Plano de saúde negligenciou atendimento a criança com dor intensa no pé, resultando em internação.

Não respondida
São Paulo - SP
15/07/2026 às 21:27
ID: 254034477
*Reclamação por negligência no atendimento e falta de assistência*
Venho manifestar minha profunda indignação e revolta com o atendimento prestado pela rede Previna/Plena Saúde.
Eu e minha esposa pagamos, com muito esforço, um plano de saúde para nossa família (2 adultos e 1 criança) há aproximadamente *9 anos*, no valor de cerca de *R$ 700,00 por mês*. Raramente utilizamos o plano, apenas para exames de rotina e eventuais atendimentos pediátricos simples quando nosso filho apresenta gripe ou inflamação na garganta.
No dia *13/06*, nosso filho começou a sentir fortes dores na sola do pé. Inicialmente, medicamos em casa acreditando que fosse algo passageiro. A dor melhorou, mas cerca de quatro dias depois voltou acompanhada de intensa queimação. Diante disso, levamos nosso filho ao Pronto-Socorro Previna de Taipas.
O primeiro atendimento foi com um pediatra que, de primeiro momento nos atendeu de forma rude, afirmou que o caso era da ortopedia e não da pediatria, mas no decorrer da consulta o atendimento evoluiu de forma positiva e ele nos deu atenção e foi educado . Em seguida, fomos encaminhados ao ortopedista, que realizou apenas um exame físico, concluiu que poderia ser uma inflamação simples e prescreveu anti-inflamatório e analgésico por cinco dias, *sem solicitar qualquer exame*.
Durante o uso da medicação, a dor diminuiu, porém surgiram novos sintomas preocupantes: o pé ficou muito pálido, extremamente frio e os dedos arroxeados após pequenos esforços. Assim que a medicação terminou, a dor retornou com muito mais intensidade e passou a atingir também a panturrilha.
Levamos novamente nosso filho ao Pronto-Socorro, dessa vez chorando de dor. Mesmo após explicarmos toda a evolução do quadro, a pediatra minimizou a situação e chegou a insinuar que nós, pais, éramos irresponsáveis por ainda não termos resolvido o problema, ignorando que já havíamos procurado atendimento diversas vezes e que, em nenhuma delas, haviam solicitado exames.
Somente após insistirmos, foram solicitados exames de Doppler arterial, Doppler venoso e exames de sangue. Entretanto, como já passava das 17h, fomos informados de que os exames não poderiam ser realizados naquele dia. e no dia seguinte só seria possível ser realizado no hospital de franco da rocha. Tivemos que voltar para casa **sem qualquer medicação para aliviar a dor do nosso filho**, que continuava sofrendo.
No dia seguinte, nos deslocamos até o hospital de Franco da Rocha, distante da nossa residência, para realizar os exames. Os laudos não apontaram alterações, e o pediatra apenas orientou que procurássemos um cirurgião vascular, sem qualquer investigação adicional.
Enquanto aguardávamos a consulta, tivemos que medicar nosso filho por conta própria para tentar controlar a dor. Cerca de quatro dias depois, fomos atendidos pelo vascular, que também foi extremamente rude, sequer permitindo que minha esposa explicasse todo o histórico. Solicitou um novo exame e orientou que o agendássemos na recepção.
Após quase duas horas de espera apenas para realizar o agendamento, fomos informados de que a primeira vaga disponível seria **somente dali a um mês e uma semana**, mesmo se tratando de um caso considerado urgente.
No mesmo dia, retornamos novamente ao Pronto-Socorro porque nosso filho continuava com dores intensas, pé frio e pálido. A pediatra simplesmente afirmou que não poderia fazer nada devido às limitações do hospital e **nem sequer levantou da cadeira para examinar o pé dele**.
Ainda tentei resolver a situação entrando em contato com a Central de Consultas para solicitar um encaixe urgente para o exame. Expliquei toda a situação com educação, porém a atendente ******* simplesmente colocou a ligação no mudo e me deixou falando sozinho (Protocolo *******).
Após toda essa sequência de atendimentos desumanos, falta de interesse, descaso e humilhação, decidimos procurar um hospital público. Para nossa surpresa, fomos recebidos por profissionais extremamente atenciosos, educados e comprometidos. Eles deram a devida importância ao caso e, diante da gravidade do quadro, *nosso filho precisou ser internado*, pois já estava há três dias sem conseguir andar de tanta dor, e medicamentos como dipirona e paracetamol já não faziam efeito.
É revoltante perceber que, após *9 anos pagando rigorosamente um plano de saúde*, quando finalmente precisamos de atendimento com urgência, fomos tratados com descaso, negligência e falta de humanidade.
Espero sinceramente que essa demora e essa sequência de erros não tragam consequências irreversíveis para a saúde do meu filho.
Diante de tudo o que vivemos, perdi completamente a confiança na rede Previna/Plena Saúde. Cancelarei todos os planos da minha família e também registrarei reclamações nos órgãos competentes, para que outras famílias não passem pelo mesmo sofrimento que passamos.