Falha grave no atendimento hospitalar e descaso resultando em tragédia e negligência pós-parto

Reclamação não respondida

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Rio de Janeiro - RJ

27/05/2026 às 16:11

ID: 249856789

Venho por meio desta registrar uma reclamação sobre o atendimento que recebi durante as minhas internações no hospital Pasteur no período de abril/maio de 2025.
Infelizmente tive uma experiência péssima de descaso, negligência, falta de atenção e informações duplas por parte da equipe. Em diversos momentos senti falta de suporte adequado, demora no atendimento e pouca empatia com a minha situação.
Dei entrada na unidade em situação de emergência obstétrica onde foi realizado os exames e constatado que eu precisaria ser internada para ter um acompanhamento de perto pois estava num quadro de CIUR seguido de pré eclampsia e diabete gestacional e segundo a médica que me atendeu eu precisava ficar internada até o dia do meu parto.
Sendo assim foi preparado tudo e em alguns dias um dos médicos do plantão veio me informar que eu teria alta, eu pedi que ficasse lá pois estava com muito medo de não saber monitorar corretamente as doses de insulina e a pressão que não regularizava, como também salientei que nessa situação ficava um pouco complicado ter que retornar a unidade todos os dias para exame, tendo em vista que moro em uma comunidade e que talvez por algum confronto não poderia sair de casa. Mesmo assim me deram alta, mas eu precisei voltar todos os dias ao hospital para realizar uma ultra de acompanhamento, passando mal as vezes pelas doses de insulina receitada. Por muitos dias passei mal tendo uma queda brusca diante da dosagem que me foi passada e alguns médicos me informaram pra manter e outros a diminuir. Levando em conta que precisava ter uma alimentação em horários certos pra insulina não aumentar e houve dias que eu precisava esperar todas as gestantes internadas realizarem o exame pra então ser chamada e acabava passando mal pelo intervalo extenso de espera sem conseguir me alimentar.
Durante esses dias indo diariamente, houve um dia após o exame que a médica me informou que o melhor seria realizar o parto para cuidar do bebê aqui fora, já que ele não estava ganhando muito peso e o estágio do CIUR estava subindo e por isso precisaram fazer o parto de emergência, porém durante a ultra meu bebê estava se mexendo e com os batimentos perfeitos e então foram fazer os procedimentos da internação por volta de 15:58h. Fui atendida por algumas enfermeiras e entre elas uma que pra colocar o acesso "estourou" duas veias e na terceira tentativa pedi que chamassem outra pq já não aguentava mais de tanta dor. Fiquei aguardando ser chamada para sala de parto até quase 18:00h. Subimos, chegando ao setor de parto fui informada que já entraria pois estavam fazendo a troca de plantão, até aí sentia o meu filho se mexer e estava tentando controlar o nervosismo da situação até que meu esposo foi informado que chegou uma emergência e precisaria passar a minha frente, a princípio ficamos sem entender pois também éramos uma emergência e aguardamos por mais de uma hora ali. Até que comecei a sentir dores fortes e meu esposo foi procurar alguém que pudesse me auxiliar e não encontrou, alguns minutos depois apareceu uma enfermeira que foi buscar o aparelho pra ouvir o coração do meu filho e ela passava pra lá e pra cá e logo as expressões dela mudou me deixando muito apreensiva, mas a mesma informou que o aparelho estava ruim e foi trocar, ao trazer o novo aparelho o mesmo aconteceu, não acharam os batimentos e somente assim correram comigo pra sala de parto, mas infelizmente era tarde demais e o meu filho não resistiu. E de uma entrada às 15:58h numa internação para um parto de emergência que só foi realizado às 19:47h ainda assim porque perceberam que os batimentos do meu bebê não estavam sendo mais encontrados e eu precisei ir para o quarto com os meus braços vazios.
