Negligência médica, falta de diagnóstico e reação adversa a colírio

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Sumaré - SP

18/08/2026 às 09:39

ID: 256736917

Compareci a uma consulta na unidade de Americana com o Dr. Ricardo Yacoub devido a um problema decorrente do uso prolongado de lentes de contato (que estavam vencidas).

Surgiram muitas veias aparentes no meu olho que sempre foi muito branco. Além disso, após passar muito tempo olhando para a tela do computador, uma veia específica ficou mais forte e passou a doer intensamente, a ponto de eu ter que manter o olho fechado e dormir muito para a dor passar.

No início do atendimento, o médico ignorou completamente esse histórico. Ele afirmou que não havia veia nenhuma e que estava tudo normal. Diante da minha insistência de que meu olho sempre foi branco e que aquelas veias não estavam ali antes, ele iniciou uma discussão comigo. Depois, ele tirou uma foto do meu olho e me mostrou, mudando o argumento para dizer que as que estavam ali eram normais e que qualquer pessoa as tinha. Decidi não discutir mais e aceitei o fato para encerrar o conflito. O médico não fez absolutamente nenhuma pergunta de diagnóstico básica: não quis saber há quanto tempo eu estava sem as lentes, qual foi a última vez que senti a dor ou a frequência do problema. Ele simplesmente encerrou a queixa dizendo: "Eu não tô vendo nenhum problema no seu olho, pra mim tá normal". Essa conduta de ignorar a investigação da dor e discutir com o paciente viola o Artigo 32 do Código de Ética Médica, que obriga o profissional a usar todos os meios disponíveis de diagnóstico a seu alcance em favor do paciente, e o Artigo 1 do Capítulo III (Responsabilidade Profissional), já que a recusa em investigar prolongou o meu sofrimento e a minha dor.

Logo em seguida, mandaram pingar um colírio para dilatar a minha pupila, sem prestar nenhuma orientação prévia sobre os riscos ou efeitos colaterais do medicamento. Isso descumpriu o Dever de Informação previsto no Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), lei que determina que o prestador de serviços responde pela falta de informações adequadas sobre os riscos de procedimentos. Imediatamente após a aplicação, sofri uma reação adversa física severa. Tive um mal-estar extremo, ficando visivelmente pálida e "super gelada". Mesmo diante do meu estado debilitado, a clínica não tomou nenhuma iniciativa espontânea de suporte; a minha pressão só foi aferida porque minha mãe exigiu. Uma enfermeira da clínica veio até mim, constatou e concordou que eu estava super gelada, mas a única atitude da equipe foi me dar restos de bolacha de água e sal. O próprio Dr. Ricardo me entregou em pouca quantidade, afirmando que "eram as últimas que tinham" na clínica. Para piorar, o hospital nem sequer me ofereceu um copo de água; a única pessoa que me deu água para ajudar na minha recuperação foi a minha própria mãe. Houve evidente falta de preparo e de protocolo da instituição para lidar de forma adequada e humana com intercorrências de pacientes dentro do estabelecimento.

Após passar por essa situação, retornei para a sala de consulta. Para disfarçar o clima e tentar amenizar a situação após a discussão anterior, eu puxei o assunto sobre cirurgia de grau. O Dr. Ricardo, então, focou o atendimento apenas nessa questão do grau e na cirurgia refrativa, deixando totalmente de lado o diagnóstico, o tratamento ou qualquer receita para a dor e a inflamação que originalmente me levaram até a clínica. Paguei caro por uma consulta especializada e saí de lá desamparada, passando mal fisicamente e sem nenhuma solução para o meu problema ocular, configurando um serviço defeituoso conforme o Artigo 14, 1 do CDC, pois o atendimento não forneceu a segurança e o resultado que legitimamente se espera dele. Exijo uma posição urgente da gerência da clínica sobre a conduta omissa, a total falta de escuta do profissional e o amadorismo da equipe diante do meu mal-estar físico.

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