Mais de 24h em emergência: grave falha no atendimento em hospital particular, com desorganização, descaso e risco ao paciente.

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Rio de Janeiro - RJ
01/04/2026 às 14:21
ID: 244935097
Venho por meio desta registrar minha insatisfação com o atendimento prestado na emergência do hospital. Minha mãe deu entrada após uma queda grave, com impacto direto no rosto e tórax, apresentando braço imóvel, escoriações, inchaços, sangramento nasal, boca machucada, além de sintomas como falta de ar, sonolência, tontura, dor de cabeça e dores intensas. Mesmo diante desse quadro, aguardamos aproximadamente 1 hora para a triagem. Após a classificação como urgência, ela foi encaminhada para a enfermaria, onde deveria receber atendimento rápido, o que não aconteceu. A médica permaneceu cerca de 40 minutos sem prestar atendimento, priorizando o uso do computador, enquanto minha mãe seguia com sangramento ativo e dor. Foi solicitado exame de tomografia, porém não houve solicitação de exame para o braço, sob a justificativa de não ser especialidade da médica. Fomos obrigadas a enfrentar novo fluxo de atendimento para passar pelo ortopedista, evidenciando total falta de integração entre as equipes, o que é inadmissível em um cenário de urgência. Após atendimento ortopédico, foi constatado que não havia fratura, sendo indicada tipoia e liberação. Em seguida, realizamos as tomografias, com 40 minutos de espera para realização e mais 2h30 para resultado. Posteriormente, aguardamos mais 40 minutos para avaliação médica, já com troca de plantão. Nesse momento, foi indicada internação, porém fomos informadas de que o hospital não realiza internação, sendo necessária transferência para outra unidade, mesmo sem agravamento do quadro que justificasse tal conduta. Passamos mais de 24 horas no hospital, sem definição clara. Houve total desorganização e falha de comunicação entre as equipes, pois os profissionais não sabiam quem havia solicitado a internação, não tinham clareza sobre o estado clínico da paciente, os exames não foram devidamente avaliados por todos os médicos e havia divergência de informações entre os plantões. Além disso, a transferência sugerida seria para locais distantes (Niterói ou Zona Sul), sem qualquer consideração pela condição da paciente ou logística familiar, sendo que, ao final, foi informado que a transferência seria apenas para observação, sem novos exames o que torna a decisão ainda mais incoerente. Diante da falta de resolução, fui obrigada a assinar um termo para liberar minha mãe, após mais de 24 horas de permanência no hospital, sem conduta clara e com atendimento desorganizado. Como agravante, posteriormente identificamos que minha mãe apresentava quadro de anemia leve, o que não foi sequer mencionado ou avaliado pela equipe médica. Ressalto que se trata de um hospital particular, onde se espera no mínimo organização, agilidade e qualidade no atendimento o que não ocorreu. Infelizmente, essa não é a primeira experiência negativa na emergência, onde atendimentos chegam a ultrapassar 10 horas de espera, o que demonstra um padrão recorrente de ineficiência. E conclusão, o atendimento já é marcado por demora excessiva, falta de comunicação entre especialidades, desorganização interna e condutas questionáveis, colocando em risco o bem estar do paciente. Aguardo posicionamento e providências.