Atendimento inadequado, negligência e desrespeito no Hospital Metropolitana de Belém

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Benevides - PA
24/09/2025 às 17:41
ID: 227737503
Venho, por meio desta, registrar minha profunda insatisfação e indignação com o atendimento recebido no Hospital Metropolitana de Belém, onde estive acompanhado de minha mãe, idosa, em busca de atendimento médico. O que deveria ser um momento de cuidado, acolhimento e atenção, infelizmente se transformou em um cenário de descaso, desorganização e total falta de respeito com o paciente e seus familiares.
Desde o momento em que chegamos ao hospital, já foi possível perceber a falta de comunicação entre os próprios funcionários. Cada um fornece informações diferentes, muitas vezes contraditórias, o que gera insegurança e atrapalha o andamento do atendimento. Em uma instituição de saúde, onde a vida das pessoas está em jogo, esse tipo de falha organizacional é grave e inaceitável.
Um dos problemas mais sérios enfrentados foi em relação à emissão de atestado médico. Mesmo explicando a necessidade do documento para justificar minha ausência no trabalho e cumprir com minhas obrigações profissionais, encontrei resistência e descaso por parte dos funcionários. Isso me fez perder tempo, me expôs a constrangimentos e ainda comprometeu minha vida profissional, como se o direito ao atestado fosse um favor e não uma obrigação ética do hospital. Ninguém deveria ser humilhado ou colocado em situação de súplica apenas para obter um papel que é um direito do paciente ou acompanhante.
Outro ponto gravíssimo foi a negligência no cuidado com minha mãe. Uma idosa que deveria ter recebido atenção especial ficou por mais de 12 horas sem sequer ter sua pressão aferida. O mínimo esperado seria um acompanhamento básico, ainda mais considerando a idade e a vulnerabilidade de uma pessoa idosa. A demora e a falta de monitoramento colocam a saúde dela em risco e demonstram o quanto o atendimento básico foi negligenciado.
Diante da omissão, precisei ser mais firme e até um pouco rude para conseguir que minha mãe fosse vista. Não é aceitável que um familiar precise implorar ou discutir para que um paciente seja atendido com dignidade. Essa situação, além de desgastante, é desumana e vai contra qualquer princípio de ética médica ou humanização da saúde.
Também não posso deixar de relatar a forma grosseira e mal-educada como alguns enfermeiros e técnicos se dirigem aos pacientes e acompanhantes. Muitas vezes, nos sentimos tratados como incômodos, como números ou até como animais, sem o mínimo de cordialidade. Esse tipo de postura, além de desrespeitosa, demonstra a falta de preparo emocional e profissional para lidar com pessoas em situação de vulnerabilidade. O hospital deveria ser um espaço de acolhimento, empatia e cuidado, mas o que encontrei foi o oposto: frieza, descaso e desumanidade.
Minha maior preocupação é que este não seja um caso isolado. Se isso aconteceu com minha mãe, certamente já aconteceu e continua acontecendo com outros idosos e pacientes que dependem desse hospital. O que vivi não é apenas uma falha pontual, mas reflexo de uma falta de gestão, treinamento e fiscalização sobre os profissionais e os procedimentos da instituição.
Por isso, exijo providências urgentes. Solicito que este relato seja levado a sério pela administração do hospital e que sejam tomadas medidas imediatas para corrigir essas falhas, desde a capacitação da equipe até a revisão dos protocolos de atendimento e comunicação. Nenhum paciente ou familiar deve passar pelo que passamos.
Reforço que hospitais existem para salvar vidas, cuidar de pessoas e oferecer acolhimento. Não para humilhar, desrespeitar ou tratar de forma negligente quem mais precisa.