Após o ocorrido fui levada para o quarto e no outro dia o médico passou para me dar alta. Eu informei que não me sentia segura em ir pra casa, até porque tinha acabado de realizar uma cesária na noite anterior e que meu esposo também estava em observação, pois pela questão emocional a pressão dele deu um pico, sendo assim ele disse que daria apenas mais um dia. Durante esse período eu precisava chamar as enfermeiras para me ajudar a levantar, em alguns momentos era atendida e em outros pedia algumas visitas pra me auxiliar pq mesmo tocando não aparecia ninguém, numa dessas ocasiões tive uma sensação de desmaio e ainda assim ninguém apareceu por sorte estava com umas amigas que me acudiram. Mesmo tendo uma cesária de emergência e indícios de diabete gestacional e pré eclampsia não me deram nenhuma injeção de anticoagulante, nem solicitam o uso de meia e nenhuma instrução pra que eu tivesse em casa e então recebi a alta.
Uns dias depois comecei a sentir uma dor na canela ao andar e algumas dores no pescoço e na madrugada do dia 05 de maio eu acordei sem conseguir falar e sem conseguir respirar direito e fomos correndo ao hospital, o enfermeiro da triagem não deu muito crédito aos meus sintomas e disse que seria uma crise de ansiedade e foi ficando mais dificultoso em respirar e a minha sorte era que a emergência pelo horário estava praticamente vazia e após o exame fui diagnosticada com trombose na perna esquerda e tromboembolia pulmonar nos dois pulmões e mais uma vez solicitaram a minha internação e me colocaram rapidamente no oxigênio para aguardar ser liberado para subir pro quarto. Durante essa internação em vários momentos solicitamos ajuda da equipe de enfermagem e não fomos atendidos, principalmente no turno da noite, fazendo assim reclamação a assistente social. Mesmo após tudo que aconteceu fui pressionada a receber alta médica pelo Dr. ***** ainda me sentindo insegura e fragilizada, sob a justificativa de que era necessário liberar leito, ou seja, na situação que estava ainda fui obrigada a ouvir isso de uma forma direta e grossa e pedi pra chamarem algum outro médico que pudesse me atender e disseram que não havia. Na manhã seguinte eu conversei com a assistente social novamente e me foi concedido permanecer e que bom que justamente naquele dia eu tive uma crise respiratória onde precisei novamente do oxigênio. Essa crise também se agravou após uma enfermeira colocar a medicação pra dor pq estava sentindo muita dor de cabeça e também na cesária pela movimentação do banheiro pra cama. Quando meu esposo foi chamar a enfermeira, pois ninguém aparecia pela campainha o atendimento foi negado inicialmente, ela disse que precisava aguardar e ele retornou para o quarto, logo após meu estado foi ficando mais crítico e ele retornou pra chamar novamente pois ninguém apareceu e ela falou que estava ocupada, sendo que não estava somente ela na sala de enfermagem e pela situação somente após ele ter se alterado um pouco ela foi até o quarto. Quando finalmente houve atendimento, a profissional se recusou a interromper a medicação mesmo relatando que estava me fazendo mal e cada vez minha respiração estava indo embora e mesmo com oxigênio eu sentia dor nos pulmões e parecia que ia desfalecer e até que eu exigi que tirasse aquela medicação da minha veia.
E no outro dia fui atendida novamente pelo Dr. ***** e tinha algumas dúvidas sobre o meu caso e o mesmo sempre respondendo curto e grosso e não sanando minhas dúvidas. Até que pedi pra que se possível não ser mais atendida por ele, pois eu havia feito também um exame de urina por conta de algumas dores e o mesmo veio com a minha alta e sem o exame que segundo ele havia sido perdido.
Até que eu insisti e o exame veio positivo para infecção urinária.
Toda essa experiência foi marcada por falta de empatia, negligência e desrespeito em um dos momentos mais delicados da minha vida.
Sei que essa reclamação não vai trazer meu único filho de volta, mas também sei que em vários momentos que passei dentro do hospital eu poderia nem estar aqui pra contar o que houve e então decidi dar o meu relato para que de alguma forma isso seja resolvido e outras mães não passem pelo que passei.

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