Falha na prestação de serviço de saúde: fratura, cancelamento de cirurgia, e condições precárias no hospital

Em réplica
Cotia - SP
30/04/2026 às 17:16
ID: 247414583
Venho, por meio desta, formalizar uma reclamação referente ao atendimento prestado à minha mãe, que sofreu uma fratura na perna na quinta-feira, dia 23/04/2026.
Na ocasião, ela foi socorrida pelo SAMU e encaminhada ao SAMEB, onde permaneceu até sexta-feira em condições precárias, inclusive em um leito com lençol sujo de gesso. Apesar da situação inadequada, o atendimento inicial ocorreu sem maiores intercorrências.
Posteriormente, no dia 24/04/2026, por volta das 16h, ela foi transferida para o Hospital Moram, onde fomos informados de que havia uma fratura no joelho em duas partes. Mesmo diante da gravidade do quadro, ela recebeu alta hospitalar apenas com uma tala, sob a justificativa de que a cirurgia seria reagendada.
A cirurgia foi então marcada para quarta-feira, dia 29/04/2026. Minha mãe foi internada na terça-feira, dia 28/04/2026, permanecendo de terça para quarta-feira no hospital sob orientação de jejum absoluto.
No entanto, na quarta-feira, dia 29/04/2026, às 17h30, a médica responsável informou que a cirurgia não seria realizada, alegando que a pressão arterial da minha mãe não havia estabilizado. Contudo, durante todo o período de internação, não foi administrada qualquer medicação nem adotada conduta efetiva para controle da pressão arterial.
Destaco ainda que, às 17h30 da quarta-feira, quando a médica comunicou o cancelamento da cirurgia, foram deixadas orientações sobre medicações que deveriam ser administradas à minha mãe. Entretanto, tais medicamentos não foram fornecidos no horário correto e, na prática, não foram administrados pela equipe hospitalar. As medicações que ela utilizou foram fornecidas por mim, e não pela instituição.
Ainda assim, minha mãe recebeu alta com a pressão arterial alterada e a glicemia elevada, o que evidencia grave falha na assistência prestada.
Além disso, houve ausência de acompanhamento adequado por parte da equipe médica e de enfermagem, não sendo oferecido o suporte necessário à condição clínica apresentada. Em diversos momentos, pacientes chamavam por atendimento e não havia enfermeiros presentes na ala, demonstrando falta de profissionais e de organização.
No dia seguinte, quinta-feira, dia 30/04/2026, minha mãe recebeu alta novamente, mesmo ainda apresentando fratura e sem qualquer solução definitiva para o caso.
Ressalto também que, durante a internação, foi possível constatar condições extremamente inadequadas no ambiente hospitalar. Havia evidente falta de higiene e manutenção na unidade, com banheiros sujos, sem portas adequadas, papel higiênico espalhado e ausência de condições mínimas de uso. Também foi perceptível a falta de medicações e um cenário geral de descaso com a estrutura e com os pacientes.
Adicionalmente, destaco a conduta totalmente inadequada observada na recepção do Hospital Moram. Durante o período em que aguardei a internação da minha mãe, na noite do dia 24/04/2026, presenciei seguranças e recepcionistas demonstrando total falta de educação e profissionalismo, conversando de forma imprópria, utilizando palavrões e abordando assuntos de cunho sexual diante de todos os presentes, inclusive pessoas fragilizadas aguardando atendimento ou internação de familiares. Trata-se de uma postura absolutamente incompatível com um ambiente hospitalar.
Atualmente, minha mãe encontra-se em casa, com o joelho fraturado em duas partes, aguardando novo agendamento cirúrgico previsto para a próxima semana, sem qualquer garantia concreta.
Diante dos fatos, fica evidente a grave falha na prestação do serviço de saúde, caracterizada por negligência, descaso, falta de assistência adequada, estrutura precária, omissão na administração de medicações e sucessivos adiamentos sem justificativa plausível e sem tratamento clínico compatível com o quadro apresentado.
Solicito apuração e providências dos fatos relatados.
Atenciosamente,
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Resposta da empresa
03/05/2026 às 17:43
Favor informar nome, filiação e data de nascimento da paciente, para a devida apuração.
Atenciosamente,
SPDM
Réplica do consumidor
03/05/2026 às 18:12
Não vou compartilhar dados pessoais em uma rede pública.