Irresponsabilidade e incapacidade Médicas Residentes

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Recife - PE

16/04/2024 às 12:45

ID: 186877665

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Em 30/03/24, sofri um acidente no bairro do Iputinga, devido à a falta de estrutura e desniveis nas calçadas. Diante disto tive que ser encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento UPA24h da Capanga que é administrada pelo hospital Maria Lucinda.
Chegando na unidade de saúde passei mais de 2 horas com sangramento nas partes internas e externas dos lábios e dores insuportável. Máscara, rosto e blusa todos ensanguentado e nada de atendimento. Foi quando voltei a recepção e pedi ajuda a um recepcionista e o mostrei a quantidade de sangue que estava perdendo e tamanho dos cortes. Dai ele colocou-me dentro da enfermaria e pediu para deixar-me numa maca e saiu para buscar um médico para examinar-me e fazer o procedimento de sutura. Depois de uns 20 minutos de espera nesta enfermaria, chegaram quatro médicas acadêmicas sem conhecimento algum de como realizar o procedimento de sutura e uma enfermeira que passou pela sala as informou que elas não podiam realizar nenhum procedimento sem a presença do médico responsável pela unidade e por elas. Mesmo ciente uma das três médicas queria porque queria fazer o tal procedimento e ficou a perguntar as outras três residentes que tipo e numeração de nylon usaria, qual anestesia a ser administrada? Nenhumas destas sabiam. Foi quando esta resolveu meter a cara e fazer mesmo sem conhecimento. A residente sem sabia como injetar a anestesia na parte interna dos lábios e pediu para que outra residente puxasse meus lábios para fora. Feito toda sutura da parte interna, começou a parte externa e ao introduzir a agulha ela foi muito invasiva e eu gritei pois não estava anestesiado o local. Dai ela aplicou anestesia e continuou o procedimento que deveria seu subcutâneo foi literalmente profundo para entrada da agulha e pontos. Tudo isso sem fazer uma assepsia no local dos ferimentos. Quando elas estavam finalizando o procedimento o médico, um senhor de meia idade, altura mediana, magro que estava atendendo neste dia na sala de numeração 6. Ao entrar na enfermaria e ver que já estavam finalizando o procedimento ele disse que era para terem esperado por ele e que cometeram uma arbitragem e que não iria se responsabilizar por nada e saiu da sala. Fizeram a lambança e saíram da sala deixando-me sozinha. Foi quando eu sem nem poder falar direito, murmurei solicitando uma máscara a elas e negsram e saíram. Uma das residentes voltou e tirou de seu jaleco uma máscara embalada e deu-me e ainda teve a compaixão de dizer que eu estava toda melada de sangue. Ela pegou uma gase e limpou meu rosto para poder colocar a máscara.
Tive que voltar à recepção e aguardar no painel para ser chamada a uma sala para receituário. Como já fazia mais de uma hora e nada de ser chamada, voltei a recepção e chamei o mesmo rapaz e o comuniquei que a anestesia já estava passando e estava com muita dor e precisava de alguma medicação para ser tomada lá e receita médica para medicação diária.
O recepcionista levou-me até a sala 6 onde estava o médico responsável pela unidade e o mesmo voltou a dizer que não ia atender-me pois não acompanhou meu procedimento e não iria por seu nome em algo que não presenciou. Dai tive que aguardar horas de espera com dores insuportáveis e chorava feito criança pela tal intensidade. Foi quando entrei em uma sala e pedi a médica que atendia nesta para receitar-me algo pois não aguentava mai. Ela receitou duas medicações injetáveis para tomar lá mesmo e receitou Ibuprofeno e Dipirona para uso em casa. Medicação essa que de nada adiantou, pois Ibuprofeno não serve para este tipo de trauma.
Tive que ir a minha unidade de saúde e solicitar a minha dentista uma consulta de urgência e mostrei o quanto estava inflamado e eu sem poder alimentar-me por dois dias devido às dores.
Após ser receitado medicações corretas , antiinflamatorios e uma anti-séptico para higienização do local, a inflamação e pontos foram secando.
Com 10 dias após a sutura, apenas parte dos pontos foram retirados. Os que foram invasivos continuaram inflamados e com muita dificuldade para serem retirados.
O tal procedimento realizado pela UPA da Caxanga deixou-me com sequelas. A metade dos meus lábios estão com dormência, dores e se formou uma bola tanto na parte interna como externa dos lábios que dificultam a minha fala, fechar a boca totalmente, ficou deformada sem falar na dor que venho sentindo mesmo 72 dias após todo procedimento e isso não é normal.
O hospital Maria Lucinda que é o responsável pela unidade da Caxanga como também a própria unidade tem que se pronunciar e tomar todas medidas cabíveis para recuperação total dos movimentos dos meus lábios, como também estética e sessar as dores.

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Resposta da empresa

25/04/2024 às 13:28

Prezada,
Após recebida denúncia, realizada investigação de atendimento em unidade. Constatado que data mencionada em denúncia incompatível com data de atendimento em unidade, bem como descrição de prontuário e de equipe diferir de relato, quando paciente atendida e com procedimento realizado por equipe médica da unidade, sendo devidamente avaliada e orientada.
No mais, fico a disposição para maiores esclarecimentos, sem exposição de detalhes que venham a desrespeitar o CEM e a LGPD.
Atenciosamente,

Amandha Cruz - Direção Médica da UPA Caxangá

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