Reclamação não resolvidaNão resolvido

DEFICIÊNCIAS DIVERSAS

Hospital Prontonorte
Brasília - DF
23/04/2016 às 19:42
ID: 18219667
    Status da reclamação:
    Reclamação não resolvidaNão resolvido

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    “Em breve, o melhor hospital do Brasil...” é o que está escrito, em letras garrafais, na fachada principal do Prontonorte, agora Santa Lúcia Norte.
    Não sou especialista em administração hospitalar, mas como usuário deste estabelecimento há quase trinta anos, sinto-me no direito de reclamar, por mim e pelos outros passaram ou passam pelas mesmas dificuldades que passarei a relatar, advindas de acontecimentos a partir de 11/04/16, quando minha esposa deu entrada para realizar cirurgia de artroplastia completa do joelho direito, considerando que algumas ações e premissas básicas, se seguidas, melhorarão, muito, a imagem do hospital.
    Seguindo orientações do serviço de internação, comparecemos, pontualmente, no guichê de atendimento às 06:00 h; de lá, fomos alojados no quarto 206, a fim de aguardar o chamado do centro cirúrgico. Perguntei no balcão do posto de enfermagem por quanto tempo aguardaríamos, mas não sabiam informar e, após a troca de turma e nova consulta, a nova equipe sequer sabia o motivo da internação.
    A equipe de remoção para o centro cirúrgico só apareceu próximo de 10:00 h. e, durante a permanência da minha esposa na sala de cirurgia, perguntei duas vezes, no guichê que me foi indicado, por informações, que eram sempre precárias, de modo ausentei-me do local e, quando me telefonaram, ela já estava lúcida, na sala de recuperação. Cheguei logo ao hospital e, para minha surpresa, ouvi da técnica que ela seria transferida para a UTI (um andar abaixo) de ambulância, pois o elevador estava parado há mais de dois dias... Daí lembrei da nova fachada “Em breve, o melhor hospital do Brasil...”; faltou dizerem que não tinha elevador!
    Desci para a UTI e acompanhei minha esposa até o leito 3, quando um senhor, sentado de costas para mim, chamou um auxiliar e mandou que ele solicitasse minha retirada; ao me aproximar para me apresentar, identifiquei-o com dr. Edson, aparentemente o responsável pelo local. O profissional, nessa ocasião, sequer desviou o olhar da tela de computador que observava... Sentado ele estava, e sentado ele ficou! Esta atitude reforçou a convicção, não só minha, mas de modo geral entre a população, de que médicos são meros arrecadadores de dinheiro, que não possuem consideração e sentimentos para com pacientes e familiares, o que remete minha lembrança ao epíteto nada agradável “indústria da medicina”.
    Na mesma noite (11/04) compareci ao guichê de internação para antecipar o processo para o dia seguinte, quando minha esposa sairia da UTI e, se possível, que ela retornasse para o mesmo quarto (206) ou algum outro que tivesse a mesma vista para o Lago Norte, onde residimos e, num ambiente mais acolhedor, ela se sentiria mais confiante. A atendente, atenciosa, explicou-me não ser possível adiantar nada, enquanto ela estivesse na UTI; tampouco ela poderia garantir em qual quarto ficaríamos, uma vez que o hospital não faz qualquer tipo de reserva.
    No dia seguinte, bem cedo, eu estava no hospital e, às 07:15 h. a minha esposa recebeu alta da UTI, entretanto, eu só fui informado às 09:02 h. No mesmo instante eu fui para a porta de acesso à UTI e, para minha surpresa, comecei a ouvir uma série de desculpas, como “ela está se alimentando”, ou “ela está se alimentando”, e ainda “ela está aguardando”... Naquele mesmo gerundismo irritante utilizado por empresas que querem engabelar seus clientes. Posteriormente minha esposa confirmou que nada disso aconteceu! A verdade, eu fui descobrir após cerca de duas horas de espera, ao questionar o vigilante do acesso, era que o elevador ainda estava parado! Então a desculpa passou a ser “aguardando a ambulância”, a despeito de eu observar que existiam duas viaturas paradas, na porta de entrada, em frente à vistosa fachada “Em breve...”, aqui já mencionada, possivelmente para enfeitá-la e chamar a atenção dos passantes incautos, o que não é o nosso caso, pois frequentamos o Prontonorte há quase TRINTA anos, inclusive nossos quatro filhos ali nasceram.
    Enquanto eu aguardava minha esposa sair da UTI, compareci ao setor de internação, para tentar negociar o alojamento da minha esposa num quarto do nosso agrado, no que o atendente informou que todos estavam ocupados; não satisfeito fiz uma rápida verificação em dois andares, onde encontrei o 407 e 0 506 vazios. Retornei ao guichê, onde o mesmo funcionário alegou que ambos estavam reservados!... Como assim “reservados”? Poucas horas antes, naquele mesmo local, a atendente me garantiu que não seria possível proceder uma reserva antecipada; eu deveria aguardar a alta da UTI. Solicitei, então, conversar com a responsável, sra. Cleide, que prontamente intercedeu em meu favor e nos alocou no quarto 407.
    Por volta das 13:00 h., ainda na porta da UTI, decidi procurar o cirurgião, já que o consultório 105, do dr. Arnaldo, está situado ali mesmo, ocasião em que o médico ficou incrédulo pelo tempo da minha espera de quatro horas e, de imediato, desceu na UTI. Acreditem! Em menos de dois minutos de ligaram lá de baixo, para dizer que minha esposa estava subindo em instantes, o que de fato aconteceu. Ora bolas!!! Se, após o médico descer na UTI, minha esposa subiu em menos de dez minutos, com a equipe de socorristas da ambulância, o que impediu que ela saísse da UTI antes? Já sabemos que não foi banho nem alimentação. Tal ocorrência só reforça a noção geral, disseminada entre a população, do corporativismo médico.
    Já instalados no quarto, as surpresas não cessaram: não existe água fria no 407! As duas pias, o chuveiro e a ducha higiênica, possivelmente em virtude de um problema hidráulico, são alimentados unicamente por água quente; apenas o vaso sanitário possui água fria. Em duas ocasiões diferentes, funcionários da manutenção constataram a deficiência, mas até nossa saída (16/04/16), a situação estava inalterada. Aliás, o hospital deve ter algum problema para administrar suas águas, já que nenhum dos filtros oferece água gelada, mesmo os dos andares, que são menos utilizados.
    As surpresas não acabaram aí; na hora do primeiro banho, a cadeira de assento estava com uma rodinha solta... não houve banho. No dia seguinte nos trouxeram a mesma cadeira, agora com duas rodas quebradas! Somente no terceiro dia, com o auxílio de uma técnica, eu pessoalmente encontrei uma cadeira em boas condições de uso. E para que minha esposa se locomovesse para o banheiro, com mais liberdade, o hospital não dispunha de um reles suporte para os recipientes com soro e medicamentos; éramos obrigados a retirar a haste da cama e carrega-los improvisadamente. Somente no dia anterior à saída, nós conseguimos um suporte com rodinhas.
    Na certeza de que o hospital tomará as providências necessárias.
    Atenciosamente.
    RICARDO MARTINS AZEVÊDO

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    Consideração final do consumidor

    02/09/2016 às 21:35

    Péssimo!!!

    O problema foi resolvido?
    Reclamação não resolvidaNão resolvido
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    Não
    Nota do atendimento
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