Negligência no atendimento, burocracia excessiva e desrespeito com o paciente em convênio médico

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São Paulo - SP

01/10/2025 às 16:53

ID: 228236335



Prezados,
Gostaria de registrar minha profunda insatisfação com o atendimento prestado por este convênio, que vem demonstrando, de forma recorrente, despreparo, burocracia excessiva e total falta de sensibilidade com os beneficiários, especialmente em situações de urgência.
Na semana passada, passei por um episódio grave de saúde, apresentando dores intensas no peito e falta de ar. Dirigi-me até a unidade João Dias, por estar próxima da minha residência. Apesar da gravidade dos sintomas que incluíam saturação entre 87% e 90% fui apenas medicada na veia e orientada a procurar um pronto-socorro hospitalar. Em nenhum momento fui encaminhada de ambulância, o que seria o mínimo esperado diante do meu quadro clínico.
Saliento que sou paciente com esclerose múltipla, e havia possibilidade concreta de os sintomas estarem relacionados a um surto da doença. Ainda assim, não houve qualquer cuidado diferenciado ou consideração por parte da equipe médica da unidade.
Diante da negligência, fui por meios próprios ao Hospital Japonês Santa Cruz, credenciado pelo plano, onde o médico recomendou internação imediata. No entanto, novamente enfrentei entraves burocráticos: recebi diversas ligações informando que uma ambulância seria enviada para me transferir a um hospital da rede própria claramente numa tentativa de reduzir custos, mesmo colocando minha saúde em risco.
É evidente que o convênio busca direcionar os pacientes para a rede própria, independentemente da gravidade ou da necessidade específica de cada caso. Se a rede própria oferecesse qualidade comprovada, eu mesma não teria objeções em utilizá-la. Porém, o que venho enfrentando é o oposto: falta de estrutura, demora no atendimento e desrespeito com o paciente.
Outro ponto importante que gostaria de relatar refere-se à cirurgia que realizei no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no final de julho. Durante minha internação, era solicitado o reconhecimento digital a cada hora durante a madrugada, o que me impediu de dormir e descansar adequadamente no pós-operatório. Entendo a importância de protocolos de segurança, mas a forma como isso foi feito foi extremamente invasiva e desumana. Aproveito também para sugerir melhorias nas camas disponibilizadas aos pacientes, que são desconfortáveis e inadequadas para longos períodos de internação.
Reitero que pago um valor elevado mensalmente por este convênio com a expectativa de receber atendimento digno, humanizado e eficiente. Contudo, os episódios descritos demonstram o contrário. Só não troco de plano devido ao período de carência imposto por minhas condições preexistentes de saúde o que me deixa em uma situação de dependência e vulnerabilidade.
Diante de tudo isso, exijo um posicionamento formal sobre os fatos relatados e providências imediatas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

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