Reclamação sobre assistência hospitalar durante internação e parto

Não resolvido
Guarujá - SP
29/06/2026 às 02:25
ID: 252579277
SOLICITAÇÃO DE APURAÇÃO DOS FATOS OCORRIDOS DURANTE A INTERNAÇÃO DE LARA E DO NASCIMENTO DE SOPHIA
À Diretoria do Hospital Mont Serrat,
Venho, por meio desta manifestação, registrar formalmente minha profunda insatisfação com a assistência prestada durante a internação de minha esposa, Lara, ocorrida entre os dias 24 e 29 de junho de 2026, ocasião em que nasceu nossa filha, Sophia.
Escrevo esta manifestação não movido por emoção momentânea, mas pelo entendimento de que diversos acontecimentos ocorridos durante esses dias merecem ser cuidadosamente analisados pela instituição.
Nosso objetivo não é responsabilizar previamente qualquer profissional, tampouco desconsiderar o empenho daqueles que nos atenderam com dedicação. Entretanto, entendemos que a sucessão de acontecimentos vivenciados revela falhas assistenciais, operacionais, estruturais e de comunicação que precisam ser apuradas e corrigidas para que outras famílias não passem pela mesma experiência.
1. Internação
No dia 24 de junho de 2026, por volta das 10 horas, minha esposa foi encaminhada ao Hospital Mont Serrat por seu obstetra em razão do aumento de sua pressão arterial, sendo indicada a antecipação do parto.
Na chegada foi realizado exame de cardiotocografia para avaliação do bem-estar fetal.
Segundo as informações recebidas pela equipe, os batimentos cardíacos da bebê encontravam-se preservados naquele momento.
Ainda assim, foi definida a tentativa de parto normal mediante indução medicamentosa.
A internação ocorreu aproximadamente às 16 horas, iniciando-se a primeira aplicação do medicamento às 17 horas, repetindo-se novas aplicações em intervalos aproximados de seis horas durante os dias 24 e 25 de junho.
Gostaríamos de compreender quais critérios clínicos fundamentaram a manutenção da indução por aproximadamente dois dias e a posterior necessidade de conversão para cesariana de urgência.
2. Cesariana
Após novo exame de cardiotocografia, fomos informados de que houve aumento importante da frequência cardíaca fetal, motivo pelo qual a equipe decidiu interromper imediatamente a indução e realizar cesariana de urgência.
Nossa filha Sophia nasceu às 00h07 do dia 26 de junho de 2026.
Durante o procedimento ocorreu uma situação extremamente preocupante para nossa família.
Mesmo após a administração da anestesia, minha esposa passou a relatar que estava sentindo dor.
A equipe então perguntou se ela conseguia movimentar as pernas e ela respondeu positivamente, demonstrando conseguir movê-las.
Apesar disso, a cirurgia prosseguiu.
Solicitamos esclarecimentos acerca da avaliação anestésica realizada naquele momento, das medidas adotadas pela equipe e dos registros constantes no prontuário.
3. Episódio envolvendo a recém-nascida
Na madrugada do dia 27 de junho, por volta de 00h10, ocorreu um episódio extremamente angustiante.
Minha esposa relatou que havia sonhado que ela própria estava caindo. Desde o nascimento da nossa filha, ela demonstrava grande preocupação em permanecer acordada para garantir que nada acontecesse com a bebê enquanto estivesse no quarto.
Logo após despertar, bastante assustada, informou que Sophia havia caído.
Diante dessa informação, a equipe hospitalar prontamente adotou os protocolos de segurança e encaminhou nossa filha para avaliação médica.
Foram realizados exames, incluindo tomografia computadorizada e avaliação neurológica.
Felizmente, os exames não identificaram qualquer trauma, fratura ou lesão neurológica.
Sophia permaneceu aproximadamente oito horas em observação na UTI Neonatal, retornando posteriormente ao quarto.
