Indignação com atendimento que colocou em risco a saúde da minha esposa e do nosso bebê, recusa de exame de gravidez e prescrição inadequada de medicamentos.

Não respondida
Areal - RJ
21/07/2026 às 20:27
ID: 254505043
Venho registrar minha profunda indignação com o atendimento prestado no Hospital Pasteur, no dia 18/07/2026.
Eu e minha esposa procuramos atendimento na unidade. Eu estava há aproximadamente duas semanas com a garganta inflamada e fortes dores no corpo. Minha esposa, *****, apresentava uma forte crise de sinusite, enjoos e informou à médica que havia suspeita de gravidez, pois sua menstruação estava com aproximadamente uma semana de atraso.
Mesmo diante dessa informação, a médica ***** se recusou a solicitar um exame para confirmar ou descartar a gestação durante o atendimento, limitando-se a orientar que o exame fosse realizado posteriormente em um laboratório particular.
Além disso, foram prescritos medicamentos, entre eles Paracetamol 750 mg, Loratadina e Acetilcisteína.
No dia seguinte realizamos o exame de beta-HCG e, posteriormente, recebemos a confirmação de que minha esposa realmente está grávida. Hoje, 21/07, ela foi atendida por sua ginecologista/obstetra, que, ao avaliar o caso, informou que essa medicação não deveria ter sido utilizada da forma prescrita diante da suspeita e da confirmação inicial da gestação.
O que torna essa situação ainda mais grave é que o Hospital Pasteur possui todo o histórico obstétrico da minha esposa. Em 14 de fevereiro deste ano, foi exatamente nessa unidade que enfrentamos um dos maiores traumas das nossas vidas: perdemos nossa filha durante a gestação. Todo esse histórico consta em prontuário.
Por isso, esperávamos um atendimento muito mais cuidadoso, criterioso e seguro, principalmente diante de uma paciente com suspeita de gravidez e histórico obstétrico tão delicado. Em vez disso, houve a recusa em investigar a gestação e a prescrição de medicamentos antes dessa confirmação, situação que nos causou enorme preocupação e sofrimento.
Não estamos apenas falando de um atendimento insatisfatório. Estamos falando de uma conduta que, na nossa visão, poderia ter colocado em risco a saúde da minha esposa e do nosso bebê, além de nos fazer reviver um trauma que ainda está muito presente.
Espero que o Hospital Pasteur apure rigorosamente esse caso, avalie a conduta da equipe responsável e adote medidas para que nenhum outro paciente passe por uma situação semelhante. A assistência prestada ficou muito aquém do cuidado que se espera de um hospital dessa importância.