Falhas na segurança e atendimento no 5 andar do hospital resultam em risco para paciente com TAB

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Duque de Caxias - RJ

03/05/2026 às 23:35

ID: 247598269


Dei entrada no hospital no dia 28/04, às 18h40, juntamente acompanhada da minha esposa, sendo prontamente atendida após ter sido vítima de um [Editado pelo Reclame Aqui], ocasião em que sofri agressões físicas e necessitei de atendimento médico de urgência.
Desde minha admissão, recebi assistência da equipe da emergência, repouso, internação, laboratório e corpo médico, cujos profissionais foram atenciosos. Na ocasião, informei ser portadora de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), apresentando laudo psiquiátrico e documentação médica. Também entreguei documento que informava a necessidade de não permanecer sozinha, por orientação médica, em razão da minha condição clínica.
Posteriormente, fui encaminhada ao CTI, onde novamente minha esposa apresentou meu diagnóstico e esclareceu minhas condições específicas. Mesmo diante da complexidade do quadro e das particularidades relacionadas a paciente atí[Editado pelo Reclame Aqui], fui acolhida com empatia e atenção por toda a equipe do CTI do 2 andar, que demonstrou disposição em compreender minhas necessidades.
Durante a internação, necessitei de reposição de potássio e de correção de glicemia em diversos momentos, em razão de seletividade alimentar e uso de medicações que fazem queda do potássio, condição associada ao diagnóstico de TAB. Os profissionais permaneceram atentos durante todo o período, e destaco especialmente a atuação da equipe de nutrição, que foi fundamental, buscando compreender minhas limitações e adequar a alimentação para melhora do meu estado clínico.
No dia 01/05, fui encaminhada ao 5 andar, leito 503-B. Logo no primeiro dia, minha esposa sinalizou à equipe toda a minha condição clínica, deixando visível meu crachá de identificação com diagnóstico, apresentando laudo médico e novamente o documento que informava a necessidade de acompanhamento contínuo. Também foi ressaltado o alto risco de queda, em razão da quantidade de medicações em uso, incluindo ansiolíticos e antipsicóticos, que podem causar sedação e desorientação.
No dia 02/05, pela manhã, recebi visita médica e fui informada de que teria alta. Em seguida, minha esposa dirigiu-se ao setor de imagens para retirada dos exames, considerando que não temos outros familiares no Rio de Janeiro e que somos apenas nós duas em nossa rede de apoio. Ela permaneceu no local das 9h até quase 11h, mesmo com senha de prioridade.
Ao ser atendida, a funcionária Alana informou que a retirada dos exames levaria algum tempo. Minha esposa novamente explicou minha condição e solicitou que o material fosse impresso, comprometendo-se a retornar minutos depois para buscá-lo. Entretanto, a funcionária acionou a supervisora Rita sem expor corretamente a situação, e foi determinada a permanência da espera no setor pois a mesma também não se interessou em entender os motivos atípicos de uma paciente em condições diferenciadas,
Ao retornar ao quarto, minha esposa encontrou-me com o acesso venoso arrancado, com sangramento no braço, sem pulseira de identificação e sem pulseira de risco de queda, solicitando ajuda pela campainha por alguns minutos.
Posteriormente, o médico compareceu ao quarto e informou que manteria a alta, afirmando não haver justificativa para permanência hospitalar. Minha esposa questionou a decisão, considerando que meu potássio permanecia em baixa, eu apresentava desorientação, episódios de hipoglicemia, fraqueza e alimentação ainda insuficiente, apesar do excelente acompanhamento nutricional.
Após esse momento, a alta foi revertida para o dia 03/05 e tive várias vezes episódios de vômitos sendo visualizado pela técnica de enfermagem pois minha esposa deixou no chão para que ela
