Demora excessiva, falta de comunicação e tratamento desrespeitoso no pronto-socorro do Hospital Prontonorte

Não respondida
Brasília - DF
24/02/2026 às 12:12
ID: 241529879
Trata-se de reclamação formal acerca do atendimento ocorrido em 22 de fevereiro deste ano, no pronto-socorro desta instituição, HOSPITAL PRONTONORTE, cuja condução revelou falhas graves de natureza operacional, assistencial e administrativa.
Inicialmente, registre-se que houve demora excessiva e injustificada no fornecimento de medicamentos prescritos, tendo transcorrido aproximadamente 60 (sessenta) minutos apenas para a separação e liberação dos fármacos pela farmácia interna, situação incompatível com a situação do paciente (classificado como URGÊNCIA, idoso de 79 anos com dores intensas), dinâmica de um ambiente de urgência e potencialmente comprometedora da segurança do paciente.
Ademais, foram regularmente prescritos exames complementares, os quais, contudo, não foram realizados no período superior a 3 (três) horas, sem qualquer justificativa técnica plausível ou comunicação transparente acerca da demora. Tal omissão comprometeu a continuidade diagnóstica e configurou evidente falha na execução do plano terapêutico definido pela própria equipe médica.
Ao buscar esclarecimentos junto à equipe assistencial, a resposta obtida limitou-se à afirmação de que o profissional já teria feito a sua parte, orientando-se o usuário a procurar a ouvidoria da instituição. Tal postura revela indevida fragmentação de responsabilidades e absoluta ausência de compromisso com a resolutividade do atendimento, em flagrante desalinhamento com o dever de assistência integral que as autoridades regulatórias determinam.
Não bastasse, ao dirigir-me ao balcão para formalizar reclamação, a atendente adotou conduta incompatível com os padrões mínimos de urbanidade e respeito. Fui encaminhado ao setor de SAC, o qual, de conhecimento prévio da própria atendente, encontrava-se fechado naquele momento. A orientação mostrou-se, portanto, inócua e dissimulada. Agrava o quadro o fato de a referida funcionária ter reagido com risos diante da situação, comportamento manifestamente desrespeitoso e atentatório à dignidade do usuário.
Os fatos narrados, em conjunto, evidenciam falhas sistêmicas na gestão do atendimento, ausência de coordenação interna, deficiência na comunicação e desconsideração para com o paciente, em potencial afronta aos princípios da boa-fé objetiva, da transparência, da eficiência e da adequada prestação de serviços, nos termos da legislação consumerista aplicável.
Diante da gravidade dos acontecimentos, espera-se, sem prejuízo da responsabilização civil e administrativa, a apuração rigorosa dos fatos, a adoção de providências corretivas concretas e a implementação de medidas que assegurem padrão mínimo de qualidade, respeito e resolutividade compatível com a natureza essencial dos serviços de saúde.
Atenciosamente,