Beneficiária relata abandono no tratamento psiquiátrico, cancelamento de consultas e desrespeito médico.

Não respondida
Osasco - SP
07/05/2026 às 10:30
ID: 247966483
Sou beneficiária do convênio Única Saúde 50 Max e estou passando por uma situação extremamente grave de abandono no meu tratamento psiquiátrico.
Tenho diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA nível 1), ansiedade e depressão, e faço uso contínuo de medicamentos controlados como Fluoxetina e Clonazepam. Porém, minha psiquiatra ***** (*****) vem cancelando e desmarcando consultas repetidamente sem aviso prévio, impossibilitando a continuidade do meu tratamento e a renovação das receitas.
Por causa disso, fiquei cerca de duas semanas sem meus medicamentos, tendo agravamento importante do meu estado emocional e psicológico.
Diante da falta de suporte do convênio, procurei atendimento no pronto-socorro do Hospital Saint Patrick de Osasco, onde fui atendida pela médica ***** (*****). Expliquei toda a situação, relatei que estava sem medicação porque não conseguia atendimento psiquiátrico pelo próprio convênio e pedi ajuda para conseguir manter meu tratamento.
A médica se recusou a ajudar e disse que apenas poderia me aplicar uma medicação para me sedar. Expliquei que não queria sedação, e sim ajuda para continuar meu tratamento medicamentoso. Mesmo assim, ela afirmou que não poderia fazer nada e que eu deveria procurar um psiquiatra justamente o atendimento que o convênio não está fornecendo adequadamente.
Durante o atendimento, me senti extremamente humilhada e desrespeitada. Ao informar que registraria reclamação na ANS pelos meus direitos, a médica questionou se eu estaria ameaçando ela. Respondi que apenas buscaria meus direitos como paciente. Em seguida, ela demonstrou postura debochada, com risadas e expressões de desdém, agravando ainda mais minha crise emocional.
A situação foi tão séria que entrei em forte crise dentro do hospital, chegando a gritar e apresentar comportamento de [Editado pelo Reclame Aqui] devido ao sofrimento emocional causado pelo atendimento. Funcionários da recepção e da enfermaria precisaram me acolher e me ajudar porque eu estava completamente desestabilizada.
Considero inadmissível: A falta de continuidade no atendimento psiquiátrico; O cancelamento recorrente de consultas sem suporte ao paciente; Ficar sem acesso a medicamentos controlados essenciais; A ausência de acolhimento adequado a uma paciente autista em crise; O tratamento desumano e desrespeitoso recebido no hospital.
Meus direitos como consumidora, paciente e pessoa autista foram violados. A Lei n 12.764/2012 garante atendimento digno e adequado à pessoa com TEA, além do direito à continuidade do tratamento de saúde.
Solicito uma resposta urgente da Única Saúde, solução imediata para meu acompanhamento psiquiátrico e providências em relação às condutas relatadas.
Também informo que estarei registrando reclamação formal junto à ANS e demais órgãos competentes.