Pudesse ver e entender que eu não estava conseguindo fazer o anti-histamínico por via oral e a mesma insistindo que seria a melhor opção e que na era com ela que era com médico, enfim diante da minha esposa educadamente explicar o óbvio a ela a mesma provavelmente chamou duas enfermeiras que vieram puncionar um acesso periférico ou seja o que ela já poderia ter feito sem precisar ficar insistindo em uma situação que não cabe a ela decidir porém cabe comunicar ao suleiro a necessidade tendo em vista o que ela estava visualizado no quarto e o médico entender o estado ainda assim a equipe opta por me manter sem acesso periférico mais uma vez minha esposa tem que se indispor e solicitar que por favor não utilize medição oral no mento mesmo com insistência da técnica diante do visto a mesma chamou as enfermeiras para puncionar e assim melhoro da náusea e vômito pois a medição venosa vez seu efeito, No entanto, não foi solicitado novo exame de controle do potássio pelo médico do dia, Diante disso, minha esposa solicitou ao médico plantonista noturno que realizasse a solicitação, o que foi prontamente atendido. Ressalto que faço uso de medicação que favorece perda de potássio e minha consulta de retorno estava agendada apenas para o dia 11/05 relançando isso ao médico e Caso minha esposa não tivesse se mantido atenta, eu poderia ter permanecido vários dias em risco clínico,saindo dessa forma do hospital com possibilidade de nova internação ou agravamento do quadro em domicílio.
Mesmo diante do resultado laboratorial, o médico responsável afirmou não haver necessidade de reposição oral em casa, sob o argumento de que a medicação seria cara. Entendo que avaliações de custo não devem interferir na conduta clínica, cabendo tal decisão ao paciente e à família, devidamente orientados.
Outro ponto de preocupação foi o fato de eu ter permanecido sem pulseira de identificação e sem pulseira de risco de queda, tendo minha esposa precisado buscá-las na recepção no dia 03/05. Trata-se de protocolos fundamentais de segurança do paciente, especialmente em casos de vulnerabilidade clínica, uso de múltiplas medicações e quadro de desorientação.
Minha psiquiatra entrou em contato e solicitou formalmente avaliação psiquiátrica antes da alta hospitalar, considerando que ingressei com suspeita de traumatismo cranioencefálico (TCE) e permaneci alguns dias sem minha medicação habitual. Embora a suspensão inicial tenha sido compreendida como conduta adequada naquele momento, a ausência da medicação aumenta o risco de crise psiquiátrica. Ainda assim, a avaliação solicitada não foi realizada pela equipe do andar porém foi relatada pelo médico do Platão do dia 02/05 que faria a solicitação que na vdd nunca chegou a acontecer,
Também identifico falha documental importante: o resumo de alta foi preenchido com erro de data, registrando que os fatos teriam ocorrido em 27/04, quando na realidade dei entrada no hospital em 28/04. Ao sinalizar o equívoco, fui informada de que não haveria problema pelo próprio médico do 02/05 . Entretanto, documentos médicos exigem precisão e não devem conter informações incorretas.
Outro aspecto relevante diz respeito às minhas medicações de uso contínuo, que não estavam disponíveis no hospital. Minha esposa precisou ausentar-se rapidamente para buscá-las. Em razão das doses utilizadas, a substituição pelas apresentações disponíveis no hospital implicaria uso de grande quantidade de comprimidos. Considerando que não havia previsão definida de alta, entendo que deveria ter havido avaliação prévia quanto à disponibilidade das medicações até o término da internação, inclusive com possibilidade de aquisição institucional, se necessário.
Ressalto que minha esposa não deveria ter precisado se ausentar, especialmente porque havia documento médico formal informando que eu não poderia permanecer desacompanhada.
Por fim, registro meu agradecimento à equipe de nutrição, fisioterapia e ao CTI do 2 andar, que demonstraram acolhimento, atenção e respeito durante toda minha permanência.
Entretanto, deixo registrada minha preocupação em relação ao atendimento prestado no 5 andar, onde percebi falta de preparo, empatia e atenção às particularidades de pacientes atípicos.

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Consideração final do consumidor

15/07/2026 às 16:54

Péssimos em atendimento a pacientes atípicos

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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