Descaso e falta de empatia no atendimento a gestante no Hospital São Lucas

Não respondida
Santos - SP
12/01/2026 às 20:49
ID: 237463163
Estou gestante e, no dia de hoje, me dirigi ao Hospital São Lucas de Santos após apresentar pressão arterial abaixo do meu habitual. Cheguei por volta das 9h30, passei pela triagem e relatei meus sintomas. Já nesse primeiro momento, percebi uma postura de questionamento por parte da enfermeira, como se houvesse desconfiança em relação ao que eu estava descrevendo.
Eu estava com muita fraqueza e visão turva. Diante do calor excessivo, próximo de 40 C, relatei também episódios de falta de ar. Na noite anterior, tive um episódio de vômito muito intenso. Ao ser atendida pela médica, repeti exatamente os mesmos sintomas. Novamente, senti uma falta de legitimação do meu relato, embora a médica tenha informado que o quadro era compatível com desidratação.
Foi prescrita a administração de três bolsas de soro com medicação. Além disso, foram solicitados dois exames urina e hemograma mesmo sem eu apresentar sintomas ou relatos compatíveis com infecção. Os exames foram realizados e a medicação administrada, porém todo o processo levou quase seis horas.
Durante esse período, permaneci desidratada, sob efeito de medicações fortes que causam intensa sonolência, sentada na única cadeira disponível, já que a sala de medicação conta apenas com duas poltronas. Em determinado momento, me ofereceram uma cadeira de rodas extremamente desconfortável para que o restante das medicações fosse administrado. Enquanto isso, a médica circulava pelo corredor com café, aparentando não ter urgência em atender as gestantes que também aguardavam atendimento.
Considero a situação um total desrespeito e descaso. Apenas quem paga um plano de saúde particular sabe o esforço necessário para manter esse privilégio, e ainda assim ser tratada com desdém, enfrentando quase seis horas de espera apenas para receber soro e medicação em um hospital renomado na área de maternidade.
No final do atendimento, a médica que realizou minha liberação não era a mesma que havia me atendido inicialmente e sequer havia consultado os exames realizados. Somente após eu alertar que havia exames no prontuário, ela respondeu: Ah, está tudo normal. Isso reforça a impressão de que os exames são solicitados não por real preocupação com o paciente, mas para gerar cobrança ao convênio que, no meu caso, é ainda mais oneroso por ser um plano com coparticipação.
Se eu tivesse sido informada previamente sobre a solicitação dos exames, teria apresentado um hemograma realizado há apenas uma semana, evitando uma coleta desnecessária. Especialmente considerando que, ao final, o exame sequer foi analisado de forma espontânea pela médica.
Ressalto que meu convênio oferece a opção de teleconsulta, modalidade na qual sempre fui bem atendida. Se meu objetivo fosse apenas obter um atestado, como aparentemente foi sugerido, eu teria permanecido no conforto da minha casa. Procurei o pronto atendimento porque realmente precisava de orientação médica presencial diante do mal-estar que estava sentindo.
Dessa forma, deixo registrada minha reclamação quanto à falta de acolhimento, profissionalismo e empatia no atendimento recebido, bem como à postura ríspida adotada com os pacientes. Esse cuidado deveria ser ainda maior na ala destinada a gestantes.