Conduta negligente e falta de humanidade em caso oncológico grave Hospital Quali Ipanema

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Rio de Janeiro - RJ
08/04/2026 às 21:24
ID: 245553053
Conduta negligente, omissão assistencial e falta de humanidade em caso oncológico grave Hospital Quali Ipanema
Venho por meio desta manifestar **repúdio absoluto** à conduta adotada pelo Hospital Quali Ipanema no atendimento à minha mãe, *********, paciente oncológica em estágio avançado, com metástases múltiplas e quadro clínico extremamente delicado.
O caso foi conduzido sob responsabilidade do médico ******* (***** conforme registro em prontuário)**, cuja atuação levanta sérias preocupações quanto à qualidade da assistência prestada e ao cumprimento dos princípios básicos da ética médica.
Desde o momento da internação, foi identificado quadro de **hidrocefalia**, condição neurológica grave que, por sua natureza, exige avaliação especializada. No entanto, **não houve qualquer avaliação por médico neurologista durante todo o período de internação**, o que configura, no mínimo, uma lacuna assistencial extremamente preocupante diante da complexidade do caso.
Paralelamente, a condução geral do atendimento transmite a clara impressão de que a prioridade institucional foi a **liberação de leito**, e não a garantia de uma assistência adequada, segura e humanizada à paciente.
Após tratamento de infecção, ainda que tenha havido resposta ao antibiótico, a paciente permanece em condição crítica, com comprometimento neurológico relevante e **disfagia grave**, sendo altamente dependente de cuidados contínuos e especializados.
Ainda assim, foi indicada alta hospitalar sem que houvesse:
* Qualquer preparo estruturado da família para o manejo de um quadro complexo e de alto risco;
* Orientação clara, objetiva e documentada sobre os cuidados domiciliares necessários;
* Plano efetivo de cuidados paliativos compatível com a gravidade da paciente;
* Suporte assistencial adequado para continuidade do tratamento fora do ambiente hospitalar.
A conduta adotada configura uma sensação inequívoca de **abandono assistencial**, com transferência indevida de responsabilidade à família em um momento de extrema vulnerabilidade.
Ressalto que não se trata de mera insatisfação, mas de uma situação que pode configurar **falha grave na prestação de serviço de saúde**, especialmente diante da ausência de avaliação neurológica frente a um quadro de hidrocefalia, da comunicação inadequada e da ausência de suporte assistencial compatível.
Diante da gravidade dos fatos, exijo:
1. Posicionamento formal e detalhado do Hospital Quali Ipanema sobre a condução do caso;
2. Manifestação direta do médico responsável, *****, esclarecendo os critérios clínicos adotados;
3. Justificativa formal para a ausência de avaliação neurológica durante a internação;
4. Apresentação clara e estruturada do plano de cuidados paliativos indicado;
5. Revisão urgente dos protocolos institucionais relacionados à alta de pacientes em estado crítico.
Informo que, diante da ausência de resposta adequada, serão adotadas medidas junto aos órgãos competentes, incluindo Conselho Regional de Medicina (CRM) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Casos como este não podem ser tratados com frieza, omissão ou despreparo. Estamos falando de uma vida em condição extrema, que exige **responsabilidade, ética e humanidade**.
Aguardo retorno imediato.