de ouvirem minha reclamação, me propuseram que eu retornasse para a sala de atendimento para ser adequadamente limpo, o que aceitei. Cabe destacar que a cadeira onde o sangramento havia ocorrido continuava suja. Destaco ainda que ela foi utilizada por outro paciente durante a minha saída deste ambiente para a realização do exame de imagem. Sentei-me ali mais uma vez, sem que qualquer higienização tivesse sido feita desde minha primeira passagem. Uma das coordenadoras realizou então a limpeza do meu braço pessoalmente, e, só nesse momento, quando lhe apontei as manchas de sangue na cadeira e no chão, bem como o registro visual que eu havia feito previamente em meu celular destas mesmas manchas que eu apontava, ela informou que acionaria a equipe de limpeza. No meu entendimento esta é uma falha grave no que tange o protocolo de biossegurança, que não foi seguido em tempo adequado;

2. Exposição repetida à radiação: fui submetido duas vezes ao exame de raio-x, sem qualquer justificativa clara, aparentemente por erro operacional. Fui apenas informado de que seria necessário repetir o procedimento, o que resultou em exposição desnecessária a radiação. Ao comentar o caso com os colaboradores fui informado que esse tipo de ocorrência "era comum";

3. Tempo total de permanência desproporcional e mal gerido: permaneci cerca de quatro horas no hospital sob protocolo de dor torácica. Embora compreenda que tal protocolo exija observação clínica e exames seriados, ressalto que esse tempo foi majoritariamente preenchido por esperas sem explicação e falhas operacionais. Os exames realizados (punção venosa'acesso' apenas uma medicação injetável, enzimas (1x), eletrocardiograma e raio-x) foram relativamente rápidos e, no meu entendimento, não justificariam, por si sós, um tempo tão prolongado de permanência sem comunicação adequada. Ressalto ainda que já passei por atendimentos semelhantes em outras unidades, inclusive em momentos de maior demanda, e o tempo de observação foi significativamente menor;

4. Recusa em fornecer prontuário por meio digital: após sair do hospital, ao solicitar cópia do meu prontuário e dos exames, propus formalizar o pedido por meio eletrônico, com assinatura digital. Fui informado de que o pedido só poderia ser feito presencialmente, e que os documentos seriam liberados apenas sete dias após a solicitação. Essa exigência, além de desproporcional, parece ferir o princípio da eficiência e transparência previsto no art. 6 do CDC, bem como o direito de acesso do paciente aos seus dados pessoais conforme a Resolução CFM n 1.638/2002;

5. Falha na comunicação com a Unidade Hospitalar 24h: diante da recusa em fornecer o prontuário digitalmente, tentei obter orientações por telefone, utilizando o número *****, informado pela Amil como sendo o canal de comunicação desta emergência 24 horas. Não obtive resposta, visto que já estávamos então fora do horário comercial. Após várias tentativas, fui forçado a retornar presencialmente ao hospital por volta das 22h. Mostrei à recepcionista da emergência que eu tentava contato desde as 19h, e também realizei diversas tentativas na frente dela, que confirmou o problema. Ela ainda informou que já haviam ocorrido relatos anteriores de outros pacientes a respeito desta mesma questão;

6. Canal de ouvidoria precário e inacessível: não identifiquei nenhuma forma de contato institucional clara com a Ouvidoria do hospital, exceto por um QR code fixado em uma placa móvel que se encontra na bancada da recepção. Ele redireciona para um número não comercial de WhatsApp *****, que apresenta apenas uma imagem da logo do hospital, sem nenhuma outra identificação institucional, sem números de protocolo. Não identifiquei este numero em absolutamente nenhuma das pesquisas que realizei na web e em outros meios digitais como forma de facilitar o acesso à esta Ouvidoria, o que deveria ser uma premissa para este canal. Como informei anteriormente, me vi obrigado a voltar a unidade, por volta das 22h do mesmo dia, apenas para exercer meu direito de acesso aos dados, pois como relatei o telefone apresentado pela Amil como emergência 24 horas não era comunicável desde as 19hs. Pude então, fisicamente na unidade, ter acesso ao QR code. Considero essa falha grave e contrária aos princípios de transparência e acessibilidade previstos na legislação vigente;

7. Registro audiovisual privativo: realizei registros audiovisuais privativos de partes do atendimento que me envolviam diretamente, sem exposição ou identificação de terceiros. A gravação foi feita exclusivamente para fins pessoais, em ambiente de atendimento individual, o que é compatível com o direito à informação, à segurança e à autodeterminação informativa.

Solicito, portanto:
- Apuração formal e integral de todos os pontos acima;
- Esclarecimentos objetivos sobre a conduta da unidade hospitalar;
- Providências corretivas junto ao hospital credenciado;
- Garantia de fornecimento do prontuário por meio remoto, como previsto em norma;
- Esclarecimento quanto à manutenção da unidade na rede, considerando a ausência de padronização mínima esperada para atendimento de urgência e canal de ouvidoria.

Coloco-me à disposição para qualquer complemento e aguardo retorno formal da Amil, com as devidas medidas e informações.

Agradeço antecipadamente pela atenção e espero que este assunto possa ser analisado com o cuidado habitual da equipe da Amil.

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