Ressalto que a hipótese de que esse episódio possa ter relação com um estado de extrema exaustão física e emocional da mãe é uma percepção exclusivamente minha, decorrente de tudo o que vivenciamos durante a internação, e não uma conclusão médica.
Entendemos, contudo, que essa possibilidade merece ser considerada pela instituição durante a análise do caso, especialmente diante das condições vivenciadas pela paciente ao longo dos dias anteriores.
4. Avaliação pelo neurocirurgião
Após o retorno ao quarto, fomos informados pela equipe da UTI Neonatal de que seria importante uma avaliação por neurocirurgião para reforçar a segurança clínica da recém-nascida.
Entretanto, transcorrido o período informado, fomos comunicados pela enfermeira supervisora Isabela de que o especialista não compareceria porque era domingo.
Essa informação gerou enorme insegurança para nossa família.
Ao mesmo tempo, minha esposa recebeu alta hospitalar enquanto nossa filha permanecia internada.
Foi informado que ela poderia permanecer ao lado da bebê, porém deveria comprar seus próprios medicamentos, pois já não era mais considerada paciente internada.
Entendemos que essa situação impôs à mãe, em pleno puerpério imediato, um desgaste físico, emocional e financeiro completamente evitável.
5. Situação do acompanhante
Diante da permanência de nossa filha internada, retornei ao hospital no domingo, recebi regularmente a identificação como acompanhante da recém-nascida e permaneci ao lado da minha família.
Na madrugada de segunda-feira, aproximadamente à 1 hora da manhã, fui abordado pelo segurança Samuel Ramos Amaral, que solicitou minha retirada do quarto sob a justificativa de que o protocolo permitia apenas um acompanhante por paciente.
Expliquei que minha esposa já havia recebido alta hospitalar e que nossa filha permanecia internada, razão pela qual minha permanência era fundamental para prestar suporte à mãe e à recém-nascida.
A abordagem ocorreu em um momento de extrema fragilidade emocional e causou profundo constrangimento.
6. Condições da internação
Durante toda a permanência no hospital observamos situações que entendemos incompatíveis com a assistência esperada em uma maternidade.
Entre elas:
* refeições frequentemente servidas frias;
* alimentação considerada inadequada para uma paciente em puerpério, composta, em diversas ocasiões, por frango sem preparo adequado, gelatina extremamente diluída, ausência de frutas, café da manhã restrito a bolachas de água e sal e ceia limitada a chá com bolachas;
* demora excessiva para fornecimento de água, sendo necessário solicitar repetidas vezes;
* quarto compartilhado com visitantes apresentando tosse persistente durante longos períodos;
* permanência de visitantes realizando refeições e conversando por horas, impedindo o descanso da paciente;
* solicitações de mudança de quarto não atendidas;
* equipe demonstrando insegurança e desconhecimento de fluxos internos, inclusive quanto ao encaminhamento de pacientes e localização de materiais;
* percepção de falta de treinamento operacional em diversos setores;
* informação de que o hospital ainda não realiza aplicação da vacina BCG;
* ausência da realização do teste do pezinho durante a internação.
Embora cada uma dessas situações possa parecer pequena quando analisada isoladamente, juntas elas contribuíram para um ambiente de extremo desgaste físico e emocional em um momento que deveria ser marcado por acolhimento, segurança e tranquilidade.
7. Considerações finais
Entendemos que a assistência em saúde vai muito além da realização correta de procedimentos médicos.
Ela também envolve acolhimento, comunicação eficiente, respeito à dignidade da paciente, segurança do recém-nascido, condições adequadas de recuperação e cumprimento dos protocolos assistenciais.
Solicitamos que esta manifestação seja analisada considerando todo o contexto da internação, e não apenas os acontecimentos isolados.
Requeremos que sejam avaliados os prontuários médicos, registros de enfermagem, registros anestésicos, protocolos assistenciais adotados, escalas das equipes envolvidas e, caso existam, as imagens do sistema interno de monitoramento.
