Reclamação sobre atendimento prestado ao paciente idoso no ***** Osasco

Não respondida
São Paulo - SP
05/08/2026 às 06:31
ID: 255647187
Venho, por meio desta, registrar uma reclamação formal referente ao atendimento prestado ao meu pai no *****, em Osasco.
No dia 01/08/2026, meu pai, pessoa idosa, sofreu um grave acidente doméstico ao realizar a poda de uma árvore em sua residência. Durante o procedimento, caiu da árvore e sofreu múltiplas lesões. O SAMU realizou prontamente o atendimento e o encaminhou ao *****, onde permanece internado no setor de emergência até a presente data.
Os exames realizados identificaram um pequeno coágulo na cabeça, sem sangramento ativo no momento, fraturas em costelas e no esterno, além de lesões na região cervical, exigindo acompanhamento especializado e cuidados contínuos.
Entretanto, durante o período de internação, nossa família constatou diversas situações que geram grande preocupação quanto à qualidade da *****.
No dia 02/08/2026, minha irmã esteve no hospital para visitá-lo e encontrou a emergência em situação de superlotação, com o setor em reforma, sem qualquer privacidade entre os leitos, uma vez que não havia cortinas ou divisórias para resguardar os pacientes. Além disso, foi atendida por uma pessoa que se apresentou como médico, porém estava vestindo roupa preta e exalava forte odor de álcool, fato que causou extrema insegurança à família.
Na data de hoje, durante minha visita, constatei que meu pai se encontrava bastante debilitado e, aparentemente, sem os devidos cuidados de higiene, indicando que o banho no leito não vinha sendo realizado adequadamente. Essa situação aumenta significativamente o risco de infecções hospitalares e compromete sua dignidade, especialmente considerando sua idade e estado clínico.
Também observei a aparente ausência de medidas preventivas contra trombose venosa profunda, apesar de ele permanecer acamado há vários dias e com mobilidade extremamente limitada em razão das lesões. Não foi possível verificar a utilização de meias de compressão ou a administração de medicação profilática, o que aumenta ainda mais nossa preocupação.
Outro fato grave ocorreu durante a tentativa de obter informações sobre o quadro clínico. O médico que realizou o atendimento não se apresentou, não estava com o prontuário do paciente em mãos e inicialmente forneceu informações referentes a outro paciente. Somente após ser questionado é que consultou outro médico, reconheceu o equívoco e pediu desculpas. Tal situação demonstra evidente falta de organização, despreparo e insegurança na prestação das informações aos familiares.
Ao questionar sobre a possibilidade de transferência para outro hospital com maior suporte, fui informado de que aguardavam o parecer de um neurocirurgião externo, responsável por avaliar os exames de imagem e definir se haveria necessidade de intervenção cirúrgica. Contudo, já se passaram vários dias desde a internação e, até o momento, não houve qualquer retorno ou definição, mantendo o paciente em um quadro de espera incompatível com a gravidade de suas lesões.
Ressalto que meu pai é idoso, razão pela qual possui prioridade legal no acesso à assistência à saúde, conforme previsto no Estatuto da ***** (Lei n 10.741/2003), que assegura atendimento integral, digno, humanizado e prioritário.
Diante dos fatos relatados, solicito que a Ouvidoria apure com urgência as irregularidades apontadas, esclareça as condutas adotadas pela equipe médica e assistencial, informe o motivo da demora na avaliação neurocirúrgica e na eventual transferência, bem como adote as providências necessárias para garantir que meu pai receba atendimento adequado, seguro, humanizado e compatível com seu estado de saúde.
A gravidade da situação exige resposta e providências imediatas, considerando os riscos decorrentes da permanência prolongada na emergência e a vulnerabilidade do paciente.
Aguardo retorno com a máxima urgência.