Diagnóstico de AIT, indicação de UTI e negligência assistencial na Rede DOr

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João Pessoa - PB

02/08/2026 às 13:03

ID: 255424761


No dia 1 de agosto de 2026, meu esposo deu entrada no Hospital Nossa Senhora das Neves (Rede DOr), em João Pessoa/PB, pelo Bradesco Saúde, apresentando forte dor no olho esquerdo e dormência no braço esquerdo.
Após exames, foi diagnosticado com Acidente Isquêmico Transitório (AIT) e a própria equipe médica indicou sua internação em UTI, devido ao risco de evolução para um AVC.
O problema começou após a indicação da internação. Mesmo depois da autorização do Bradesco Saúde, da assinatura de toda a documentação e da informação de que já havia um leito definido, meu esposo continuou aguardando sem ser encaminhado à UTI.
O mais grave é que, durante toda a permanência no hospital, ele não recebeu monitoramento compatível com seu quadro. Não houve aferições periódicas da pressão arterial, monitorização dos sinais vitais ou reavaliações clínicas, apesar do diagnóstico e da indicação de internação em terapia intensiva, passou todo tempo sentado em uma poltrona.
Enquanto isso, percorri diferentes recepções tentando obter informações. Expliquei diversas vezes a gravidade da situação, informei que estava acompanhando meu esposo com 15 semanas de gestação e pedi para falar com algum responsável pelo hospital. Ninguém compareceu para nos atender. A única justificativa apresentada em uma das inúmeras recepções que percorri foi que a UTI estava enfrentando uma intercorrência.
Também considero lamentável que meu esposo tenha permanecido horas sem alimentação. Apenas após eu solicitar à equipe foi servida uma refeição composta por arroz, cuscuz e frango frio.
Depois de mais de seis horas no hospital, sem que a internação fosse efetivada e diante da falta de assistência, decidimos ir embora.
Entramos no hospital buscando atendimento para um quadro neurológico potencialmente grave. Saímos profundamente indignados com a negligência na assistência prestada, a desorganização dos fluxos internos, a ausência de monitoramento clínico e a completa falta de humanização.
Vivenciamos neste estabelecimento uma experiência marcada por falhas assistenciais.
Diante de tudo o que ocorreu, não recomendo esta unidade hospitalar, especialmente em situações de urgência e emergência.

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Resposta da empresa

04/08/2026 às 17:34

Prezada Sra. Manuella, boa tarde!

Esclarecemos que foram realizadas tentativas de contato com os telefones informados na reclamação, porém sem sucesso.
Diante disso, colocamos à sua disposição a Central de Atendimento da Ouvidoria Corporativa através do telefone 3003-4330 de segunda a sexta das 8h as 18h para que sejam prestados os esclarecimentos necessários.

Cordialmente,
Ouvidoria Rede D'Or.