Funcionário da recepção do hospital demonstra mau atendimento e falta de iniciativa em situação de emergência.

Não resolvido
Curitiba - PR
05/09/2026 às 17:43
ID: 258312505
Deixo registrada uma situação grave que presenciei hoje, 05/09/2026, entre aproximadamente 16h45 e 17h, enquanto aguardava atendimento no Hospital Nossa Senhora das Graças. Eu estava realizando meu cadastro na recepção quando chegou uma ambulância trazendo uma paciente chamada Mariana. Os profissionais de saúde que a acompanhavam informaram de forma clara e reiterada que se tratava de uma emergência, com necessidade de encaminhamento imediato à UTI, e que a equipe da UTI já estava aguardando a paciente para recebê-la.
O destino já estava definido. A equipe da ambulância precisava apenas que a entrada fosse liberada e que recebesse a orientação necessária para chegar até a UTI.
Mesmo assim, o funcionário da recepção repetidamente alegava não estar conseguindo compreender e pedia que as informações fossem repetidas. Foram informados mais de uma vez o nome da paciente, Mariana, o destino, UTI, e o fato de que a equipe já a aguardava. Enquanto ele dizia não compreender, as demais pessoas que estavam próximas já haviam entendido claramente o que estava sendo informado.
A equipe insistia na urgência e solicitava auxílio. Ainda assim, o funcionário afirmou que não podia deixar o posto.
A mãe da paciente, aflita diante da situação da própria filha, disse: Pelo amor de Deus, é uma emergência, precisamos ir imediatamente.
Mesmo diante disso, ele não tomou a iniciativa de acompanhá-los ou de agilizar o acesso. Limitou-se a indicar uma direção e orientá-los a procurar outra pessoa que pudesse ajudá-los.
Foi nesse momento que eu intervim, diante do desespero da mãe e da insistência dos profissionais de saúde de que aquela paciente precisava ser encaminhada imediatamente à UTI.
Ao me manifestar e pedir que alguém ajudasse, o funcionário respondeu diretamente a mim: [Editado pelo Reclame Aqui], que eu estou cuidando do meu trabalho e não posso sair daqui agora
E também afirmou: Aqui nós cuidamos de vidas, não de uma vida só.
A postura foi extremamente desrespeitosa, insensível e incompatível com a situação. Não se tratou apenas de uma resposta grosseira. Houve falta de iniciativa diante de uma emergência expressamente informada, pedidos repetidos para que informações já claras fossem novamente explicadas, recusa em auxiliar sob a justificativa de que não poderia deixar o posto e comentários inadequados.
Inclusive, em outro momento, ouvi esse funcionário fazer comentários em tom semelhante a que cuide da vida dela, embora eu não possa afirmar a quem exatamente essas falas se dirigiam. E pouco tempo depois, ocorreu algo que torna toda a situação ainda mais contraditória: o mesmo funcionário, que havia afirmado não poder deixar o posto para auxiliar uma equipe que conduzia uma situação de emergência, saiu da recepção e permaneceu por vários minutos em outra área conversando com uma pessoa, deixando justamente o posto que havia usado como justificativa para não prestar aquele auxílio (Essa parte do ocorrido foi registrada por mim em vídeo).
É evidente que um hospital cuida de muitas vidas, mas isso não significa tratar todas as situações como se tivessem a mesma urgência. Cuidar de todos também exige reconhecer quando alguém, naquele momento, precisa de resposta imediata e prioritária.
Logo, preciso lembrar, a um hospital que leva a bandeira Cristã, que a própria parábola do Bom Samaritano, Jesus mostra como exemplo aquele que interrompe seu caminho para socorrer quem mais precisava naquele momento (Lucas 10:3037). O princípio é simples: amor ao próximo, misericórdia e cuidado concreto com quem está em necessidade.
Por isso, a frase Aqui nós cuidamos de vidas, não de uma vida só, dita naquele contexto, me causou ainda mais perplexidade.
O que aconteceu poderia ter sido comigo, com um dos meus filhos, com minha mãe ou com qualquer familiar de qualquer pessoa que procura um hospital em um momento de extrema vulnerabilidade.
Por isso, deixo esta reclamação registrada e solicito que a conduta desse funcionário seja apurada, que as imagens das câmeras do período entre aproximadamente 16h45 e 17h sejam preservadas e verificadas, e que sejam adotadas as providências cabíveis.
O que presenciei ultrapassou uma simples falta de educação. Foi uma sequência de atitudes incompatíveis com a responsabilidade de quem trabalha na porta de entrada de um hospital, diante de uma paciente em situação de emergência.
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Resposta da empresa
14/09/2026 às 10:05
Olá Daniele, bom dia!
Recebemos sua manifestação e agradecemos por compartilhar sua experiência conosco, sua opinião é fundamental para a melhoria contínua dos nossos serviços. Não tivemos sucesso no contato através do numero cadastrado nessa plataforma e, considerando nossa responsabilidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, solicitamos por gentileza nos indicar outro contato, ou se preferir poderá falar conosco através dos nossos canais: [email protected] ou (41) 3240-6642, de segunda a sexta-feira, das 07h às 18h.
Atenciosamente,
Equipe HNSG
Réplica do consumidor
15/09/2026 às 16:29
Até o momento, não recebi nenhum retorno oficial quanto à minha reclamação, seja por este canal, por e-mail ou pelo WhatsApp.
A única resposta apresentada foi a informação de que teriam tentado contato telefônico sem sucesso e, diante disso, solicitaram outro número.
No entanto, minha reclamação também foi encaminhada por e-mail, utilizando um endereço válido e disponível para resposta, e não há qualquer registro de retorno por parte do hospital. Da mesma forma, não houve resposta pelo WhatsApp nem uma manifestação efetiva aqui no Reclame Aqui sobre os fatos relatados.
Portanto, causa estranheza insistirem exclusivamente na alegação de tentativa de contato telefônico quando existem diversos canais escritos, formais e rastreáveis pelos quais poderiam e ainda podem responder objetivamente à reclamação.
O que solicito não é apenas uma tentativa de ligação, mas um posicionamento formal do hospital sobre os fatos que relatei.
Até agora, esse posicionamento não foi apresentado.
Consideração final do consumidor
15/09/2026 às 16:29
Nada foi resolvido
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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