EXAME DE URGÊNCIA NEGADO

Não resolvido
Salvador - BA
07/05/2025 às 17:13
ID: 216507065
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesNo final da tarde de sexta-feira, 18 de abril de 2025, comecei a sentir cólicas leves e um discreto estufamento abdominal, semelhante à sensação de gases. Tomei um comprimido de Buscopan e um de Simeticona; porém, ao longo da noite, as dores se intensificaram progressivamente, a ponto de me impedir de dormir.
No dia seguinte, 19 de abril, notei uma distensão abdominal significativa, que me causava desconforto respiratório e dificuldade para encontrar uma posição confortável para deitar ou sentar. Ainda pela manhã, apresentei alguns episódios de vômito e uma queda repentina da pressão arterial, sem perda de consciência.
Por volta das 16h do dia 19 de abril, procurei a emergência geral do Hospital Português, localizado a apenas 5 minutos da minha residência. Durante minha permanência, recebi medicações para dor, gases e náuseas. Embora a dor aliviasse temporariamente, não desaparecia completamente. A médica plantonista indicou a necessidade de uma tomografia computadorizada (TC) do abdômen para melhor avaliação, dada a localização da dor e a variedade de possíveis causas. No entanto, o plano de saúde negou a solicitação da TC, mesmo com o relatório médico da plantonista.
Considerando que meu plano ainda estava em período de carência para a TC, sugeri a realização de uma ultrassonografia (USG) total do abdômen, exame já liberado. A médica concordou, mas ressaltou que a USG não descartava a necessidade da TC.
Na madrugada de 20 de abril, durante a revisão médica com outra profissional, a importância da TC abdominal foi novamente enfatizada, e um novo relatório foi enviado ao plano, que novamente negou o pedido. Após 12 horas de atendimento na emergência, a recepção solicitou a presença da médica e informou sobre a necessidade de alta, pois, a partir daquele momento, eu seria responsável por todos os custos hospitalares.
Retornei para casa na manhã do dia 20 de abril e, por volta das 14h, precisei procurar a rede pública para dar continuidade ao atendimento, uma vez que a dor e a distensão abdominal persistiam, acompanhadas de perda de apetite. Ao chegar à emergência do Hospital Geral Roberto Santos e ser avaliada, a equipe médica levantou a suspeita de um quadro cirúrgico, possivelmente apendicite, e solicitou uma TC do abdômen para melhor avaliação. Fui informada de que, em caso de necessidade cirúrgica, a abordagem inicial seria por videolaparoscopia, com a possibilidade de conversão para cirurgia aberta, dependendo dos achados.
Após a realização da TC, os médicos não identificaram causas cirúrgicas, mas constataram um pequeno ponto de obstrução funcional no intestino, acúmulo de líquido na região e inflamação das alças intestinais. Adotou-se, então, um tratamento conservador, que incluiu a introdução de uma sonda nasogástrica para aspiração do líquido (por um período de cinco dias), associada ao uso de antibióticos. Após alguns dias em dieta zero, foi necessária a implementação de Nutrição Parenteral Total (NPT) por meio de um acesso central.
Após a remoção da sonda e a redução do inchaço abdominal, iniciou-se a progressão da dieta e foi realizada uma colonoscopia, que não revelou alterações significativas. Diante da melhora clínica, com redução da distensão abdominal e boa aceitação da dieta, a equipe médica optou pela alta hospitalar, com encaminhamento para acompanhamento ambulatorial com um gastroenterologista para a realização de novos exames e continuidade da investigação diagnóstica.
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Consideração final do consumidor
17/07/2025 às 10:26
A conduta da operadora BLUE Company foi desrespeitosa. Além de me deixar sem atendimento, fui deixada sem qualquer resposta ou solução.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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