Solicitamos, ainda, resposta formal e individualizada para cada um dos pontos apresentados.
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Resposta da empresa
01/07/2026 às 10:21
Prezado Sr. Marllon,
Recebemos sua manifestação e agradecemos por compartilhar conosco suas preocupações e percepções sobre a internação de sua esposa e o nascimento de sua filha, Sophia.
Compreendemos que o período que envolve a gestação, o parto e os primeiros dias de vida de um recém-nascido é marcado por grande expectativa, sensibilidade emocional e preocupação por parte da família. Por esse motivo, valorizamos toda manifestação recebida, pois ela nos permite prestar os esclarecimentos cabíveis e reforçar nosso compromisso com a segurança e a qualidade assistencial.
Em relação ao episódio envolvendo a recém-nascida Sophia, esclarecemos que foi a própria mãe quem relatou à equipe assistencial que a criança teria caído durante o manejo para amamentação. Diante dessa informação, todas as medidas previstas nos protocolos institucionais de segurança e assistência neonatal foram imediatamente adotadas.
A recém-nascida foi prontamente avaliada pela equipe médica, submetida aos exames considerados necessários para investigação do evento, incluindo tomografia computadorizada, e permaneceu em observação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal pelo período clinicamente indicado. Durante todo o processo, recebeu acompanhamento multiprofissional contínuo, seguindo rigorosamente os fluxos assistenciais estabelecidos pela instituição para situações dessa natureza.
Esclarecemos ainda que a avaliação especializada em neurocirurgia foi realizada dentro do prazo definido pela equipe assistencial responsável, conforme a indicação clínica do caso e os protocolos adotados pelo hospital. Não foram identificadas alterações que demandassem intervenções adicionais, tendo toda a condução do caso ocorrido de acordo com os critérios técnicos e assistenciais aplicáveis.
Quanto aos questionamentos relacionados à internação obstétrica, condução do trabalho de parto, indicação de cesariana, avaliação anestésica, registros médicos, prontuário da paciente e demais informações referentes à assistência prestada à Sra. Lara, informamos que tais dados são protegidos pela legislação vigente. Dessa forma, esclarecimentos, acesso a prontuários, documentos médicos e informações assistenciais somente poderão ser solicitados pela própria paciente ou por representante legal devidamente constituído, observados os procedimentos legais aplicáveis.
Em relação à acomodação disponibilizada durante a internação, esclarecemos que esta ocorreu em conformidade com a cobertura e o padrão de acomodação previstos na categoria do plano de saúde contratado, não tendo sido identificada qualquer irregularidade nesse aspecto.
Da mesma forma, os processos relacionados à permanência hospitalar, à alta da paciente e à assistência prestada à recém-nascida foram conduzidos conforme critérios médicos, assistenciais e administrativos aplicáveis ao caso, em observância aos protocolos institucionais e às normas vigentes.
Quanto à permanência de acompanhantes, a instituição segue protocolos assistenciais e normas internas que regulamentam o acesso e a permanência de acompanhantes nas unidades de internação, observando critérios de segurança, organização assistencial e identificação do paciente internado. No período mencionado, a acompanhante vinculada à recém-nascida era sua mãe, razão pela qual as orientações fornecidas pela equipe seguiram os protocolos institucionais aplicáveis à situação.
Reafirmamos que o Hospital permanece comprometido com a assistência segura, humanizada e baseada em critérios técnicos, buscando sempre oferecer acolhimento, cuidado e suporte aos pacientes e seus familiares em momentos tão significativos de suas vidas.
Agradecemos seu contato e permanecemos à disposição pelos canais do hospital para os esclarecimentos que possam ser prestados dentro dos limites éticos e legais aplicáveis.
Atenciosamente,
Hospital Mont Serrat
Consideração final do consumidor
01/07/2026 às 11:29
Hospital não humanizado!
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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