Hospital Memorial Star, negligência e [Editado pelo Reclame Aqui].

Não resolvido
Recife - PE
23/07/2025 às 13:23
ID: 222564555
Este é o relato das minhas duas irmãs sobre o tratamento dado a nossa mãe no dia 05/06/2025 no Hospital Memorial Star em que resultou em sua [Editado pelo Reclame Aqui]. Entrei em contato com a ouvidoria que informou que me responderia em 5 dias úteis, o que não ocorreu.
Primeiro relato:
Após consulta médica com Dra *****, oncologista responsável por mamãe, a paciente *****, a mesma a encaminhou imediatamente para internamento no Memorial Star, diante do forte quadro de dores no peito, no maxilar e também de cabeça, além de cansaço e crises intensas de tosse.
Porém, a grande agonia e exaustão decorria da dor e do desconforto intenso decorrentes da tosse ininterrupta.
Fomos prontamente atendidos pela emergência deste hospital, onde a paciente fez exames de sangue, tomou medicações analgésicas na veia, entre elas o Tramal, e fez algumas nebulizações com Aerolin em intervalos de 20 minutos, enquanto aguardávamos a transferência para a UTI.
O teste nasal de COVID e as tomografias solicitadas, mamãe não estava em condições de fazer, de modo que pedimos que fossem realizados em outro momento, quando as dores e demais desconfortos fossem sendo amenizados pela medicação. Concordaram.
A chegada ao quarto 920 da UTI, deve ter ocorrido entre 13 e 14 hs, lá foi feita mais uma vez a anamnese, onde ela pedia sempre a urgência para o alívio da dor e da tosse, diante de tamanha exaustão.
Um assistente ( ou médico, não sei) falou que infelizmente, não existia uma medicação supressora para as crises de tosse, que somente a contenção do processo infeccioso com um todo poderia trazer o alívio da tosse.
Porém, entre a anamnese e a aplicação da medicação prescrita transcorreram horas de muita agonia. Fato que nos causou bastante indignação diante de um quadro de tamanho desconforto e urgência.
Questionamos por diversas vezes a demora na aplicação de um analgésico mais forte, de um paliativo para as crises de tosse e da iniciação do antibiótico, que já haviam sido prescritos, mas não realizados.
A assistente do quarto justificava tratar-se das demoras comuns decorrentes da logística hospitalar, (pedido à farmácia, encaminhamento, separação da dosagem, etc..).
Perguntei também se mamãe não deveria estar no soro, já que havia tido 10 episódios de diarreias no dia anterior, e ainda não havia se alimentado.
A assistente falou que eu deveria tratar isso com a médica plantonista, pedi então para chamá-la, ela não estava no andar no momento.
Aguardamos..
Passado mais um tempo (ao que um paciente em agonia não deveria ser submetido), retornou a médica.
Diante dos questionamentos quanto ao soro, não deu muita importância, mas nos disse que ainda seria feito o acesso para a medicação venosa, e reforçou que ela deveria se hidratar normalmente por via oral.
Quando então, as enfermeiras chegaram para este procedimento, deveria ser umas 16 hs, não tenho certeza, tiveram muita dificuldade de achar a veia, e quando conseguiam, ao iniciar a medicação, o acesso saia do lugar (isso aconteceu também no atendimento da emergência).
Tentaram umas 5 ou 6 vezes, trocaram os tamanhos das agulhas, mas não obtiveram êxito. Então, desistiram e nos falaram que viria uma outra pessoa mais experiente para tentar.
Então, mais demora .
Passado uns quarenta ou cinquenta minutos, não tenho exata precisão, chamei novamente a enfermeira assistente para questionar o tempo de espera diante da agonia crescente da paciente.
Me falou que a pessoa estava em outro procedimento e que viria quando terminasse. Que era apenas uma enfermeira e não podia fazer nada quanto à agilização de que tanto reclamávamos.
Neste momento, mamãe quis ser transferida para outro hospital. Sendo evidente que ela não teria condição nenhuma de sair naquele estado, perguntei quem poderia fazer alguma coisa, se havia algum superior a quem pudéssemos exigir pressa, afinal estávamos numa UTI, o que pressupõe um pronto atendimento necessário!
Ela me respondeu que essa pessoa seria a enfermeira chefe. Pedi p chamá-la.
Mas essa superior não compareceu, retornaram ao quarto as mesmas enfermeiras de antes, dizendo que tentariam o acesso mais uma vez.
Quando enfim conseguiram pegar o aceso e a medicação foi iniciada, já deveria ser 17 ou 17:30hs!
*****
Segundo relato:
Cheguei ao hospital por volta das 17:30, mamãe estava no ATB, sem hidratação venosa, dispneica e com muita dor. Logo após minha chegada, ela foi avaliada por dois médicos, recebeu a visita também da enfermeira e solicitei um remédio para dor, pois mamãe relatava que a dor era insuportável. Após a comunicação com Dra *****, foi feito morfina e até ela falecer teve mais duas administrações de morfina, pois ela não apresentava melhora da dor. Teve visita dos fisioterapeutas, onde fizeram o ajuste do oxigênio para melhorar a saturação dela, que já estava oscilando muito. Ela evoluiu com expectoração com presença de sangue e a partir disso, ela foi transferida para outro leito onde a equipe poderia monitorar mais de perto. Foram tomadas várias medidas até decidir pela intubação e todas as medidas eram comunicadas a mim. O médico também conversou com minha filha, que é médica, a respeito da indicação de intubar.
Conseguir o acesso de mamãe foi muito difícil, pois segundo a equipe me informou ela estava desidratada. Enfim, os eventos que se sucederam eu não estava presente, digo nos momentos de parada cardíaca.
Após a minha chegada, diferente do que transcorreu no plantão da tarde, considerei o atendimento à mamãe muito adequado, estiveram sempre presentes e me informando das intervenções.
*****
Compartilhe
Resposta da empresa
02/08/2025 às 12:15
Prezado. Sr. Rogério, boa tarde!
Esclarecemos que foram realizadas tentativas de contato com os telefones informados na reclamação, porém sem sucesso. Diante disso, colocamos à sua disposição a Central de Atendimento da Ouvidoria Corporativa através do telefone ************** de segunda a sexta das 8h às 18h para que sejam prestados os esclarecimentos necessários.
Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr São Luiz.
Réplica do consumidor
02/08/2025 às 12:30
À
Ouvidoria Rede DOr São Luiz.
Se eu fiz a reclamação por escrito, gostaria de recebê-la pelo mesmo meio. Se eu quisesse por telefone eu teria ligado.
Consideração final do consumidor
18/08/2025 às 09:59
O Hospital não respondeu no prazo estabelecido por ele mesmo na ouvidoria e não respondeu no Reclame Aqui. A ideia do Reclame Aqui é expor a reclamação e resposta da empresa reclamada.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0